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A Essência do Amor
Volume III
Editor:
Edições Vieira da Silva, março de 2015 ‧
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SINOPSE
Prefácio
Essência do Amor - Vol. III
"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.". Assim dizia Eugénio de Andrade ao mortificar as sombras que a vida nos traz. A reconciliação com a vida é o encontro com o amor próprio e, a palavra escrita, não é mais do que um elo que nos liga ao universo e faz fluir esse amor que nos habita. Ao exaspero da palavra escrita, apaziguam-se os olhares sempre que a palavra liberta o sentimento, "porque o amor, enquanto a vida nos acossa é simplesmente uma onda alta sobre as ondas", assim acontecia em Neruda.
Queremos que o amor nos transcenda e se perpetue no poema, tal como o foi no Renascimento - um afecto platónico. Miguel Esteves Cardoso fala do amor como se o tempo o diluísse e as pessoas o tornassem impuro, ao dizer-nos que: "O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece." Ao fazermos emergir os poemas nas nossas colectâneas, talvez seja a forma mais sublime de amar e de o dizer nos corações de quem amamos. O nosso trabalho é fazer acontecer. O dos poetas e das poetisas, que nos orgulham em mais esta ode ao amor, é mostrarem ao mundo porque é o que amor existe. A poesia tira-nos da "náusea" de Sartre e deste marasmo que é o insano quotidiano, onde o amor sucumbe à indiferença dos dias. Por mais desamparadas que as palavras sejam, são elas que nos colocam o passado no futuro e nos devolvem o nome das gentes sem rosto.
Honoré DuCasse
Essência do Amor - Vol. III
"Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.". Assim dizia Eugénio de Andrade ao mortificar as sombras que a vida nos traz. A reconciliação com a vida é o encontro com o amor próprio e, a palavra escrita, não é mais do que um elo que nos liga ao universo e faz fluir esse amor que nos habita. Ao exaspero da palavra escrita, apaziguam-se os olhares sempre que a palavra liberta o sentimento, "porque o amor, enquanto a vida nos acossa é simplesmente uma onda alta sobre as ondas", assim acontecia em Neruda.
Queremos que o amor nos transcenda e se perpetue no poema, tal como o foi no Renascimento - um afecto platónico. Miguel Esteves Cardoso fala do amor como se o tempo o diluísse e as pessoas o tornassem impuro, ao dizer-nos que: "O amor apouca-se e perde-se quando se dá aos dias e às pessoas. Traduz-se e deixa de ser o que é. Só na solidão permanece." Ao fazermos emergir os poemas nas nossas colectâneas, talvez seja a forma mais sublime de amar e de o dizer nos corações de quem amamos. O nosso trabalho é fazer acontecer. O dos poetas e das poetisas, que nos orgulham em mais esta ode ao amor, é mostrarem ao mundo porque é o que amor existe. A poesia tira-nos da "náusea" de Sartre e deste marasmo que é o insano quotidiano, onde o amor sucumbe à indiferença dos dias. Por mais desamparadas que as palavras sejam, são elas que nos colocam o passado no futuro e nos devolvem o nome das gentes sem rosto.
Honoré DuCasse
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789897364600 |
| Editor: | Edições Vieira da Silva |
| Data de Lançamento: | março de 2015 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 157 x 215 x 16 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 240 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Poesia
|
| EAN: | 9789897364600 |
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