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Rebecca

by Daphne Du Maurier
Publisher: Editorial Presença, March of 2009 ‧
21,90€
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Escrito em 1938, Rebecca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1941, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebecca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

«Esta narrativa arrepiante e plena de suspense continua tão apelativa e cativante como na altura da sua primeira publicação».
Daily Express

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A Vida Secreta das Casas

As casas presentes nestes livros, cada uma à sua maneira, passam de simples cenários estáticos a espaços com voz e história próprias, capazes de moldar tanto o rumo da narrativa como a experiência emocional de quem as conhece através da leitura. Homer & Langley, de E. L. Doctorow E. L. Doctorow baseou-se na história verídica e insólita de Homer e Langley Collyer para escrever Homer & Langley. Apesar de viverem no centro de Nova Iorque, os dois irmãos excêntricos decidem isolar-se numa casa que vão enchendo de jornais, artefactos e detritos, até a transformarem num espaço saturado de memórias. Com o passar do tempo, o amontoado de artefactos enche as divisões, torna os corredores claustrofóbicos e bloqueia portas, convertendo o interior da casa num labirinto sem saída. Os objetos que os irmãos acumulam acabam por ser as únicas testemunhas do mundo exterior e do seu afastamento progressivo da realidade. Mais do que um refúgio, a casa funciona como espelho da clausura e de um tempo que não cessa de se acumular. É neste cenário sufocante que E. L. Doctorow constrói uma narrativa sobre o isolamento, a loucura e a estranha sobrevivência de quem escolhe viver apenas dentro da própria memória, arredado do mundo. COMPRO NA WOOK! » A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, apresenta a figura de uma casa como centro gravitacional para onde convergem todas as vivências de uma família ao longo de várias gerações. As suas paredes não servem apenas para abrigar pessoas, acumulam nascimentos, mortes, amores e tragédias, funcionando também como espelho da História política e social do Chile. Os fantasmas que a percorrem não são figuras decorativas, mas presenças legítimas que recordam que a memória não desaparece, instala-se em cada tijolo e prolonga-se para além do tempo dos vivos. É sobretudo através das mulheres que a casa ganha densidade, pois são elas que a habitam plenamente e sustentam o fio da narrativa, mesmo quando a violência e o poder tentam rompê-lo. A casa reflete as gerações que a atravessam, com todas as suas contradições, e devolve-lhes a intensidade dos gestos e das dores. Resiste ao desgaste da vida, sobrevive aos que nela entram e saem e transforma-se num arquivo vivo da experiência humana, onde o íntimo e o coletivo se fundem. No fundo, a casa de Allende não é apenas um lugar, mas também o território das mulheres que nela inscrevem a memória, uma forma de interrogar o passado e compreender como os espaços guardam aquilo que o tempo tenta apagar. COMPRO NA WOOK! » Caruncho, de Layla Martínez Tal como em A Casa dos Espíritos, a casa de Caruncho, romance de Layla Martínez, é também o epicentro das memórias familiares e coletivas, ainda que os estilos de ambos os livros sejam bastante distintos. Em Allende, predomina o realismo mágico, enquanto em Martínez o tom se aproxima do terror psicológico e da metáfora sombria, em que o assombro ganha contornos de claustrofobia e violência herdada. Em Caruncho, a degradação da casa mimetiza a deterioração de quem nela habita. O bolor, as infiltrações, o ranger da madeira e os cantos escuros não são sinais inertes de abandono, mas vozes que denunciam, avisam e condenam. A casa funciona como catalisador de medos ancestrais e da violência que persiste entre gerações. A narrativa entrelaça esse espaço doente com as marcas da Guerra Civil espanhola, revelando como a memória do conflito continua a infiltrar-se na vida quotidiana e a assombrar os descendentes. Ao mesmo tempo, expõe a desigualdade entre homens e mulheres e mostra como a opressão patriarcal se inscreve nas paredes e determina destinos. Martínez transforma a casa num organismo autónomo, simultaneamente testemunha e agente de uma mudança voraz, capaz de refletir e intensificar os dramas humanos. A relação simbiótica entre espaço e personagem evidencia como a arquitetura condiciona de forma quase inevitável sentimentos, atitudes e decisões. COMPRO NA WOOK! » Rebecca, de Daphne Du Maurier A mansão de Manderley é o centro da narrativa de Rebecca e impõe-se como uma personagem silenciosa mas decisiva no desenrolar da ação. Rodeado por jardins exuberantes e atravessado por corredores sombrios, o casarão guarda a memória da falecida Rebecca, a primeira esposa de Maxim de Winter. Pouco tempo depois de enviuvar, Maxim casa-se novamente, mas a sua nova mulher, ao chegar a Manderley, percebe que não se limita a habitar uma casa: enfrenta uma presença invisível que governa cada gesto e cada pensamento. Vive numa constante sensação de insegurança e vigilância. Manderley torna-se a encarnação de um passado impossível de enterrar, uma prisão dourada onde a lembrança suplanta o presente. Cada detalhe arquitetónico carrega segredos, tradições e tensões que interferem ativamente na vida de quem ali vive. A narrativa foca-se na ideia da casa como cárcere, um espaço que controla, observa e condiciona a vida de quem a habita. Neste ambiente opulento, carregado de pressões invisíveis, a nova senhora de Winter vê-se constantemente confrontada com comparações silenciosas e expectativas fantasmagóricas que minam a sua confiança e definem a forma como se percebe a si própria e ao mundo que a rodeia. COMPRO NA WOOK! »

