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A Arte da Alegria

de Goliarda Sapienza
Editor: Dom Quixote, março de 2025 ‧
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Romance dos sentidos e da sensualidade, A Arte da Alegria ressuscita os fervores políticos que marcaram o século XX pelas mãos de Modesta, uma mulher siciliana cuja força e carácter são uma afronta à moral convencional.

Nascida no dia 1 de Janeiro de 1900, numa família siciliana pobre, Modesta torna-se uma mulher vigorosa e incómoda: uma mulher em que a carnalidade e o intelecto se fundem. Apesar das origens humildes, desde tenra idade tem consciência de que está destinada a uma vida melhor, para lá dos limites da sua aldeia.

Ainda jovem, é enviada para um convento e, mais tarde, para a casa de um nobre onde, graças ao seu talento e inteligência, consegue tornar-se aristocrata através de um casamento de conveniência. Tudo isto sem deixar de seduzir homens e mulheres de todos os géneros. Amiga generosa, mãe afectuosa, amante sensual, Modesta é uma mulher capaz de quebrar todas as regras para desfrutar do verdadeiro prazer, desafiando a cultura patriarcal, fascista, mafiosa e opressiva em que vive.

A Arte da Alegria é uma autobiografia imaginária. É um romance de formação, que se desdobra numa multiplicidade de caminhos. É também um romance erótico e um romance político e um romance psicológico. em suma, é um romance indefinível, que conquista e choca todos aqueles que o leem.

Romance póstumo, a obra-prima de Goliarda Sapienza, sobreviveu a um caminho turbulento até à sua publicação. Esteve abandonado num baú durante vinte anos e, depois de ter sido rejeitado por vários editores, foi impresso numa edição de poucos exemplares pela Stampa Alternativa, em 1998. Mas só em 2005, quando foi lançado em França é que, finalmente, recebeu o devido reconhecimento.

«Tão importante como O Leopardo de Lampedusa, A Arte da Alegria é um livro que pulsa da primeira à última página.»
Il Giorno

«Um relato triunfante de uma mulher engenhosa… despreocupada e sábia.»
The New Yorker

