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Editor: Visgarolho Editora, novembro de 2022 ‧
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Filipe, um empregado de armazém existencialista, é o jovem arquétipo do proletariado, moldado numa família coesa mas marcada pelo abandono do patriarca. Nascido nos arrabaldes do Porto, faz-se camaleão no seu meio. Contudo, vive ensimesmado nos seus pensamentos niilistas, afundado numa rotina de precariedade, fervilhando em pensamentos de derrota latente que afoga em prazeres mundanos, abundantes, electrizantes e fáceis no seio do seu sub-mundo. Tudo parece mudar quando Fernando, um dos irmãos de Filipe, é preso por narcotráfico e este é convidado pelo Partido para se tornar representante dos trabalhadores do Armazém. Entretanto, no 4420, incuba-se um novo movimento cultural, encabeçado por Fábio, o irmão mais novo de Filipe, que vem a tomar expressão como outrora acontecera no Bronx.

Num estilo cru, mas repleto de humor, o autor mostra-nos a realidade de muitos jovens dos subúrbios, como quem nos desfere um murro no estômago.

4420

de Pedro Miranda de Castro

Propriedade Descrição
ISBN: 9789895316779
Editor: Visgarolho Editora
Data de Lançamento: novembro de 2022
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 231 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 142
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > Literatura > Romance
EAN: 9789895316779

4420 - código postal de Gondomar

Carlos Alberto

O livro é de deixar o leitor sem fôlego. Diz o que já sabemos, mas não temos coragem de dizer. Tem um humor incrível. Mostra um grau de conhecimento do Mundo muito superior ao normal. Esse conhecimento só se alcança viajando, lendo muito, escrevendo muito, dialogando muito. Mostra caminhos, sem dar conselhos.

SOBRE O AUTOR

Pedro Miranda de Castro

Pedro Miranda de Castro nasceu no Porto de Portugal, é mestre em ciências farmacêuticas e doutorado em biotecnologia. publicou os romances Viagem, 4420 e Ao Largo dos Meridianos. Escreve pela Liberdade e para a comunicação; na tentativa de que, numa troca de olhares, a palavra e o leitor se reconheçam um no outro. Consegue ser vil no sentido mesquinho e infame da vileza e nunca foi campeão de nada mas acredita na beleza do comum. E é isto.

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