A Arte há de Sobreviver às suas Ruínas

de Anselm Kiefer
Editor: Deriva Editores, agosto de 2015 ‧
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(...) a autodestruição foi sempre a finalidade mais íntima, a mais sublime da arte, cuja vaidade se torna desde logo percetível. Pois, qualquer que seja a força do ataque, e mesmo que tivesse chegado ao limite, a arte há de sobreviver às suas ruínas.
Lição inaugural proferida na quinta-feira 2 de dezembro de 2010 pelo Prof. Anselm Kiefer "O Colégio de França convidou um artista plástico na esperança, presumo, de que vos fale de arte, vos informe acerca do que é a arte, demonstre a sua origem. Dir-vos-ei que não há definição da arte. Toda a tentativa de definição se desfaz no limiar do seu enunciado, tal como a arte, que não deixa de oscilar entre a sua perda e o seu renascimento.
Nunca está onde contamos com ela, onde se espera apreendê-la e, referindo-me ao Evangelho segundo São João (capítulo 7), direi: "Onde estiver, não o podemos alcançar"."

A Arte há de Sobreviver às suas Ruínas

de Anselm Kiefer

Propriedade Descrição
ISBN: 9789898701107
Editor: Deriva Editores
Data de Lançamento: agosto de 2015
Idioma: Português
Dimensões: 99 x 180 x 2 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 40
Tipo de produto: Livro
Coleção: Pulsar / ILC
Classificação Temática: Livros em Português > Arte > Artes em Geral
EAN: 9789898701107

SOBRE O AUTOR

Anselm Kiefer

Anselm Kiefer (nascido em 8 de março de 1945, em Donaueschingen) é um pintor e escultor alemão.
Durante os anos 70, estudou com Joseph Beuys. Os seus trabalhos utilizam materiais como palha, cinza, argila, chumbo e selador para madeira. Os poemas de Paul Celan tiveram muita importância no desenvolvimento de temas para os trabalhos de Kiefer sobre a história alemã e o horror do Holocausto, assim como os conceitos teológicos da cabala. Temas relacionados ao nazismo são particularmente vistos no seu trabalho; por exemplo, a obra Margarethe (óleo e palha sobre tela) foi inspirada pelo famoso poema Todesfuge (Fuga da morte), de Paul Celan.
Os seus trabalhos são caracterizados por um estilo maçante, quase depressivo e destrutivo, e muitas vezes feitos em grandes formatos. Na maioria deles, o uso da fotografia como suporte prevalece, e terra e outros materiais da natureza são geralmente incorporados. Também é característico o uso de escritos, personagens lendários ou lugares históricos em quase todas as suas pinturas. Tudo é codificado através daquilo que busca Kiefer para representar o passado; algo que geralmente está relacionado com um estilo chamado "Novo Simbolismo".

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