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René Leys (A Cidade Proibida)

by Victor Segalen
Publisher: Assírio & Alvim, November of 2006 ‧
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René Leys (A Cidade Proibida)

by Victor Segalen

Property Description
ISBN: 978-972-37-1011-3
Publisher: Assírio & Alvim
Release Date: November of 2006
Language: Portuguese
Dimensions: 136 x 209 x 15 mm
Cover: Softcover
Pages: 240
Format: Book
Collection: O Imaginário
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789723710113

Recomendo.

Mário Correia

Uma história encantadora de um autor quase esquecido. Segalen é um escritor imperdível. Os seus textos sobre a ideia de exótico são imperdíveis.

Fascinante.

D.

É um grande livro, uma jóia.

Deslumbrante

PH

Alegórico, René Leys investiga as frustrações da incapacidade que o homem sente para compreender o desconhecido. É um livro fascinante de aventura espiritual, um ocidental em Pequim busca o mistério no coração da Cidade Proibida. Ele toma como professor em chinês o jovem René Leys, que afirma saber sobre estranhos acontecimentos no Palácio Imperial: casos de amor, brigas de família, conspirações que ameaçam a própria existência do império. René apresenta sempre de forma encantadora essas histórias ao seu pupilo que cada vez mais se sente deslumbrado.

ABOUT THE AUTHOR

Victor Segalen

"Literariamente marginalizado em vida, Victor Segalen tem agora uma boa reputação póstuma com direito ao inquérito que apenas consegue dar realce, numa biografia neutra, à mãe autoritária, à miopia forte e à morte singular. Mal damos por ele nas suas viagens de fim de mundo, vinte e cinco anos depois de nascido em Brest, 1878, quando seis planetas em signos de terra lhe concertam no céu astrológico um 'horror ao mar' que passa a ironia maior na sua carreira da Marinha. E sendo ironia, por certo vai também ser privilégio do médico de bordo todo literato e entregue aos seus livros do Deferente (lembremos aqui 'Os Imemoriais' sobre os Maoris; os poemas chineses de 'Stèles'; os poemas de 'Thibet'; o romance - à falta de melhor palavra 'Equipée'...), ou seja, entregue aos seus livros de homem das lonjuras que vê o mundo e diz sempre por escrito as suas visões assombradas quase sempre por um 'Real-Limite' a todo o passo tocado pela fluidez do Imaginário. Subitamente esvaído, Victor Segalen regressa à Europa: ainda vai ser amigo de Gourmont, Debussy e Huysmans antes de preparar a morte prematura, doente não se sabe nunca de quê. 'Fui cobardemente traído pelo meu corpo!' - queixume numa carta dos últimos dias a Jean Lartigue - 'De há muito este corpo me incomodava mas lá ia obedecendo, razão de eu ter podido arrastá-lo a corrupios vários que não eram, na aparência, feitos para ele (...) Sífilis: zero; tuberculose: zero; anemia: zero; paludismo: zero. (...) Não tenho nenhuma doença conhecida, apanhada, verificável, e assim mesmo tudo é como andar gravemente afetado. Já não me peso; não quero saber de remédios; só vejo, muito simplesmente, a vida afastar-se de mim.' Solitário, em maio de 1919 hospeda-se num albergue da Finisterra, na floresta de Huelgoat que é centro mítico do Ciclo do Rei Artur, e manhã mal nascida sai de aparente passeio para morrer debaixo de uma árvore com o 'Hamlet' aberto numa cena do III Ato".
Aníbal Fernandes, na introdução de "A Cidade Proibida".

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