90 e Mais Quatro Poemas

de Constantine Cavafy
Editor: Edições Asa, abril de 2003 ‧
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Cavafy é reconhecidamente um dos grandes poetas ocidentais da primeira metade do século XX. Tendo nascido em 1863, e crescido quando, na poesia, parnasianismo e simbolismo se separavam, para o segundo movimento suceder ao primeiro, e quando o naturalismo se desenvolvia e era depois posto em causa pelo psicologismo do fim do século XIX, aproxima-se já dos quarenta anos, quando o novo século começa. Assim visto, ele é como que o sobrevivente de uma época pretérita em que no entanto estão as raízes do Modernismo que sacudiria as primeiras décadas de 900. Mas é nos trinta e três anos que viveu dentro do século XX que a sua poesia se personaliza extraordinariamente, e que ele se torna uma das mais originais figuras da poesia moderna.

90 e Mais Quatro Poemas

de Constantine Cavafy

Propriedade Descrição
ISBN: 9789724131801
Editor: Edições Asa
Data de Lançamento: abril de 2003
Idioma: Português
Dimensões: 150 x 230 x 20 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 222
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Poesia
EAN: 9789724131801
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

SOBRE O AUTOR

Constantine Cavafy

K. P. Kaváfis foi um poeta nascido em 1863 em Alexandria, Egito. Filho de mercadores abastados originários de Constantinopla, a família muda-se, após a morte do pai, para Liverpool, em Inglaterra, onde vivem durante cinco anos. De regresso a Alexandria, Kaváfis aí permaneceria o resto da vida, com a exceção de algumas viagens e uns anos em Constantinopla. Trabalhou, durante mais de três décadas, como funcionário dos serviços de irrigação da cidade, posto discreto e monótono. Os seus poemas circularam, primeiro em jornais e revistas, entre um grupo restrito de amigos e admiradores. É apenas em 1904, contava Kaváfis quarenta e um anos, que um grupo de catorze dos seus poemas aparecem editados pela mão do autor. No entanto, a publicação seria alargada, modificada, revista, num processo contínuo nos anos consecutivos, em pequenos cadernos ou folhas soltas distribuídos pelo próprio ou amigos do círculo íntimo, contendo sempre os mesmos poemas: primeiro ordenados por tema, depois por cronologia e acrescidos com algumas dezenas. Nos seus últimos anos circulavam três destes conjuntos, aos quais se acrescentaria uma composição inédita para perfazer os 154 poemas do cânone (publicados em 1935). Após ser diagnosticado com cancro da laringe, perderia a voz, comunicando apenas por sinais e notas rabiscadas em dezenas de papelinhos. Até que veio a morrer na cidade que sempre foi a sua, no dia do seu aniversário, a 29 de abril de 1933.

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