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Sabrina

by Nick Drnaso
Publisher: Porto Editora, March of 2019 ‧
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O que terá acontecido a Sabrina? A resposta é revelada numa cassete de vídeo, enviada às redações de vários órgãos de comunicação social e cujo conteúdo, rapidamente, se torna viral.

Sabrina é uma novela gráfica que vem estabelecer um marco na história deste género literário: foi a primeira a ser selecionada para o Booker Prize e tem sido consensualmente aclamada como uma das mais empolgantes e comoventes narrativas dos últimos anos.

Fábula dos tempos modernos, marcada por uma ansiedade no limite da paranoia e onde um rastilho de fake news, teorias da conspiração e muita especulação anuncia uma explosão iminente, este é um livro sobre aqueles que são apanhados pelos destroços de uma tragédia, que tem algo a dizer sobre o modo como vivemos e que promete desinquietar quem o ler.

«Uma obra-prima», nas palavras de Zadie Smith, «maravilhosamente escrita e desenhada, possuindo todo o poder político da polémica e em simultâneo toda a delicadeza da verdadeira grande arte. Assustou-me. Adorei.»

«O primeiro grande romance americano do século XXI, uma novela gráfica que foi capaz de captar o mundo em que vivemos.»

El País

«Uma análise inteligente e arrepiante sobre a natureza da confiança e da verdade e a erosão de ambas na era da internet.»

The Guardian

«Uma obra de arte esmagadora.»

The New York Times

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Novelas Gráficas: Por onde começar?

A partir dos anos 70, o meio editorial cunhou o termo novela gráfica para se referir a histórias de banda desenhada mais longas que já não se circunscreviam às tiras diárias, muitas vezes de carácter cómico. A novela gráfica deu espaço aos criadores de banda desenhada para explorarem novas temáticas e novas formas de conjugar imagens e palavras, com narrativas complexas que abordam temas mais adultos.

  Um Contrato com Deus Dúvidas existissem acerca da influência de Will Eisner no mundo da banda desenhada, bastaria a constatação de que os mais importantes prémios da área nos Estados Unidos foram batizados com o seu nome. Um Contrato com Deus, publicado originalmente em 1978, é frequentemente apontada como uma das obras pioneiras que ajudaram a popularizar o termo novela gráfica. Apesar da quase total ausência dos tradicionais painéis a que o leitor se habituou, a obra de Eisner marca uma viragem retratando, ao longo de quatro histórias com alguns traços autobiográficos, a violência da vida americana. QUERO LER! »









  Maus «É impossível descrevê-lo com precisão e seria impossível realizá-lo em qualquer outro meio que não a BD». A crítica do Washington Post deixa antever, em poucas palavras, a singularidade de uma obra como Maus que se tornaria o primeiro livro de banda desenhada a ganhar um prémio Pulitzer e influenciaria várias gerações de autores como Marjane Satrapi (de quem falamos mais adiante) ou Chris Ware. A partir das memórias do seu pai Vladek, um judeu polaco sobrevivente do Holocausto, e recorrendo a uma imagética próxima da fábula em que os judeus são representados como ratos e os nazis como gatos, Spiegelman cria uma obra incontornável que retrata os horrores da guerra e da barbárie nazi, mas reflete também sobre o peso da memória, a culpa dos sobreviventes e a herança dos que lhes sucedem. QUERO LER! » Balada para Sophie Filipe Melo e Juan Cavia já tinham cativado os leitores desde a sua estreia com As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy, mas Balada para Sophie, editado em 2020, catapultou-os para um novo patamar. Com um ritmo cinematográfico e ao longo de mais de quatrocentas páginas – feito invulgar na banda desenhada nacional –, a rivalidade entre dois pianistas de origens distintas prende o leitor numa história comovente sobre ambição, sucesso, música e redenção. Somos parciais, mas esta parece-nos a introdução perfeita para todos os que se querem lançar pela primeira vez na leitura de uma novela gráfica. De preferência com a belíssima Balada para Sophie, composta por Filipe Melo, como música de fundo. QUERO LER! » Persépolis Estamos em 1979, no Irão sopram ventos de mudança. Através dos olhos de Marjane, uma criança rebelde com dez anos, acompanhamos os efeitos da Revolução Islâmica. À medida que a repressão se instala e aos poucos mulheres e raparigas são obrigadas a usar véu, a música rock é declarada ilegal e os bombardeamentos iraquianos começam a fazer parte do quotidiano, a família de Marjane tenta resistir e manter a normalidade possível. Da infância ao final da adolescência, que será passada na Europa para onde é enviada para escapar da guerra, a protagonista cresce sempre dividida entre dois mundos difíceis de conciliar. Com um traço inconfundível e humor, Persépolis, que seria adaptado pela própria Marjane Satrapi para filme em 2007, parte da memória da sua autora para contar uma história de comovente sobre tolerância e liberdade. QUERO LER! » Sabrina De vez em quando aparece um livro que parece gritar-nos uma verdade importante e incontornável sobre o nosso tempo. É o caso de Sabrina de Nick Drnaso.
Uma jovem mulher desaparece um dia após o trabalho. O seu namorado e a irmã vivem dias de angústia até que uma cassete vídeo, enviada às redações de vários órgãos de comunicação social, revela o que aconteceu. As imagens tornam-se virais desencadeando uma onda de paranoia, notícias falsas e teorias da conspiração que coloca as verdadeiras vítimas da tragédia no olho do furacão. Ao leitor, que conhece Sabrina nas primeiras páginas, resta-lhe navegar por entre os destroços. Reflexão arrepiante sobre uma sociedade permanentemente ligada e cada vez mais desumanizada, a obra tornou-se a primeira novela gráfica finalista do Booker Prize. QUERO LER! » Patos Com o objetivo de pagar os seus empréstimos estudantis, Kate, tal como muitos outros habitantes da Costa Leste do Canadá antes dela, viaja para o Oeste para aproveitar a corrida ao petróleo em Alberta. Em campos isolados, onde é uma das poucas mulheres entre homens, vai deparar-se com um ambiente duro, onde o trauma é ocorrência quotidiana, mas nunca é discutido. O desenho de Kate Beaton, de uma aparente simplicidade, dá forma a uma narrativa autobiográfica que se torna universal ao abordar as contradições e a complexidade do isolamento, do capitalismo e dos seres humanos em condições extremas. Aclamado pela crítica, Patos foi considerado um dos livros do ano para publicações como a New Yorker, o The Guardian ou a Time, integrou a lista de melhores do ano de Barack Obama e venceu dois prémios Eisner. QUERO LER! »

