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Texturas Diversas

by Jaime Crespo
Publisher: Chiado Books, June of 2017 ‧
10,00€
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Num mundo cujo tempo é medido pelo relógio do politicamente correto, Jaime Crespo ousa um livro ao qual correto não é certamente o adjetivo seu parceiro.
Texturas diversas é uma coletânea constituída por textos variados quer no assunto, quer no género, no estilo e no nível de linguagem.

De leitura leve e fácil, a diversidade deste livro leva o leitor de um quase roçar a poesia a uma crítica literária, de uma crónica de costumes ao comentário político, de um texto mais intimista a um texto cosmopolita sobre uma grande cidade, para ainda nos deslumbrar com um conto leve e simples.

Neste livro, o leitor pode viajar da indignação e raiva incontidas pela situação política até à ternura do amor ou à timidez confessional do intimismo pessoal. Da timidez de experimentar uma metáfora, ao deslumbramento da ironia e ao desbragamento do escárnio, este livro vai passando por vários estados de espírito. Com uma linguagem bem cuidada, o autor percorre nestes textos todo o espetro da língua, de uma linguagem elevada e cuidada desce, por vezes, ao nível do calão e mesmo do indignado palavrão.

Estamos, pois, perante um livro erigido na diversidade e é essa diversidade a verdadeira riqueza de Texturas diversas.

Texturas Diversas

by Jaime Crespo

Property Description
ISBN: 9789897748776
Publisher: Chiado Books
Release Date: June of 2017
Language: Portuguese
Dimensions: 137 x 216 x 11 mm
Cover: Softcover
Pages: 144
Format: Book
Collection: Palavras Soltas
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Short stories
EAN: 9789897748776

Acerca de TEXTURAS DIVERSAS

Fernando Barata Freitas

A modo de posfácio que é maneira de visitar Macau nos espaços realistas do autor que pintor com palavras nos leva a recordar sítios e modos de viver. Seguimos pela odisseia pessoal e política peregrina da liberdade que chega aos limites e abandona uma certa poligrafia de consciências resta a solidariedade. Visitação dos quotidianos em salpicos de cinematografia em fotomaton e deambulação literária por autores nesta abobadada terra portuguesa. Tema genérico é a literatura apologista duma ars magna hedonista que o próprio autor vai revelando pelas odoríferas ruas do Oriente e nos impressiona num repentino surgimento de poemas reveladores duma natureza de sensibilidade poética. Em finalização da obra temos os 10 cantos do Oriente com assinatura portuguesa em quadros sucessivos de grande cromatismo e «onde os pássaros dentro da gaiola são levados a passear e cantam». Resta-nos referenciar a «pátria dos poetas a pátria da liberdade», liberdade omnívora de infinitas essencialidades que já nos segreda no princípio de Heisenberg e esvoaça por todas as coisas em caleidoscópio dos nossos momentos última ratio do espírito e da acção suprema motivação da esperança. Queluz, 27 de Outubro 2017 Dr. F. Barata Freitas, médico neurologista, fotógrafo e pintor; autor de “Solstícios”; Miguel d’Anunciada, Edições Colibri, Queluz, junho de 2012

