Pour Un Oui Ou Pour Un Non

by Nathalie Sarraute
language: french
Publisher: GALLIMARD, September of 2006 ‧
8,04€
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H1 et H2 ont une discussion, franche et ouverte. C'est le dialogue de deux amis qui se connaissent de longue date, cultivent l'amitié et les souvenirs. Une conversation de bon aloi, si ce n'était cette goutte de venin qui dégrade rapidement l'atmosphère chaleureuse de leur tête-à-tête. C'est que l'un reproche à l'autre des paroles malheureuses, se sent blessé, remet en cause l'estime affectueuse qu'ils semblaient partager... Car H1 a dit, avant que la pièce commence : " C'est bien... ça... " Et ces quelques mots font l'effet d'une tornade... L'accompagnement critique fait le point sur le Nouveau Roman et sur la part prise par Nathalie Sarraute dans ce courant, notamment par l'explication des " tropismes ". L'analyse de cette courte pièce met au jour l'intertextualité (Shakespeare et Proust, notamment) et démonte les ressorts dramatiques du théâtre de Nathalie Sarraute. Un glossaire très complet des termes de dramaturgie constitue un instrument technique précieux. Pièce de théâtre (XXe siècle) recommandée pour les classes de lycée. Texte intégral.

Pour Un Oui Ou Pour Un Non

by Nathalie Sarraute

Property Description
ISBN: 9782070337422
Publisher: GALLIMARD
Release Date: September of 2006
Language: French
Pages: 144
Format: Book
Collection: La Bibliotheque Gallimard ; Texte Et Dos
Categories: Books in French > Fiction > Guided readings
EAN: 9782070337422

ABOUT THE AUTHOR

Nathalie Sarraute

Nathalie Sarraute, de seu nome verdadeiro Natalyia Tcherniak, nasceu em Ivanovo (perto de Moscovo), na Rússia, a 18 de julho de 1900, numa família letrada da burguesia judia. Após o divórcio dos pais, a mãe leva-a para Paris, onde frequenta a primária. Irá partilhar a infância entre Paris e São Petersburgo. Tem uma educação cosmopolita, estuda inglês e história em Oxford, sociologia em Berlim e finalmente direito em Paris. Em1925, casa com Raymond Sarraute, colega de faculdade. Exerce a profissão de advogada até ser afastada dos tribunais em 1941, pelas leis nazis. Em 1932, escreveu o seu primeiro livro, a recolha de curtas narrativas que intitulou Tropismes, obra que veio a ser muito elogiada por Max Jacob e Jean-Paul Sartre, aquando da sua publicação, em 1939. Será Sartre quem, em 1947, irá prefaciar o seu Portrait d'un inconnu, lançando com ele a tese do "anti-romance". Mas é com a publicação de Martereau em 1953 que começa o seu reconhecimento, associado à prestigiosa Gallimard que será sempre a sua editora. Em 1956, publica o ensaio A Era da Suspeita, texto fundamental na renovação que veio a ser operada no romance. E continua a publicar obras como Planétarium (1959), Entre la vie et la mort (1968), Vous les entendez (1972), Disent les imbéciles (1976), L'Usage de la parole (1980), Enfance (1983), Tu ne t'aimes pas (1989), Ici (1995), Ouvrez (1997). Em 1963, foi-lhe atribuído o Prix international de littérature pelo romance Les Fruits d'Or. E é neste ano, por insistência de uma rádio alemã, a Süddeutscher Rundfunk, que, Sarraute inicia a sua obra teatral com Le Silence. A que se segue Le Mensonge (1966), As duas peças inauguram, em 1967, o Petit Odéon, com direção de Jean-Louis Barrault. Seguem-se Isma em 1970, C'est beau em 1975, Elle est là em 1980, e finalmente Pour un oui ou pour un non, em 1986.
Morreu aos 99 anos quando escrevia um novo texto para teatro. Sobre o seu teatro, disse Nathalie Sarrraute: "As personagens começaram a dizer coisas que normalmente não são ditas. O diálogo deixou a superfície, desceu e instalou-se no patamar dos movimentos interiores que são a substância dos meus romances, instalou-se no pré-diálogo. Mas é preciso que a sensação, o que se sente, sejam imediatos, trazidos por palavras comuns. Creio que para os espectadores a quem me dirijo, este contraste entre o fundo insólito e a forma costumeira dá a estes movimentos, tantas vezes escondidos, um carácter mais dramático, mais violento. E também um efeito cómico, de humor. (...) Nas minhas peças, não há ação, ela foi substituída pelo fluxo e refluxo das palavras.

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