Sabrina

by Nick Drnaso

Property Description
ISBN: 978-972-0-03168-6
Publisher: Porto Editora
Release Date: March of 2019
Language: Portuguese
Dimensions: 202 x 247 x 19 mm
Cover: Hardcover
Pages: 204
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Graphic Novels & Manga > Graphic Novel
EAN: 978972003168611
Recommended Minimum Age: Not applicable

Um boa história

Inês - Livros e Papel

Uma história sobre assuntos que estão na ordem do dia como as "fake news", teorias da conspiração mas também sobre família, perda, luto e superação. É um livro pesado, cheio de dor que não me deixou indiferente. No entanto achei o final da história algo repentino e fiquei com vontade de ter sabido mais, esperava que o autor tivesse desenvolvido um pouco mais a história.

Fake News

Bárbara

As ilustrações estão longe de ser as mais apelativas - porém, o enredo é muito revelador da sociedade moderna, que sucumbe às pressões em seu redor, que vê as suas vidas escrutinadas, publicitadas e até mesmo duvidadas.

Traços desenhados de ficção

JOAQUIM JORGE ALMEIDA MOTA

Quando a ficção em banda desenhada ultrapassa a realidade ...

Razoável

Lúcia

Tinha as expectativas elevadas. Afinal é a primeira Grafic Novel finalista do Men Booker. Mas não achei nada de especial. Achei que havia muitas pontas soltas e situações que aconteceram só para encher o livro. A arte também não é nada de mais.

Menos do que eu estava à espera

Rita Oliveira

Sou fã de novelas gráficas há muitos anos, desde Persépolis, Blue pills, Maus, Blankets, Watchmen e tantas outras. Por isso não percebo muito bem o hype que se gerou em torno desta, que foi a primeira novela gráfica finalista do Booker Prize. A história é interessante: o desaparecimento de uma rapariga, a divulgação viral do que lhe aconteceu através dos meios de comunicação social e das redes sociais, uma teoria da conspiração acerca do que acontece a muitas das supostas vítimas de raptos e atentados, as consequências de tudo isto em pessoas como nós e em toda a sociedade. Mas, para mim, não interessante o suficiente para ser considerada uma obra-prima ou o primeiro grande romance americano do século XXI. Todo o ambiente é bastante soturno, com cores escuras e baças, o que faz sentido face ao conteúdo, e as personagens são retratadas sem expressão, como se pudessem ser qualquer um de nós ou os representantes de uma sociedade apática. Apesar de compreender esta escolha, toda a arte gráfica não me agradou, e lentificou inclusivamente a minha leitura, não chamando por mim.

Tensão interior

Paulo Carmo

Na linha do Daniel Clowes e do Ware chega-nos um quadro negro, realista e claustrofóbico dos dias de hoje, nomeadamente da pressão da aldeia global das redes sociais. A história em si é sobretudo o gatilho, as emoções sufocadas são o grande protagonista desta obra. O traço minimalista e por vezes difícil de acompanhar coloca a tónica na acção, não explícita, mas psicológica, onde a verdadeira narrativa é aquela que não se lê, mas sente-se no acumular de tensão e paranóia, retrato vivido da actualidade.

ABOUT THE AUTHOR

Nick Drnaso

Nick Drnaso nasceu em 1989 e cresceu em Palos Hills, Illinois. Publicou em 2016 o seu primeiro livro, Beverly, distinguido com o prémio do jornal LA Times para melhor novela gráfica. Sabrina é o seu segundo título. Vive em Chicago com a mulher e três gatos.

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