A Boa Nova Dos Dias

de Rubem Alves
Editor: Edições Asa, abril de 2006 ‧
Uma vez mais, Rubem Alves visita-nos com as suas palavras mágicas. Desta vez com uma BOA NOVA: a alegria é possível, a esperança é possível. E também o amor, a compaixão, a ternura. Como uma caixa de segredos que nos maravilha em cada página que desfolhamos.

Amamos não a pessoa que fala bonito, mas a pessoa que escuta bonito… A arte de amar e a arte de ouvir estão intimamente ligadas. Não é possível amar uma pessoa que não sabe ouvir. Os falantes que julgam que pela sua fala bonita serão amados são uns tolos. Estão condenados à solidão. Quem só fala e não sabe ouvir é um chato… O acto de falar é um acto masculino. Falar é falus: algo que sai, se alonga e procura um orifício onde entrar, o ouvido. Já o acto de ouvir é feminino: o ouvido é um vazio que se permite ser penetrado. Não me entenda mal. Não disse que fala é coisa de homem e ouvir é coisa de mulher. Todos nós somos masculinos e femininos ao mesmo tempo. Xerazade, quando contava as estórias das 1001 noites para o sultão, estava carinhosamente penetrando os vazios femininos do machão. E foi dessa escuta feminina do sultão que surgiu o amor. Não há amor que resista ao falatório."

A Boa Nova Dos Dias

de Rubem Alves

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724146485
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: abril de 2006
Idioma: Português
Dimensões: 139 x 213 x 7 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 128
Tipo de produto: Livro
Coleção: Memórias & Afectos
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Outras Formas Literárias
EAN: 9789724146485
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Rubem Alves

Rubem Alves é um dos grandes nomes da literatura e do pensamento no Brasil. Poeta, cronista, ensaísta, teólogo, professor universitário e psicanalista, Rubem Alves (1933-2014) foi também membro da Academia Brasileira de Letras e deixou uma vasta obra literária e ensaística. O livro "Ostra Feliz Não Faz Pérolas" foi segundo classificado lugar na categoria contos do importante Prémio Jabuti, em 2009.

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