A Casa dos Galos
A História de uma Família Ucraniana
SINOPSE
Em 2014, os marcos da geografia pessoal de Victoria Belim sucumbem às mãos da Rússia. A sua cidade natal, Kiev, é dominada por protestos e alvo de repressão violenta. A Crimeia, para onde Victoria fora mandada estudar a fim de evitar a radiação do desastre nuclear de Chernobyl, foi invadida. Kharkov, onde a sua avó Valentina estudou Economia e se apaixonou; Donetsk, onde o seu pai trabalhou; e Mariupol, onde ela e a mãe compraram uma cerejeira para plantar no jardim, tornaram-se campos de batalha.
Em plena guerra, e mesmo tendo-se naturalizado cidadã americana, Victoria Belim – então a viver em Bruxelas – regressa ao país de origem para conhecer mais profundamente as suas raízes e investigar o desaparecimento de um tio-avô durante a década de 1930. O que lhe aconteceu, por que motivo sabem tão pouco sobre ele e porque é que a avó, Valentina, a avisa de que nunca é boa ideia perturbar o silêncio do passado?
Leitura compulsiva e comovente, A Casa dos Galos conta a história de uma família e do passado de um país, mas é, sobretudo, a narrativa lúcida do seu perigoso presente.
DETALHES
| Propriedade | Descrição |
|---|---|
| ISBN: | 978-972-0-03647-6 |
| Editor: | Porto Editora |
| Data de Lançamento: | abril de 2023 |
| Idioma: | Português |
| Dimensões: | 150 x 235 x 22 mm |
| Encadernação: | Capa mole |
| Páginas: | 280 |
| Tipo de produto: | Livro |
| Classificação Temática: |
Livros em Português
>
Literatura
>
Romance
|
| EAN: | 978972003647610 |
| Idade Mínima Recomendada: | Não aplicável |
OPINIÃO DOS LEITORES
A Casa dos Galos é uma leitura intensa e necessária — uma ponte entre a memória individual e a memória coletiva.
Nelson Pradinhos
A Casa dos Galos, de Victoria Belim, é uma obra entre o memorial familiar e o retrato histórico, que nos conduz pelo passado conturbado da Ucrânia, atravessando décadas de sofrimento, resistência e identidade. Belim, nascida na Ucrânia, viveu os seus primeiros 15 anos no país antes de emigrar para os Estados Unidos e, mais tarde, para a Bélgica. Em 2014, regressa ao seu país natal, num momento em que a Ucrânia volta a ser abalada pela invasão russa da Crimeia. O que começa como uma viagem à terra da sua infância transforma-se numa busca pela verdade e pela memória — tanto da sua família como da própria nação ucraniana. No centro do livro está o mistério do desaparecimento do tio-avô de Victoria, durante o regime de Stalin, nos anos 1930 — um entre centenas de milhares de vidas apagadas pelas purgas soviéticas. A autora parte desse silêncio familiar para reconstruir a história, intercalando a investigação com a sua convivência com a avó, guardiã das memórias e feridas de gerações passadas. Belim escreve com emoção e honestidade, revelando as marcas deixadas pela fome, pela repressão e pelas sucessivas dominações políticas. Mas há também espaço para ternura, amor e esperança — especialmente nas pequenas rotinas da vida quotidiana ucraniana, que resistem, mesmo nas horas mais sombrias. O livro é um mosaico de vozes, de lembranças e de lugares. E se, por vezes, a narrativa parece lenta e fragmentada, é precisamente porque reflete o próprio ato de recordar — a memória nunca é linear, é feita de ecos e pausas, de segredos e redescobertas. Mais do que um relato pessoal, A Casa dos Galos é um retrato da alma ucraniana. Belim mostra a força e a resiliência de um povo que sobreviveu a ditaduras, invasões e silêncios impostos. Ao ler, é impossível não pensar na Ucrânia de hoje, ainda em luta pela sua liberdade — e perceber que as raízes dessa resistência vêm de muito longe. O contraste entre a dureza da história e a sensibilidade da escrita torna o livro ainda mais impactante. A autora equilibra o peso do passado com uma voz calma, quase poética, que ilumina o sofrimento sem o romantizar. A Casa dos Galos é uma leitura intensa e necessária — uma ponte entre a memória individual e a memória coletiva. É um livro sobre família, perda e reconciliação, mas também sobre o poder das histórias para curar feridas antigas. Uma leitura que exige atenção e paciência, mas que recompensa com emoção e sabedoria. Um testemunho poderoso sobre a Ucrânia, sobre o peso do passado e sobre a coragem de quem continua a lutar por um futuro livre.
A casa dos galos
Ana Silva
Uma viagem à Ucrânia de 2014 contada por uma jovem ucraniana residente em Bruxelas. Escrito na primeira pessoa, de leitura leve, não trouxe nada de novo sobre o país, resiliência do povo e a influência da da antiga URSS. Um pouco dececionada
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