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A Crise Académica de Coimbra 1969
Uma reportagem fotográfica
Editor:
Editorial Caminho, abril de 2019 ‧
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SINOPSE
A Crise Académica de Coimbra de 1969 (foi com esta designação que ficou conhecida a grande vaga de luta estudantil que teve lugar nessa Universidade na primavera e no verão de 1969, há 50 anos) constitui um dos momentos mais altos da luta contra o regime fascista.
Tudo começou com um ato simples: a recusa de satisfazer o pedido da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), por parte das autoridades políticas e académicas, para usarem da palavra em nome dos estudantes na inauguração de um novo edifício da Universidade, conhecido como o Edifício das Matemáticas.
Esse episódio teve lugar a 17 de abril de 1969 e desenvolveu-se até ao final de julho, com uma greve a exames de dimensão maciça. Felizmente para nós, os estudantes que nessa altura colaboravam com a Secção Fotográfica da AAC, apercebendo-se da importância do que estava para acontecer, organizaram-se para fazer uma cobertura completa.
Reuniram-se nas instalações da Secção, determinaram os locais onde cada um devia realizar o seu trabalho, distribuíram entre si rolos fotográficos e, ao longo de meses, participando na luta, escapando da repressão e dando gosto ao seu interesse pela fotografia, realizaram uma grande e completa reportagem que nos permite hoje apreciar a dimensão que aquela luta alcançou.
Na sequência da crise académica de 1962, cuja repressão violenta os estudantes pagaram com a prisão, a expulsão e a recusa de adiamentos de incorporação nas Forças Armadas e correspondente envio para a guerra colonial, a Associação Académica de Coimbra era regida, desde 1965, por uma Comissão Administrativa nomeada pelo governo de Salazar e da qual faziam parte Ponce de Leão, José Miguel Júdice, Lucas Pires, Carlos Ganho, Cunha Melo, Sílvio Crespo, Cavaleiro Brandão e outros estudantes oriundos do Movimento Jovem Portugal. Mas a movimentação estudantil de caráter democrático não parara. E a coroar essa movimentação estaria a luta por uma reivindicação à qual foi aderindo a grande massa dos estudantes. Exemplo disso é o comunicado «À Academia», subscrito por representantes das secções da AAC, reclamando a realização de eleições para os corpos gerentes da Associação.
A culminar este movimento, a 12 de fevereiro de 1969 realizam-se eleições das quais sai vencedora por larga margem (6 para 1) a lista democrática reunida em torno do programa «Para uma Universidade nova». Foi esta direção democraticamente eleita que, dois meses depois, ao reclamar o uso da palavra para falar em nome dos estudantes, desencadeou o processo a que chamamos Crise Académica de Coimbra de 1969.
Tudo começou com um ato simples: a recusa de satisfazer o pedido da Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (AAC), por parte das autoridades políticas e académicas, para usarem da palavra em nome dos estudantes na inauguração de um novo edifício da Universidade, conhecido como o Edifício das Matemáticas.
Esse episódio teve lugar a 17 de abril de 1969 e desenvolveu-se até ao final de julho, com uma greve a exames de dimensão maciça. Felizmente para nós, os estudantes que nessa altura colaboravam com a Secção Fotográfica da AAC, apercebendo-se da importância do que estava para acontecer, organizaram-se para fazer uma cobertura completa.
Reuniram-se nas instalações da Secção, determinaram os locais onde cada um devia realizar o seu trabalho, distribuíram entre si rolos fotográficos e, ao longo de meses, participando na luta, escapando da repressão e dando gosto ao seu interesse pela fotografia, realizaram uma grande e completa reportagem que nos permite hoje apreciar a dimensão que aquela luta alcançou.
Na sequência da crise académica de 1962, cuja repressão violenta os estudantes pagaram com a prisão, a expulsão e a recusa de adiamentos de incorporação nas Forças Armadas e correspondente envio para a guerra colonial, a Associação Académica de Coimbra era regida, desde 1965, por uma Comissão Administrativa nomeada pelo governo de Salazar e da qual faziam parte Ponce de Leão, José Miguel Júdice, Lucas Pires, Carlos Ganho, Cunha Melo, Sílvio Crespo, Cavaleiro Brandão e outros estudantes oriundos do Movimento Jovem Portugal. Mas a movimentação estudantil de caráter democrático não parara. E a coroar essa movimentação estaria a luta por uma reivindicação à qual foi aderindo a grande massa dos estudantes. Exemplo disso é o comunicado «À Academia», subscrito por representantes das secções da AAC, reclamando a realização de eleições para os corpos gerentes da Associação.
A culminar este movimento, a 12 de fevereiro de 1969 realizam-se eleições das quais sai vencedora por larga margem (6 para 1) a lista democrática reunida em torno do programa «Para uma Universidade nova». Foi esta direção democraticamente eleita que, dois meses depois, ao reclamar o uso da palavra para falar em nome dos estudantes, desencadeou o processo a que chamamos Crise Académica de Coimbra de 1969.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 9789722129886 |
| Editor: | Editorial Caminho |
| Data de Lançamento: | abril de 2019 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 195 x 260 x 15 mm |
| Encadernação: | Capa dura |
| Páginas: | 152 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
História
>
História de Portugal
|
| EAN: | 9789722129886 |
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