10% OFF

Ynari - A Menina das Cinco Tranças

by Danuta Wojciechowska e Ondjaki
Publisher: Editorial Caminho, April of 2004 ‧
10,60€
10% OFF CARD
IN STOCK -
RECOMMENDED BY THE NATIONAL READING PLAN
Ynari é uma menina com cinco tranças e muita vontade de conhecer outras aldeias.
Perto do rio, Ynari encontra um homem pequenino e descobre que a guerra também faz parte do mundo. Com a ajuda das suas cinco tranças, a menina vai mostrar que as crianças, com magia e ternura, podem mudar todas as aldeias e acabar com todas as guerras.
Numa viagem de sensibilidade e sabedoria, com estrelas e cores, é possível inventar ou destruir palavras. Brincando com os sentidos da vida e da paz, Ynari redescobre uma palavra antiga cheia de uma magia nova: «amizade»

"Um livro que conta com um belíssimo trabalho de Danuta Wojciechowska (Prémio Nacional de Ilustração de 2003) e que se vem juntar às raras obras editadas em Portugal sobre países africanos destinadas a crianças e jovens. Com a dimensão das comunidades oriundas de África que existem no país, só pode ser positivo dar a conhecer às crianças africanas a cultura de origem das gerações mais velhas. Para os outros miúdos, é uma forma de descobrirem realidades diversas daquelas em que vivem e de se interessarem desde logo por conhecer e compreender o outro - aceitando-o nas diferenças."
Rita Pimenta, in Mil Folhas (Público), 02 de Outubro de 2004

20200062_640X426.png

Que se passa na literatura angolana?

Haverá coisa mais bela do que ver formas diferentes de dizer entre quem fala a mesma língua? Há um instrumento em comum e muitos livros para abrir.

PEPETELA
É não só dos maiores de Angola, mas também da lusofonia. Nascido em 1941, Pepetela viria a ganhar o Prémio Camões em 1997. No que escreve, temos acesso à História contemporânea de Angola, de uma forma que livros científicos ou jornais são incapazes de dar. São as artérias que lá estão. Prova disso é o seu romance mais lido, Mayombe, publicado em 1979. Ali, temos a organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola, ao lado de quem Pepetela lutou pela libertação do seu país. Mais do que um livro de História, que só mostra a vida por fora, aqui temos as vidas e os pensamentos de um grupo de guerrilheiros durante a guerra – ou seja, a parte obscura e profunda em que os historiadores não conseguem mergulhar. Lê-lo, por isso, é entender melhor a vida. Ora, Pepetela conta muito sobre Angola, porque pega na História viva e mostra aos leitores as vísceras. Depois da guerra, continua nas entranhas do país. Por exemplo, em A Geração da Utopia, mostra o capítulo seguinte da vida, com a desilusão que se instalou no país após a independência. E, como a obra de Pepetela é muito mais do que as crónicas da contemporaneidade, também abraça o período pré-colonialismo, como em Lueji, que conta as histórias de Lu e Lueji, que viveram com quatro séculos de permeio, as duas com uma coisa em comum que é comum a todos nós, aqui entrelaçadas na história de Angola. Pepetela / Foto © Jorge Nogueira José Eduardo Agualusa / Foto © LaraLongle, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons AGUALUSA
Agualusa, perdoe-se-me a objetificação, é o bonitão da literatura lusófona. Podíamos pô-lo num catálogo de modelos, mas como escreve tão bem também entra nesta lista. O autor, que é multifacetado, acaba de lançar Mestre dos Batuques, um romance com selo da Quetzal. Aqui, a narrativa vai a tudo, tanto pegando num pelotão de soldados europeus encontrado sem vida como numa história de amor, numa sociedade secreta de guerreiros ovimbundo ou num rei-mago, numa mulher que se faz invisível ou num homem que quer captar o que se vê com uma máquina. Há gente real, e gente que só é real nos livros, o que, para o propósito de um romance, não lhe diminui a vida. Sobretudo, há o substrato, que mostra ao leitor coevo como e de que matéria se faz um país. Ora, depois de uma narrativa tão cheia de tudo, e que mostra tanto mundo, dá para ir a O Mais Belo Fim do Mundo. O livro é um compêndio de contos, crónicas e apontamentos reunidos entre 2018 e 2021, publicados na imprensa portuguesa e brasileira. Assim, vira-se para a coetaneidade, e fá-lo naquele misto que a mão de um criador literário permite, tornando híbridas as fronteiras entre os géneros. Findo cada texto, pode haver a dúvida sobre se o que se leu é ficção ou realidade, mas o melhor é nem perder tempo a pensar nisso, até porque, a seguir, e segundo várias entrevistas, se pode ter inveja – mas inveja boa – de uma amizade que parece pertencer à candura da ficção. O Terrorista Elegante e Outras Histórias foi escrito a quatro mãos com Mia Couto. Este artigo é sobre literatura angolana, mas damos espaço a duas mãos de Moçambique, essas que se voltaram para as três novelas deste livro. Recomenda-se logo a segunda, mais não seja pelo início. «Venho aqui para matar». Gente mórbida como eu gosta destas coisas. O leitor fica logo interessado, e descansado por estar protegido pela distância entre os olhos e o papel. E venha mais distância com Teoria Geral do Esquecimento. No romance, seguimos Ludovica, portuguesa que, na véspera da independência de Angola, está de tal forma amedrontada que se isola no seu apartamento. Chega ao ponto de erguer uma parede, separando-se do resto do mundo, e ali fica durante quase trinta anos, sobrevivendo à míngua. À sua volta, lá longe, Luanda cresce, vive, muda. Só ela fica estática. O leitor lá julgará que se entende que a instabilidade cause insegurança, mas talvez mais valha viver de mãos sujas do que as ter limpas no fim.
ONDJAKI
Sou tão fã de Ondjaki que um dia hei-de pendurar um poster seu na sala. Se eu pudesse – mas não posso –, roubava-lhe a expressão “vermelho devagarinho”, e dormia abraçada a ela, fingindo que a inventara. Fui buscá-la a Os Transparentes. Há uma coisa irritante em Ondjaki, que é ser capaz de fazer coisas que eu queria ter feito. Este romance está cheio delas, desde expressões tão belas que roçam o escândalo indecente a ginástica com a língua, como se vê com uma personagem chamada SantosPrancha ou um galo mirolho chamado Camões. É a narrativa longa de maior fôlego do autor angolano e cabe lá a vida inteira, metida em Luanda. Lemo-la no papel branco, mas, já se adivinha, nunca deixa de se ver o vermelho devagarinho que é coisa de fim de tarde. O Livro do Deslembramento também me enerva por ser tão bom, começando logo no título. Aqui, o leitor vê a vida em Luanda após a guerra civil, apanhando as primeiras eleições no país. Ora, pouco depois, ressurge a guerra, contada pela voz de uma criança – e mais um elogio a Ondjaki, o maior da lusofonia a criar vozes de pimpolhos. Falando em crianças, não dará para ignorar que também na literatura infantil o autor é o príncipe da pequenada. Em A Estória do Sol e do Rinoceronte, belamente ilustrada por Catalina Vásquez, o autor conta a história, feita fábula, de um rinoceronte que aprendeu uma lição com o sol. Daí nasce uma história sobre empatia, contada em verso. Em Senhor Feroz, ilustrado por Alex Gozblau, temos um conto poético sobre liberdade e laços de família, que se inicia com uma menina triste, a tapar os olhos, e a contar “a coisa mais desalinhada” que alguma vez sentiu acontecer na praia. E a ilustração, convém dizer, é um encanto. Ynari, A Menina das Cinco Tranças tem ilustração de Danuta Wojciechowska, e muito mais texto do que os anteriores, destinando-se a um público um pouco mais velho, embora ainda juvenil. Na história, Ynari depara-se, junto ao rio, com um homem muito menor do que os homens que conhecia. E há ainda o magnífico O Voo do Golfinho: mas não será sobre um pássaro? Não vou dizer. Digo só que, quando se entra nas páginas deste livro, quase todas azuis de mar, parece que se nada. Ondjaki

