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Editor: Porto Editora, setembro de 2010 ‧
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Quem observasse o Brasil em 1822 teria razões de sobra para duvidar da sua viabilidade como nação independente e soberana. De cada três brasileiros, dois eram escravos, negros forros, mulatos, índios ou mestiços. O medo de uma rebelião dos cativos tirava o sono à minoria branca. O analfabetismo era geral. O isolamento e as rivalidades entre as diversas províncias prenunciavam uma guerra civil e, para piorar a situação, ao voltar para Portugal, D. João VI deixara os cofres nacionais vazios.

O novo país nascia falido.

As perspetivas de fracasso pareciam bem maiores do que as de sucesso.

Nesta nova obra, o autor de 1808 - sobre a fuga da família real para o Rio de Janeiro -, mostra como o Brasil, que tinha tudo para não resultar, até resultou, numa notável combinação de sorte, improviso, acasos e também de sabedoria das lideranças responsáveis pela condução dos destinos do novo país, naquele momento de grandes sonhos e muitos perigos.

1808, 1822 e 1889: três datas marcantes que retratam a História do Portugal que está no Brasil.

TVI

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O longo caminho até à independência do Brasil

Há 200 anos o Brasil tornava-se independente. Há mais de 500, a frota liderada por Pedro Álvares Cabral acostava naquele mundo novo, um território ainda selvagem a que Pêro Vaz de Caminha chamou «Ilha de Vera Cruz». Seguindo os acontecimentos mais marcantes, protagonizados pelas figuras que escreveram a História do Brasil, convidamo-lo a percorrer, com estes 4 livros excecionais, o longo caminho até ao Grito do Ipiranga.

  Carta do Achamento do Brasil Pêro Vaz de Caminha foi o escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral. Nobre portuense nascido em meados do século XV, era um homem culto e erudito. Com o prestígio e a confiança conquistados após décadas ao serviço da Casa Real, era responsável, como escrivão, por redigir os documentos que relatavam as maiores ocorrências no vasto Império Português, reportando diretamente ao Rei de Portugal.
A sua Carta a El-Rei D. Manuel Sobre o Achamento do Brasil é um marco histórico, não só porque foi o primeiro documento escrito sobre aquele território, como também pelo relato surpreendente que faz sobre a chegada dos portugueses ao Brasil, em 1500. Nela, o escrivão narra a «descoberta» de uma nova terra, que ele nomeia como Ilha de Vera Cruz, dando detalhes ricos e deslumbrados sobre a viagem, o desembarque, o contacto com os indígenas e os seus costumes, as possibilidades económicas e religiosas para o nosso país na América. Trata-se de um relato histórico narrado na primeira pessoa e com um estilo de escrita fascinante.
Após ter sido entregue ao rei, a carta foi tratada como segredo de Estado e permaneceu guardada na Torre do Tombo até ser encontrada no século XVIII. Passados mais de 500 anos, brinda-nos com esta espécie de viagem no tempo a um mundo novo. VER MAIS »








  A Conquista do Brasil – 1500-1600 A Conquista do Brasil não foi um processo nem fácil nem pacífico. Após a chegada da frota comandada por Pedro Álvares Cabral, a 22 de abril de 1500, às terras do atual Sul da Baía, seguiram-se tempos tumultuosos. Thales Guaracy deixa claro neste livro que não se tratou de uma descoberta, nem de uma ocupação ou colonização, mas sim de uma conquista ao longo de um século marcado por lutas violentas. O autor recorreu a documentos originais e a relatos de jesuítas e viajantes para traçar um relato claro, vívido e realista da história da fundação do Brasil. Desfaz tanto mitos idealistas como preconceitos atuais em relação aos conquistadores e fá-lo apoiando-se em personagens que realmente existiram. Conta-nos a vida de João Ramalho, um desterrado português que esteve na origem de uma dinastia de mestiços caçadores de escravos; personifica, num padre gago, os jesuítas enquanto implacáveis inquisidores; e dá voz aos líderes indígenas que resistiam a tudo isso, entre os quais o cacique Cunhambebe, aliado dos franceses, que ficou célebre por devorar os seus inimigos. Da natureza selvagem e inóspita às bases do Brasil, esta é uma história com muito para desbravar. VER MAIS » Os Fundadores Quando falamos em independência do Brasil, a figura histórica que nos vem à mente é D. Pedro, I do Brasil, IV de Portugal. E é-o justamente, porque «toda a obra dos vencedores da emancipação estava na dependência inevitável de um elemento fulcral: o imperador», como refere Lucas Berlanza Corrêa. Mas houve outros responsáveis pelo nascimento do Brasil, que devem igualmente ser evocados enquanto seus Fundadores. Neste livro, eles são personagens com sentimentos, dilemas e sonhos. As suas ideias e ações abriram horizontes, cimentaram a independência do Brasil. Além do imperador e de José Bonifácio, o conimbricense considerado patriarca da independência, moveram-se neste palco um conservador (Visconde de Cairu), um revolucionário (o maçon Gonçalves Ledo), uma imperatriz (Leopoldina, primeira esposa de D. Pedro) e uma guerreira (a baiana Maria Quitéria). ~
Com esta nova abordagem, o autor contribui para o reencontro dos contemporâneos e das gerações por vir com as lições aprendidas que aproveitam os aspetos positivos dos antigos. Para que o Brasil possa ser «ele mesmo e melhor». VER MAIS » 1822 E chegamos enfim ao ano da grande mudança: 1822. A 7 de setembro desse ano, no sítio de Ipiranga, província de São Paulo, o príncipe regente D. Pedro de Alcântara proclama a separação do Brasil do Reino de Portugal, ao grito de «Independência ou Morte!». Mas qual seria a viabilidade do Brasil como nação independente e soberana? Da sua população de 4,5 milhões de habitantes, mais de metade era composta por indígenas (800 mil), africanos escravizados (1,2 milhões) e grupos resultantes da miscigenação entre os grupos anteriores (1,5 milhões). A minoria branca temia, por isso, uma revolução por parte daqueles que mantinha cativos. Num território tão imenso, as províncias sofriam de isolamento e rivalizavam entre si, pairando no ar a ameaça de uma guerra civil. Ao regressar a Portugal, D. João VI deixa o Estado de cofres vazios, falido. Para contrariar os maus auspícios, foram fundamentais as lideranças que assumiram as rédeas da nova nação brasileira.
Laurentino Gomes, autor deste livro, é um profundo conhecedor do processo de nascimento do Brasil, tendo escrito também as obras 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro, e 1889, sobre a Proclamação da República no Brasil. Uma trilogia fundamental para compreender a História luso-brasileira. VER MAIS »

