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70072: A menina que não sabia odiar

de Lidia Skibicka Maksymowicz e Paolo Rodari
Livro eBook
Editor: Porto Editora, Janeiro de 2023 ‧
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A comovente e inspiradora história de uma criança enviada para Auschwitz, que sobreviveu às infames experiências de Josef Mengele. Com prefácio de Sua Santidade, o Papa Francisco.
Lidia Maksymowicz tinha três anos quando, em dezembro de 1943, entrou com a mãe no campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, onde foi marcada com o n.º 70072. Durante treze meses, sobreviveu àquele inferno como uma das pequenas cobaias de Josef Mengele, conhecido como «o Anjo da Morte».
Em janeiro de 1945, após a libertação, sai de Auschwitz na companhia de uma mulher polaca, que decidiu adotar um dos «órfãos» deixados num local repleto de cadáveres.
É na casa desta mulher que Lidia vive e cresce. No entanto, a pequena sobrevivente não esquece o seu nome nem a mãe biológica: não deixa de acreditar que a mãe está viva, nem de a procurar. E, de forma quase miraculosa, as duas irão reencontrar-se, dezassete anos depois.
Do campo de concentração, Lidia recorda-se do silêncio necessário para sobreviver, sem poder sequer permitir-se uma emoção. Hoje, volvidos quase oitenta anos da sua prisão, dedica-se a preservar a memória do Holocausto, testemunhando «o que foi o Mal e que o Bem pode sempre prevalecer».

70072: A menina que não sabia odiar

de Lidia Skibicka Maksymowicz e Paolo Rodari

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-03510-3
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: Janeiro de 2023
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 16 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 160
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 978972003510310
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

Um retrato duro de um Passado que não se pode esquecer

Bibidibooks

- "Porquê continuar a falar disso? Por dever: o dever da memória." Comecemos pelo título, pode ser? "A Menina que Não Sabia Odiar" e o primeiro pensamento que nos ocorre é o da inocência que só as crianças têm, certo? E por isso elas são incapazes de odiar mas...será que essa inocência também se aplica a uma menina de 3 anos enviada para Birkenau? Não. Não podíamos estar mais errados! A menina não sabe odiar porque também não sabe amar! Luda, é enviada juntamente com a mãe, os avós e o irmão adotivo para Birkenau. Não são judeus, até são católicos mas foram apanhados nas florestas bielorrussas a tentar escapar ao regime Nazi mas, principalmente a uma vida sem liberdade. Luda, que mais tarde se torna Lidia, relata-nos de uma forma nua, crua a sua história. Os seus 13 meses no campo de Birkenau onde viu os seus avós a caminharem na direção da morte, onde foi usada para experiências médicas pelo doutor Josef Mengele, o anjo da morte como é conhecido. O relato é comovente, chocante e custa até acreditar que, em tempos, uma criança de 3 anos foi sujeita a tanto horror. A dada altura, Lidia diz-nos " a morte está ao nosso lado como se fosse nossa companheira de brincadeiras", e é talvez neste momento, que as palavras inicias de Liliana Sagre nos fazem mais sentido! Porque ao fim de 78 anos desde a libertação, a Europa caminha para um novo abismo, onde discursos racistas, xenófobos ganham força! E é exatamente por isso, que se deve continuar a falar sobre o Holocausto, sobre crianças como a Lidia. Temos o dever da memória! Recordar "o que foi o Mal" para que o Bem possa prevalecer. Não tenho, honestamente, palavras para vos explicar da forma que, o testemunho da Lidia, merece. Esforço-me para as encontrar, para vos transmitir o murro no estômago que levei. Porque, hoje, damos a nossa liberdade por garantida, agimos inconscientes de que, a qualquer momento o ciclo se pode repetir, se esquecermos a força que o ódio tem quando encontra ouvidos obedientes. "As nossas existências passam, mas os lugares onde vivemos permanecem" e Auschwitz ficou e ficará para que nunca se esqueça!

Uma leitura necessária

Elisa Santos

LI de apenas um fôlego. Não costumo ler muito sobre o tema do Holocausto, mas este relato foi do mais emocional e mais bem descrito que li. Apesar de Luda ou Lidia ter estado presa em Birkenau dos 3 aos 5 anos, ela conseguiu reconstituir a sua vivência nesse campo e em especial na cabana das cobaias de Mengele. Recomendo vivamente!

Impressionante

Maria José

Fechem os olhos e imaginem: dezenas de crianças a balançar para trás e para a frente, em cima de tábuas, numa barraca malcheirosa. Olhos enormes, apáticos, nos pequenos corpos maltratados, apenas pele e osso. No seu olhar…nada…nem raiva, nem ódio, nem amor…. nada… Pequenas crianças, bebés … milhares morreram, alguns sobreviveram…e as suas histórias também merecem ser contadas e não devem ser esquecidas. A memória é traiçoeira, Lídia não sabe se o que se recorda foi o que viveu, se foi o que lhe contaram ou vivido por outros. Com outros testemunhos e com as suas memorias fragmentada a sua história foi reconstruída…algumas coisas nunca se saberá…e é assim que tem de ser.. Este livro é a história de vida de Luda, também conhecida como Lídia, uma sobrevivente de Bikernau. Um testemunho duro e impressionante, como o são todos deste período tão negro da nossa história. Lídia, acredita que ao recordar, está a ajudar gerações futuras a se tornarem pessoas melhores e que não permitirão que este passado regresse…por isso este livro é tão importante. Tenho de saudar a coragem de Lídia e a sua força por ter sobrevivido e por conseguir partilhar com todos nós o seu passado. “Já não tenho lágrimas. Tenho apenas vontade de viver” Espero que se inspirem com suas as palavras!!!

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