A Dor

de Marguerite Duras
Editor: Difel, abril de 2002 ‧
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Encontrei este diário em dois cadernos dos armários azuis de Neauphle le G'hâteau. Não me lembro de o ter escrito. Sei que o fiz, fui eu que escrevi, reconheço a minha escrita e os pormenores daquilo que conto, volto a ver o local, a gare de Orsay, os trajectos, mas não me vejo a mim a escrever este Diário. Quando é que o escrevi, em que ano, a que horas do dia, em que casa? Já não sei nada. Não me parece pensável -e isso é certo, evidente - que possa ter escrito este texto enquanto esperava por Robert L. Como é que pude escrever esta coisa a que ainda não sei dar nome e que me apavora quando a releio. E como é que pude deixar ficar este texto tantos anos abandonado naquela casa de campo que regularmente se inunda no Inverno.
A Dor é uma das coisas mais importantes da minha vida. A palavra "escritos" não seria adequada. Encontrei-me frente a páginas regularmente cheias de uma letra pequena extraordinariamente regular e calma. Encontrei-me frente a uma fenomenal desordem do pensamento e do sentimento, em que não ousei tocar - e face a ela, a literatura envergonha-me.
Marguerite Duras

«Não há qualquer concessão ao melodrama, nenhuma retórica, a dor é nua. As palavras são as estritamente necessárias para narrar o inenarrável. São palavras de sobrevivência, as que impedem à justa o afundamento na loucura.»
Expresso

A Dor

de Marguerite Duras

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722906173
Editor: Difel
Data de Lançamento: abril de 2002
Idioma: Português
Dimensões: 149 x 229 x 18 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 168
Tipo de produto: Livro
Coleção: Literatura Estrangeira
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 9789722906173
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Marguerite Duras

Escritora, cineasta e dramaturga, Marguerite Duras (Marguerite Donnadieu) nasceu no Vietname em 1914 e morreu em 1996, em França. Foi uma das mais relevantes escritoras francesas da segunda metade do século XX. A sua obra, habitada por personagens em busca de amor até aos limites da loucura ou do crime, foi visceralmente marcada pela juventude passada na Indochina. Entre os seus muitos livros, como A Dor, Uma Barragem contra o Pacífico, Moderato Cantabile, para mencionar apenas alguns, o seu romance autobiográfico O Amante foi adaptado ao cinema. Marguerite Duras também assinou o argumento do filme Hiroshima, Meu Amor, levado à tela por Alain Resnais.

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