1822

de Laurentino Gomes

Propriedade Descrição
ISBN: 978-972-0-04314-6
Editor: Porto Editora
Data de Lançamento: setembro de 2010
Idioma: Português
Dimensões: 152 x 235 x 25 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 304
Tipo de produto: Livro
Classificação Temática: Livros em Português > História > História de Portugal
Livros em Português > História > História do Brasil
Livros em Português > História > História em Geral
Livros em Português > Literatura > Memórias e Testemunhos
EAN: 978972004314614
Idade Mínima Recomendada: Não aplicável

A História a quem a saba contar

C.Vicente

Depois do primeiro e fabuloso 1808, Laurentino Gomes avança para outro período marcante da história do brasil e de Portugal e prova mais uma vez que a História é fascinante quando contada por quem a sabe contar. Um livro que envolve os leitores e desperta para os pormenores decisivos que permitiram que o Brasil se tornasse um país real quando tudo se conjugava para o caos. Um retrato daquilo que se pode considerar a verdadeira construção de uma sociedade improvável.

1822 - segundo capítulo de uma trilogia apaixonante

N.Almeida

Volume do meio da trilogia iniciada com "1808", "1822" de Laurentino Gomes leva o leitor até aos acontecimentos que levaram à independência do Brasil - um país que tinha tudo para dar errado, como refere o subtítulo, mas que conseguiu como entidade independente. "1822" é escrito com uma linguagem muito acessível e próxima do leitor, aprofundando temas que são apenas superficialmente familiares à maior parte dos portugueses. Uma trilogia fundamental ("1808", "1822" e "1889") para perceber a relação de Portugal com o Brasil.

1822

N. Almeida

A segunda parte da trilogia dedicada ao nascimento do Brasil contemporâneo, 1822 é uma obra essencial para perceber como de uma "extensão" de Portugal na América do Sul, nasce uma potência que tinha tudo para falhar, mas que ainda hoje floresce. A escrita de Laurentino Gomes é extremamente cativante e mostra-nos as facetas menos conhecidas da História, fazendo de "1822" uma leitura compulsiva.

1822 de Laurentino Gomes

Nuno Santos

Excelente obra e revisão do período que antecedeu a independência do Brasil . Uma perspectiva muito interessante sobre toda a história que envolveu o regresso de D. João VI a Portugal, a sua morte, a independência do Brasil e os motivos que estiveram na sua origem. D. Pedor I do Brasil e D. Pedro IV de Portugal um homem fascinante e visionário para o seu tempo. Ouso em referir que terá porventura sido o Pai da República pela forma liberal, inovadora e ousada que teve para o seu tempo.

SOBRE O AUTOR

Laurentino Gomes

LAURENTINO GOMES, jornalista e escritor brasileiro, nasceu em Maringá, no Estado do Paraná, e ganhou oito vezes o Prémio Jabuti, o mais prestigiado da literatura brasileira. É autor de 1808, sobre a mudança da corte portuguesa de D. João para o Rio de Janeiro e eleito Melhor Ensaio de 2008 pela Academia Brasileira de Letras; 1822, sobre a Independência do Brasil; 1889, sobre a Proclamação da República; e Escravidão, além de O caminho do peregrino, publicado no Brasil em coautoria com Osmar Ludovico da Silva. Tem livros publicados no Brasil, em Portugal, nos Estados Unidos, na China e na Rússia. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação em Administração pela Universidade de São Paulo, é titular da cadeira dezoito da Academia Paranaense de Letras.

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