Rebecca

by Daphne Du Maurier

Property Description
ISBN: 9789722341035
Publisher: Editorial Presença
Release Date: March of 2009
Language: Portuguese
Dimensions: 149 x 231 x 24 mm
Cover: Softcover
Pages: 400
Format: Book
Collection: Obras Literárias Escolhidas
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722341035

Escrita intemporal

Maria Alves

Rebecca, para mim, não foi é um livro de terror, como muitas vezes é apelidado, mas sim um livro de suspense, com personagens fortes e que nos deixa presos à história do inicio ao fim. Trata-se da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, sendo que uma delas está morta. Rebecca, embora invisível, está sempre presente quer em cada canto da mansão quer na memória dos que a habitam, e é deste modo que consegue assombrar a nova Mrs. Winter. Apesar de ter sido escrito em 1938, a escrita de Daphne du Maurier é surpreendentemente agradável e intemporal. Sempre que leio algo da autora, fico com a sensação que as histórias podiam ter sido escritas hoje em dia.

Imperdível

Dora Silva Livros à Lareira com chá

Para mim esta obra é um dos livros que é obrigatório ler pelo menos uma vez. Adoro a escrita e a forma como a história é desenvolvida. As descrições são maravilhosas e adorava viver em Manderley. Recomendo e não me canso de aconselhar.

Esperar ou ter medo

Sandra Patrício

Não são o sangue, os tiros, as facadas ou o sobrenatural que causam o medo, mas antes a expectativa. É o que acontece neste romance, em que nada é o que parece.

Um Tratado sobre a Falta de auto-estima

AllByMyShelves

Este livro é um poderoso exemplo de como desenvolver um thriller. Pensar que este livro foi escrito em 1938 dota-o de ainda maior qualidade. O desenvolvimento da história, as descrições pormenorizadas do ambiente que contextualiza e que, de alguma forma, é também personagem central deste romance, são irrepreensíveis e permitem que o leitor se envolva verdadeiramente na trama. Rebecca é uma antagonista ausente, e isso é das maiores originalidades deste romance de Daphne du Maurier. Importa também referir que é um ótimo livro para chamar à atenção para as questões da auto-estima e saúde mental e no que pode culminar a falta de "intervenção".

Surpreendente

Joana

o livro é muito bom, a escrita é surpreendentemente agradável e o enredo intrigante.

Inquietante

Joana Lírio

É incrível como a autora nos transporta pela vida da recém-casada personagem principal (da qual não chegamos a saber o nome), ao chegar à casa do marido, onde paira a lembrança e a sombra de Rebecca, a anterior e falecida mulher. Ao longo destas páginas entramos na cabeça da nossa protagonista e na sua obcessão em desvendar o mistério da anterior mulher e da casa que a faz sentir uma estranha, ao mesmo tempo que questiona os motivos que levaram Max a casar-se consigo. O enredo parece algo simples, mas há maravilhosas camadas a desvendar sobre a psique humana, a inquietação, o sentimento de pertença e até sobre o amor. Como o amor que a própria Daphne nutria por uma casa de férias que foi a sua inspiração para Manderley. A ler e reler muitas vezes.

O MELHOR

Cláudia Silva

Há alguns anos que uma amiga me emprestou Rebecca, até hoje é o meu livro preferido, por isso comprei para ler de novo. Parece um livro ingénuo, sem grandes lições, mas se prestar atenção, esta é a história de alguém que tenta quem não é, para agradar aos outros, para agradar ao seu amor. Um erro que muitos de nós cometemos na vida e nas relações. É sempre mais fácil acreditar que não somos assim tão especiais, que somos apenas a segunda escolha. Mas Rebecca ensina-nos que os segundos, são os primeiros! Para além disso, considero-o um thriler psicológico brilhante!

Manderley

EH

Um livro adorado por muitos. Não que seja mau, mas ingénuo, na minha óptica. Pessoalmente prefiro os contos, são mais reais e mais crus.

Emotivo

Mariana Nogueira

Intemporal e apaixonante!

Avaliação

Pedro Sousa

Livro antigo com uma estória muito atual, brilhante. Recomendo

ABOUT THE AUTHOR

Daphne Du Maurier

Daphne du Maurier nasceu no seio de uma família proeminentemente artística e literária, em Londres, a 13 de maio de 1907. Publicou os seus primeiros trabalhos na revista Bystander, que resultou num contrato com um agente literário. Em 1931, lançou o romance Apaixonados, o primeiro de mais de duas dezenas que publicaria ao longo da sua carreira. É principalmente reconhecida por duas histórias, Rebecca (1938) e Os Pássaros (1952), ambas adaptadas ao cinema por Alfred Hitchcock. A sua novelística é marcada pela sugestão de elementos sobrenaturais, episódios imbuídos do espírito gótico e raramente com finais felizes. Em 1969, pelo inegável contributo que deu à literatura inglesa, é nomeada dama da Ordem do Império Britânico. Morre em casa, no condado da Cornualha, em 1989.

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