A Curadoria Geral dos Serviçais e Colonos
(S. Tomé e Príncipe 1875/1926)
SINOPSE
Para o empreen¬dimento roceiro foram também atraídos colonos portugueses para prestarem serviço em lugares cimeiros que lhes eram reservados nas plantações do cacau, cujas grandes propriedades passaram a receber o investimento do Banco Nacional Ultramarino, em detri¬mento dos proprietários autóctones que acabaram por cair na misé¬ria. Odiada por uns e enaltecida por outros, a Curadoria serpenteava entre tratar os serviçais com mãos duras, ao mesmo tempo em que procedia à fiscalização da actuação dos patrões e dos seus admi¬nistradores face aos mesmos.
Propusemo-nos estudar a referida instituição colonial entre 1875, data da sua implantação nas ilhas, e 1926, altura em que o poder colonial, como resultado do Golpe de Estado de 28 de Maio, endureceu a sua posição em S.Tomé e Príncipe. A nomeação do Governador Junqueira Rato em Julho de 1926 é um marco de passagem para uma nova fase das relações coloniais, fossem elas com os nativos ou com os serviçais, cuja subalternização se tornou mais aguda nas ilhas.»
In contracapa
A Curadoria Geral dos Serviçais e Colonos (S. Tomé e Príncipe 1875/1926)
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789895498444 |
| Editor: | Editorial Novembro |
| Data de Lançamento: | abril de 2021 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 151 x 230 x 12 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 226 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Coleção: | Nexus |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História da África
|
| EAN: | 9789895498444 |
OPINIÃO DOS LEITORES
Ótimo livro!
Maysa Espindola Souza
Obra muito aguardada pelos especialistas em História da África, o livro "A Curadoria Geral dos Serviçais e Colonos", de Maria Nazaré de Ceita, demonstra a centralidade das curadorias na exploração do trabalho dentro da administração colonial. As curadorias existiram em todas as colônias portuguesas na África e, apesar da sua importância, são ainda pouco estudadas. Através destas instituições é possível observar quais foram as práticas empregadas, muitas vezes ao arrepio da legislação em vigor ou contando com arranjos políticos, que serviram para negar direitos aos serviçais. Nazaré Ceita acrescenta uma grande contribuição ao debate historiográfico sobre o trabalho colonial.
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