Viagens do Olhar
EXCERPTS
[...]numa hipótese filosófica, sobre a evidência que começou por ser ensaiada em relação aos textos proféticos de Vieira.
Pareceu-nos no entanto - ao praticante dos estudos literários e ao praticante da filosofia - que perspectiva poderia ser aplicada a obras de criação literária e especificamente ao Renascimento português. Os trabalhos que um de nós havia dedicado aos aspectos iniciáticos dos Lusíadas e à codificação de sentidos esotéricos na obra de Benjamim Ribeiro faziam prenunciar a relevância de uma possível convergência das duas linhas de pesquisa. Por outro lado, o Renascimento português levanta problemas particulares, como sejam a viagem, o novo, o encontro com a diferença e como a pensar. As crónicas de viagem e de império constituem a sua expressão mais directa e aparente, e a sua importância fica devidamente assinalada no estudo que lhe consagra Luís de Sousa Rebelo. Afigura-se-nos que o tratamento literário desta matéria não é menos revelador. Ver, claramente visto, põe simultaneamente o problema de ver o que "lá está" e de como o que lá estivesse podia ser visto. Este interrogar do exterior ia a par com modos novos de lidar consigo e com os outros. Três autores-chave do renascimento, Camões, Sá de Miranda e Bernardim, fazem do sujeito e do amor uma causa de perplexidade: o sentir do amar transforma-se nas suas obras em diversas formas de uma pesquisa que por sua vez questionam a identidade do sujeito.
As metamorfoses do eu através do amor são um motivo recorrente deste livro.
(Da Nota Introdutória)
[...]numa hipótese filosófica, sobre a evidência que começou por ser ensaiada em relação aos textos proféticos de Vieira.
Pareceu-nos no entanto - ao praticante dos estudos literários e ao praticante da filosofia - que perspectiva poderia ser aplicada a obras de criação literária e especificamente ao Renascimento português. Os trabalhos que um de nós havia dedicado aos aspectos iniciáticos dos Lusíadas e à codificação de sentidos esotéricos na obra de Benjamim Ribeiro faziam prenunciar a relevância de uma possível convergência das duas linhas de pesquisa. Por outro lado, o Renascimento português levanta problemas particulares, como sejam a viagem, o novo, o encontro com a diferença e como a pensar. As crónicas de viagem e de império constituem a sua expressão mais directa e aparente, e a sua importância fica devidamente assinalada no estudo que lhe consagra Luís de Sousa Rebelo. Afigura-se-nos que o tratamento literário desta matéria não é menos revelador. Ver, claramente visto, põe simultaneamente o problema de ver o que "lá está" e de como o que lá estivesse podia ser visto. Este interrogar do exterior ia a par com modos novos de lidar consigo e com os outros. Três autores-chave do renascimento, Camões, Sá de Miranda e Bernardim, fazem do sujeito e do amor uma causa de perplexidade: o sentir do amar transforma-se nas suas obras em diversas formas de uma pesquisa que por sua vez questionam a identidade do sujeito.
As metamorfoses do eu através do amor são um motivo recorrente deste livro.
(Da Nota Introdutória)
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789726100980 |
| Publisher: | Campo das Letras |
| Release Date: | April of 1998 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 150 x 230 x 20 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 472 |
| Format: | Book |
| Collection: | Cultura Portuguesa |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Social Sciences and Humanities
>
Philosophy
|
| EAN: | 9789726100980 |
| Recommended Minimum Age: | Not applicable |
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