A Avó e a Neve Russa

de João Reis

editor: Elsinore
RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA i
«As folhas caídas das árvores giram à minha volta com o vento, mas aperto mais o casaco, porque nem o vento nem as folhas-bailarinas me alegram com a melancolia, só me deixam ensopado em tristeza, como a chuva nos faz por vezes. Os homens não choram. Avanço. Os catos que vejo alinhados na rua voltam a ser árvores e a Babushka, deitada na cama de hospital, é uma criança que aumentou e encolheu.»

Babushka está doente. Esta russa idosa, emigrante no Canadá, sobreviveu ao acidente nuclear de Chernobyl. Esconde no peito a doença que a obriga a respirar a contratempo e lhe impõe uma tosse longa e larga e comprida e sem fim — um mal que a faz viver mergulhada nas memórias do seu passado luminoso, a neve pura da Rússia, recordação sob recordação.

Na fronteira com a realidade caminha o seu neto mais novo, de dez anos, um menino que não desiste de puxar o fio à meada e de tentar devolver a avó ao presente. Para ajudar Babushka, precisa de encontrar uma solução para os seus pulmões destruídos, sacos rasgados e quase vazios — mesmo que isso o obrigue a crescer de repente e partir em busca de uma planta milagrosa, o segredo que poderá salvar a família e completar a matriosca que só ele vê.

Narrado na primeira pessoa e escrito a partir da perspetiva de uma criança, A Avó e a Neve Russa é um livro feito da inocência e da coragem com que se veste o deslumbramento das infâncias. Romance simples e emotivo sobre a força da memória e da abnegação, relata a peregrinação de um neto através da esperança, do Canadá ao México, para encontrar a possibilidade de um final feliz.

A Avó e a Neve Russa

de João Reis

ISBN: 9789898843654
Editor: Elsinore
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 232 x 13 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Tipo de produto: Livro
Classificação temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789898843654
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Mais uma história ternurenta sobre relações entre avós e netos.

Marisa Martins

O espaço é Montreal, Canadá. Os personagens principais, um neto nascido no Canadá e uma avó que nasceu na Rússia, sobreviveu a Chernobyl e vive com uma tosse persistente. O mote para esta história é a demanda do neto na procura de uma cura para a doença da avó que vai desde medicinas alternativas, como santos ou unguentos, até embarcar numa busca por um cacto mexicano que o leva numa eventura além fronteiras. Mais uma história ternurenta sobre relações entre avós e netos.

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Descobrir o promissor autor João Reis

LTC

A minha estreia com João Reis, incentivada por inúmeras belíssimas opiniões acerca deste livro. Um livro muito ternurento e tocante, com uma escrita irrepreensível e um sentido de humor bastante inteligente.

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Narrador admirável!

Sandra Gonçalves

Este romance simples é narrado na 1º pessoa por um um simples menino, uma criança que com a sua inocência e inteligência nos prende a uma realidade muito distante, vivida com muita emoção e empenho. Empenho pela vida, pela liberdade! A sua inocência é doce a muito cómica. Aconselho esta leitura que é leve e profunda pelos temas que aborda. O Livro em si é uma obra de arte, o design, a impressão, o papel. Parabéns ao Autor!

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Ternura

SP

Este livro retrata a relação de um neto e de uma avó. E de como o menino de dez anos, que é também o narrador da história, reage à grave doença da sua babuska. O livro trata assuntos muito importantes e marcantes com os quais todos os leitores se poderão relacionar e que por vezes nos deixam tristes, no entanto este é um livro divertido em que vemos tudo pelo olhar inocente de uma criança que faz de tudo para poder ver a avó bem.

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Que história maravilhosa!

Helena Cruz Ventura

Comecei o ano de 2021 da melhor forma possível. O que eu precisava de um livro assim! Este foi, não só, o primeiro livro do ano, mas também o primeiro livro que li do João Reis. E que maravilha de história. Sabem aquelas histórias que têm um narrador criança, mas que não têm a candura e espontaneidade suficientes? Não é este. Este é um livro que, embora muitíssimo bem escrito, consegue guardar nas palavras o que é ser este pequenino grande rapaz de 10 anos. Que, apesar de ainda não entender o mundo dos adultos, tem uma matriz muito própria de como ele funciona. Como? Por exemplo, quando lembra o “Senhor Hitler” e os “acampamentos” de concentração; ou os “gulasch” tão próximos da história da sua família, que veio da “antiga soviética”; ou, ainda, quando tem a maturidade de perceber o possível triste destino que a possível morte da sua Babushka lhe pode trazer e, apesar de aceitar a ajuda de um amigo para “salvar” a situação, faz de tudo para ele não se tornar a próxima “puta da prisão”. João Reis consegue levar-nos pela mão neste mundo tão duro a que este menino é sujeito e, apesar de algumas vezes, tal como ele, termos medo do que aí vem, vamos com toda a confiança naquele que deve chegar a ser o equilíbrio das coisas. E que vontade de abraçar aquele menino, que em parte sou eu e que, em parte, são alguns de vocês nas agruras de infâncias talvez não tão “normais”. Mas ser “normal” nem sempre faz com que sejamos ricos de Humanidade. E, isso, é tudo o que este menino é.