TEXTURAS DIVERSAS

Joaquim Maria Nicau Castanho

."Na serena sabedoria dos avós se encerra a chave do futuro" – página 126 Escorrendo generosidade e e alentejaníssimo sentir, chegou-me recentemente às mãos um livro (Coleção Palavras Soltas, da CHIADO EDITORA, Lisboa, 142 páginas), que, não obstante a frugalidade no tamanho é de recheada compleição semântica, com autoria do meu amigo JAIME CRESPO, intitulado TEXTURAS DIVERSAS. Conjunto de palimpsestos em trânsito, uns na direção conveniente, ainda que em contramão, outros no sentido imprevisto, mas na faixa da oportunidade, além dessoutros que trazem colados a si – nas entrelinhas da intertextualidade –, embora que já expeditos, emancipados e desmelindrados, as parras (folhas) impressas das quais rejuvenesceram, porquanto se podem discernir como pinceladas impressionistas de recordação sobre a lona esmaecida da grande tela do tempo; alguns vêm do passado (mais ou menos remoto) fitando o futuro, apenas fazendo escala na atualidade para ganhar balanço, e outros, partem do presente enviesando prò passado, recapitulando-o aqui e ali, quais atalhos de cogitação congeminadora de observatórios naturais, cujo traço intimista, subjetivo, cimentado nas matizes que só a memória reconhece como plausíveis, emprestam ao estilo conciso mas abrangente, a tenacidade de um esquecimento adiado, interrompido, alicerçado no querer que se ancorou na coisa literária diversa e multifacetada dos retalhos avulso unidos por uma visão do mundo – a do autor –, quais iguarias no rescaldo da matança da rês (e da rés) para petiscar acompanhadas com um tintol de estalo, safra caraterística de Portalegre, terra de lagóias, extraído do fruto vindimado nas "abençoadas margens de Baco". Quando nos conhecemos, a cidade era não mais que uma charneca pejada de tascas, cafés, pequenos comércios, bancos e esplanadas, arrecadando em algumas montras os livros que iríamos ler, com ruas e largos a espreguiçarem-se ao vaivém das mais lindas cachopas que foi dado à criação conceber, rica em retouças e mistérios. E, quanto aos mistérios… Bem, esses faço fé de que eram já os mesmos que hoje encerra, pese embora fechados a sete chaves. À chave do conhecimento usámo-la com humildade, empenho e honestidade; à da magia, rodámo-la com copioso e encantado arrebatamento; à da amizade, usufruímo-la com partilha, temperança e desportivismo; à da estética empunhámo-la com irreverência crítica, cagança e ousadia; a da moral abrimo-la prà diversidade, tolerância, respeito e dignidade; a da civilidade manobrámo-la com compromisso político, cidadania, arregougos acráticos e pruridos revolucionários; mas a da liberdade gastámo-la de tanto uso com música, fantasia, boémia e poesia. Quanto à sensatez, por já estar fora da pauta, reservámo-la para usufruir na velhice – o que, está óbvio, ainda se avizinha distante, pelo que se alguém está à espera dela para nos chamar a atenção por qualquer desmando, faça-o em fila de espera, mas leve para o efeito uma cadeirinha de bunho, a fim de o fazer sentado/a, caso contrário sujeita-se a contrair moléstia de agravo consentânea com a demora –, e, à do destino, devolvemo-la à procedência, isto é, à natureza, ao oculto e ao acaso, que são quem o tutela e de onde nunca devia ter saído. Coleção encadernada, escorreita e de leitura fácil de fragmentos literários que subentendem ser pertença de enredos maiores, dão à tona nestas páginas para nos possibilitar uma viagem circunspeta pela portugalidade perene e viável, essa mesma que a língua portuguesa anteriormente encetara, indo do Minho à China, passando também pelo Japão, Índia e Timor, no porão de uma paráfrase de insofismável laicismo. É uma obra desenxovalhada e que merece a atenção de todos e todas que andem nestas lides de querer saber quem afinal somos exatamente, além dos razoáveis porquês por termos ido ainda além da Taprobana. Joaquim Maria Castanho, escritor

Adoro a sua maneira

Mariposa Santos

"Já recebi o seu livro. Obrigada. Adoro a sua maneira linda de expor as suas ideias literárias. Continue porque precisamos de grandes autores como o Sr. Beijinhos e seja muito feliz em todos os parâmetros da sua vida." Mariposa Santos

ABOUT THE AUTHOR

Jaime Crespo

Jaime Crespo, nasceu em Tolosa – Nisa - a 7 de junho de 1963. Formou-se como professor do 1º ceb, em 1986, na escola do magistério primário de Portalegre.

Entre 1989 e 1999 reside e trabalha em Macau, cidade que muito o marcou. Lá, casa-se e tem uma filha.
Licencia-se em Estudos Portugueses, variante de ensino do português como língua estrangeira, na Universidade de Macau, em 1996.

De regresso a Portugal, primeiro em Porto Covo, Sines, e agora em Monte Abraão, Queluz, continua a exercer a profissão de professor do 1º ceb, atividade que exerce há mais de 25 anos.

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