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A Afirmação Negra e a Questão Colonial

Textos, 1919-1928

de Mário Domingues
Editor: Tinta da China, Janeiro de 2022 ‧
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RECOMENDADO PELO PLANO NACIONAL DE LEITURA
Foi em 1919, há mais de um século, que Mário Domingues publicou num jornal o seu primeiro texto em defesa dos negros, intitulado «Colonização». Jornalista, cronista, escritor, nascido em S. Tomé e Príncipe, atento ao activismo do movimento negro por todo o mundo, foi construindo a partir daí, e até 1928, uma precursora obra de «rebeldia negra» na imprensa em Portugal. Este livro recupera a maioria dos textos de Mário Domingues, injustamente esquecidos, onde este escreve, muito à frente do seu tempo, sobre a condição dos negros, o racismo e a colonização, denunciando de forma arrojada preconceitos e discriminações, e expondo corajosamente a violência do colonialismo e de todas as formas de subjugação. Além disso, José Luís Garcia, que reuniu estas crónicas, apresenta-nos um ensaio introdutório sobre a obra, a vida e o contexto de Mário Domingues, «um dos maiores símbolos da passagem do negro de uma condição de subalternidade na sociedade portuguesa para autor da sua vida», e um verdadeiro «antecessor da afirmação negra».

A Afirmação Negra e a Questão Colonial

Textos, 1919-1928

de Mário Domingues

Propriedade Descrição
ISBN: 9789896716554
Editor: Tinta da China
Data de Lançamento: Janeiro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 141 x 209 x 22 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 320
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
EAN: 9789896716554

Excelente contributo!

Gustavo Infante

Este livro é um excelente contributo para que não caia no esquecimento a contribuição de Mário Domingues para a afirmação da agência negra em Portugal na 1ª metade do século XX. A selecção apresentada por José Luís Garcia é cuidada; o seu ensaio no início do livro vem devidamente anotado para quem deseje fazer pesquisas além desta obra.

SOBRE O AUTOR

Mário Domingues

Mário José Domingues (ilha do Príncipe, 1899 – Lisboa, 1977) foi jornalista, cronista, tradutor e escritor. A sua mãe era negra, natural de Angola, tendo sido levada para a ilha do Príncipe com 15 anos para trabalhar na roça Infante D. Henrique. O pai, António Alexandre José Domingues, era português branco, funcionário dessa roça, e trouxe-o para Lisboa com 18 meses, onde foi criado pelos avós paternos num ambiente de classe média. Realizou o curso de Comércio no antigo Colégio Francês da Rua Álvaro Coutinho. Iniciou a vida profissional nos finais da década de 1910 como ajudante de guarda-livros e correspondente de francês e inglês, e aos 19 anos começou a publicar contos no diário anarquista A Batalha. Em Novembro de 1919, aceitou ser jornalista profissional daquele diário, marcando o início de uma actividade muito intensa na imprensa, até ao estabelecimento da ditadura do Estado Novo, com passagem também por publicações como Repórter X e Detective. Ao longo da sua vida, escreveu novelas, romances, peças de teatro, policiais, ficções de cowboys, aventuras e evocações históricas, com destaque para os títulos Hugo, o Pintor (1923), A Audácia de Um Tímido (1923), Entre Vinhedos e Pomares (1926), Anastácio José (1928), O Preto do Charleston (1930), O Crime de Sintra (1937) e Uma Luz na Escuridão (1938). Para viver das obras que publicava, chegou a assiná-las com nomes ingleses e franceses, ou com nomes de tradutores fictícios. Foi casado duas vezes e teve quatro filhos – um dos filhos do primeiro casamento é António Pimentel Domingues, que se distinguiu como pintor, artista gráfico, maquetista e professor.

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