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A Avó e a Neve Russa

Tânia Sampaio

É só a mais linda e genuína história de amor de um menino de 10 anos, pela avó. Que maravilha, que escrita, que ternura! A volta que o autor deu a temas, tão mas tão difíceis. Que doem. Amor, aceitação e empatia e algum humor próprio da inocência da tenra idade, é o que sentimos nesta leitura.

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5*

M.

Escrita muito característica e criativa. Uma história de amor puro e aventura! Primeiro livro que li do autor e fiquei intrigada em conhecer mais.

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Ternurento e magnífico

F.

Este livro é simplesmente um dos mais ternos que já li. História belíssima, que toca no coração e se leva na alma. Aconselho imenso, fiquei fã de João Reis!

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Ternurento e emotivo

Cláudia Janeiro

É uma história de amor entre um neto e a sua avó, que tem uma condição de saúde terminal, em parte por causa do acidente nuclear em Chernobyl, mas agravada por um cancro. É um livro bastante emotivo e ternurento narrado sempre na primeira pessoa por este menino, cujo nome só surge muito subtilmente no final, com 10 anos. Esta criança adora a avó e sofre muito com a ideia de ver a avó partir. E é então que alguém lhe fala sobre um cacto no México e ele mete na ideia que é isso que vai salvar a avó e acaba por andar numa doida aventura com um seu amigo sem-abrigo. Gostei muito deste livro nesta perfectiva emotiva e de amor entre avó e neto. E na parte em que se percebia o quanto esta criança se sentia muito só, sem amigos e com um núcleo familiar muito centrado na avó, já que vivia com ela e com o seu irmão mais velho (muito desligado), sendo que a mãe já tinha partido e o pai os tinha abandonado há muitos anos. E na parte do medo desta criança em ser entregue a uma instituição quando a avó partisse. Mas foi um livro que me custou um bocado a ler por causa desta narrativa enrolada, desde discurso sempre na primeira pessoa em blocos de texto que ocupavam frequentemente uma página ou mais. Não é normalmente uma estrutura de escrita que me agrade. Torna a leitura mais lenta e mais enrolada para mim. Em alguns momentos fez-me lembrar Saramago, ainda que João Reis faça muito mais uso da pontuação. E em alguns momentos apreciei a inteligência e a curiosidade deste menino, mas de vez em quando achei um pouco forçado o discurso para uma criança de 10 anos. Porque tão depressa estava super à frente em pensamentos sobre o capitalismo e o comunismo como logo a seguir tropeçava em palavras como descendentes em vez de ascendentes…. Achei que havia alguma incoerência no discurso. Gostava mais do neto quando tinha os discursos mais próprios de uma criança de 10 anos, com as suas inocências, receios e dúvidas. Ainda assim é um livro muito interessante que vale a pena ler.

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Ternurento

Ilda Lopes, Bibliotecária

A história é contada pela voz de uma criança de 10 anos de idade, o Alexei. Cheia de inocência e humor, por vezes triste, Alexei fala-nos de muitos temas do dia-a-dia através do seu inocente olhar, muitas vezes acutilante, num bairro de imigrantes numa cidade do Canadá. Acompanhamo-lo numa busca de salvamento da sua avó russa com problemas pulmonares devido ao desastre de Chernobyl. Ternurento, sensível, muito atual na sua perspectiva social. Foi uma leitura muito agradável. Recomendo. A meu ver, muito bem pensado e escrito!

João Reis

João Reis (Vila Nova de Gaia, 1985) é autor de vários romances: A Noiva do Tradutor (2015|2019); A Avó e a Neve Russa (2017), finalista do Prémio Fernando Namora; A Devastação do Silêncio (2018), semifinalista do Prémio Oceanos 2019; Quando Servi Gil Vicente (2019), também finalista do Prémio Fernando Namora; e Se com Pétalas ou Ossos (2021). O seu romance Bedraggling Grandma with Russian Snow está nomeado para a edição de 2022 do Dublin Literary Award. Os seus livros foram já publicados nos EUA, no Brasil, na Sérvia e na Geórgia.

Em 2015, foi finalista do Bare Fiction Prize, na categoria «flash fiction», e, em 2018, foi-lhe atribuída uma das bolsas de criação literária da DGLAB. Licenciado em Filosofia, fundou a Eucleia Editora (da qual foi editor durante dois anos), viveu e trabalhou na Escandinávia e traduz obras de línguas escandinavas para português.

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