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De Leitor a Protagonista

Um leitor é, em certa medida, um voyeur. Quando lemos um livro, abrimos uma janela através da qual podemos espiar a vida de outras pessoas, reais ou não, isso pouco importa, sem sermos vistos ou julgados, acompanhando a forma como elas lidam com problemas que lhes surgem. À medida que avançamos na leitura, essa janela por onde víamos outras pessoas transforma-se num espelho e as vidas que julgávamos estar a espiar são, afinal, versões nossas que ainda não tínhamos tido lucidez para encarar. Este fenómeno de nos colocarmos na pele de uma personagem é particularmente forte nos romances de formação, um género literário que narra o crescimento e amadurecimento psicológico, moral e emocional de uma personagem, geralmente desde a infância ou juventude até à idade adulta. Cada passo que a personagem dá é também um passo nosso e, sem darmos por isso, vamo-nos descobrindo nas entrelinhas. De Amanhã em Amanhã, de Gabrielle Zevin Gabrielle Zevin cria um jogo narrativo muito interessante em De Amanhã em Amanhã. As duas personagens principais, Sadie e Sam, conhecem-se em crianças e têm em comum a paixão por videojogos. À medida que crescem, essa paixão torna-se num elo que os une e separa, moldando a sua amizade e as suas personalidades. Habituados à possibilidade de repetir níveis e reiniciar jogos, confrontam-se com a realidade, onde os erros não podem ser desfeitos tão facilmente. No romance, assistimos a vários reinícios, tentativas, falhas e reconciliações, todos parte de uma jornada de crescimento e descoberta pessoal. Sadie e Sam aprendem que, ao contrário dos videojogos, a vida não oferece pausas nem reinícios fáceis, exige deles coragem para enfrentar as consequências das suas escolhas. Através desta metáfora, Gabrielle Zevin constrói um romance de formação moderno, que explora a complexidade das relações humanas, a passagem do tempo e a busca incessante por redenção e identidade. É uma narrativa que nos convida a refletir sobre como os erros, longe de nos definirem para sempre, são frequentemente o motor do nosso crescimento e transformação. COMPRO NA WOOK! » Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño Os Detetives Selvagens, de Roberto Bolaño, não é um romance de formação típico. Longe de ser uma espécie de mapa onde acompanhamos o percurso de uma ou mais personagens, o romance do autor chileno é um labirinto. As personagens principais do livro, Arturo Belano, Ulisses Lima e Juan García Madero, um grupo de poetas, embarcam numa viagem fragmentada e delirante que começa na Cidade do México, passa pelo deserto de Sonora e se estende por vários países do mundo. O objetivo que os move é insólito: seguir os passos de Cesárea Tinajero, uma poetisa misteriosa, com pouca obra publicada, mas que se tornou figura de culto entre os jovens poetas. Os Detetives Selvagens é um romance de formação às avessas: não há uma chegada clara, não há lições bem aprendidas, apenas o crescimento que se dá na deriva e na falha. Bolaño desmonta a ideia de que crescer é ganhar forma. Para estes detetives-poetas, crescer é perder-se, multiplicar-se, apagar-se. A beleza deste livro reside na recusa em oferecer um trajeto e na coragem de fazer do caos um modo de estar no mundo e na literatura. COMPRO NA WOOK! » Shuggie Bain, de Douglas Stuart Enquanto Os Detetives Selvagens se foca na ideia de errância e de fuga sem destino como motor de toda a história, Shuggie Bain, de Douglas Stuart, é um livro que centra as atenções na procura lenta e interior pelo amadurecimento. Uma viagem íntima. Shuggie, o protagonista, é um rapaz sensível e deslocado, inserido num ambiente pobre e em mudança – a Escócia industrial dos anos 80 –, que vive com a mãe, uma mulher alcoólica. Esta é uma leitura dura e comovente, onde assistimos, na primeira fila, à luta deste rapaz por uma mãe que o negligencia e retrai, e a busca pela sua verdadeira identidade, que um dia poderá libertá-lo. O romance, vencedor do Booker Prize em 2020, reverbera as consequências desta luta e mostra que a dor e a ternura podem coexistir e que, no caso de Shuggie, tal como no de muitos rapazes e raparigas em condições semelhantes, crescer não é um triunfo, mas sim uma disputa íntima e persistente, travada num território de resistência e perda, para não ceder ao desespero. COMPRO NA WOOK! » A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza Há muitos pontos de ligação entre o romance de Douglas Stuart e A Arte da Alegria, de Goliarda Sapienza, mas os dois protagonistas são bastante distintos. Se Shuggie fosse um animal, seria um ouriço, protegido por uma couraça de espinhos que resguarda o seu interior sensível do mundo exterior. Por outro lado, Modesta, a heroína de A Arte da Alegria, seria uma águia: sempre vigilante, de visão aguçada e domínio do território, movida por um profundo sentido de liberdade. Nascida entre os séculos XIX e XX, como uma premonição das mudanças que estavam por vir, Modesta cresce numa sociedade patriarcal e tradicional que limita o poder da mulher, relegando-a a um estatuto inferior ao do homem. Ao contrário de Shuggie, que se protege erguendo uma carapaça, a jovem italiana, inteligente e obstinada, reinventa-se e resiste, impondo a sua força sem medo de represálias. Em contracorrente com o pensamento da época, este romance apresenta uma mulher que desafia convenções, explora a sua sexualidade sem receios, rompe tabus e recusa os papéis submissos que lhe foram impostos, afirmando-se com uma força inabalável e uma liberdade conquistada a pulso. COMPRO NA WOOK! » A Outra Metade, de Brit Bennett Em A Outra Metade, a escritora norte-americana Brit Bennett parte de uma premissa fascinante para abordar temas como o racismo, a identidade e a diferença. O romance acompanha as vidas das gémeas Stella e Desiree que, apesar de partilharem o mesmo passado, seguem caminhos muito diferentes. Stella opta por ocultar a sua origem racial, assumindo-se como branca, enquanto Desiree permanece na comunidade negra que as criou. Essa separação cria um abismo entre elas, explorando as tensões entre pertença e negação, segredo e verdade. À medida que as suas histórias se entrelaçam e desvendam, Bennett revela como o legado familiar e social molda decisões, relações e o próprio sentido de identidade. No centro da narrativa está a busca por aceitação e autenticidade num mundo dividido pelo preconceito, onde crescer é um ato de coragem e resistência. COMPRO NA WOOK! »

A Arte da Alegria

de Goliarda Sapienza

Propriedade Descrição
ISBN: 9789722084697
Editor: Dom Quixote
Data de Lançamento: março de 2025
Idioma: Português
Dimensões: 156 x 240 x 33 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 528
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789722084697

Marcante e inesquecível

JP

Uma celebração corajosa da liberdade individual, com uma protagonista que desafia os limites e nos inspira a viver com intensidade e autenticidade. Uma obra potente e inesquecível.

SOBRE O AUTOR

Goliarda Sapienza

Goliarda Sapienza (1924-1996), romancista e poeta, é um dos espíritos mais livres e insubmissos da literatura italiana do século XX. Oriunda do meio anarquista siciliano, cresceu no seio de uma numerosa família militante e antifascista. Educada em casa e no abandono feliz das vielas de San Berillo, no cinema do bairro e nas olorosas osterias, entre o aroma dos mexilhões temperados com limão, troca a Catânia por Roma, em 1941, onde ingressa na Academia de Arte Dramática. Atriz em filmes de Visconti e Maselli, viveu na clandestinidade quando a guerra eclodiu, conheceu hospitais psiquiátricos, depois de várias tentativas de suicídio, e, em 1980, a prisão. Na obra que nos legou, tão intensa como a sua biografia, destacam-se Carta Aberta, publicado na Antígona, e o romance A Arte da Alegria. Alimentava-se da dúvida num mundo que apregoava certezas e sempre se regeu pelo inconformismo e pela máxima liberdade.

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