Ynari - A Menina das Cinco Tranças

by Danuta Wojciechowska e Ondjaki

Property Description
ISBN: 9789722116367
Publisher: Editorial Caminho
Release Date: April of 2004
Language: Portuguese
Dimensions: 207 x 278 x 8 mm
Cover: Hardcover
Pages: 48
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Children’s and Young Adult > Short Stories, Fables and Narratives
EAN: 9789722116367
Recommended Minimum Age: Not applicable

Maravilhoso

Sandra Carvalho

Uma das histórias de Ondjaki mais bonitas. Ynari em busca da paz descobre, de forma mágica, o sentido das palavras. Quem dá recebe e essa é a permuta que ela faz ao longo da história. Encantador.

Leitura escolar

Joana Cabral

Livro muito bom para a imaginação

Livro muito interessante

Alexandra Tavares

Livro muito interessante, trata de assuntos relacionados com a cidadania, interculturalidade. Aborda os valores da amizade, paz, concórdia entre seres humanos.

Bonita história

Carla Carvalho

A história é muito gira, vale a pena a sua leitura e exploração com os alunos.

Uma obra excecional

Helena Felgueiras

Uma obra maravilhosa que fomenta a amizade e a igualdade: "Todos diferentes, todos iguais!". O saber SER, o saber Estar e o saber Fazer é fundamental na vida diária das crianças e dos adultos. Só assim se construirá um mundo de amanhã melhor. Bem haja a quem criou esta história fabulosa e a deu a conhecer.

Obra prima lindíssima

Cristina Oliveira

É sem dúvida uma das melhores obras primas infantis de sempre e sobretudo um APELO À PAZ. É muito completa e imaginativa. É Ondjaki no seu melhor. Às ilustrações também são maravilhosas.

Excelente!

Paula Cinza

Recomendo a leitura a crianças e adultos!

Cativante e inesquecível!

Cátia

É com certeza um daqueles livros que se lêem às crianças e elas não esquecem. Adorei ler e contar aos meus filhos. Tem uma riqueza literária e imaginativa como poucos.

Belo não só para as crianças como também para os adultos

MP

Livro com ilustrações magníficas e com uma história que ao mesmo tempo que faz as crianças reflectirem sobre valores como a amizade e a paz, lhes apresenta formas de vida, cenários e realidades diferentes daqueles a que estão habituadas, estimulando a sua curiosidade pelos outros e pelo resto do mundo.

Cinco caminhos

Maria Teresa Meireles

As cinco tranças de Ynari como cinco caminhos. passo-a-passo desenhando a «estória» e a vida desta menina. Belíssimas ilustrações de Danuta.

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT