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Poesia

by Mário Cesariny
Book eBook
Publisher: Assírio & Alvim, November of 2017 ‧
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Trata-se, quanto a mim, de um dos mais importantes factos editoriais deste ano, a par das edições de Eugénio de Andrade e de Ruy Cinatti, também com a mesma chancela editorial. Mas essa importância deve-se ao rasgo de genialidade do nosso maior surrealista que, na verdade, transcende a mera etiqueta periodológica em que, ao longo das décadas, foi sendo posto. Cesariny, também artista plástico, merece ser lido para além desse rótulo.

António Carlos Cortez, JL

«Mário Cesariny é, indubitavelmente, o surrealista português que mais profundamente cravou o seu nome na investida portuguesa pelo movimento, fruto de uma natural sintonia entre a sua personalidade e os pressupostos estéticos desta corrente. Uma reunião de livros com a poesia de Cesariny num único volume é uma dádiva editorial a saudar, efusivamente.»

João Morales, Time Out lisboa (5 *****)

Poesia

by Mário Cesariny

Property Description
ISBN: 978-972-37-1966-6
Publisher: Assírio & Alvim
Release Date: November of 2017
Language: Portuguese
Dimensions: 170 x 247 x 45 mm
Cover: Hardcover
Pages: 776
Format: Book
Collection: Obras de Mário Cesariny
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 978972371966611
Recommended Minimum Age: Not applicable

Essencial

João

Uma obra essencial para qualquer adepto das palavras de Mário Cesariny, não só os adeptos da poesia surrealista portuguesa (como António Maria Lisboa e tantos outros), mas também para quem aprecia a arte das palavras.

Poesia Reunida

Diogo Pinto

Um dos grandes vultos da poesia portuguesa e do surrealismo em toda a sua expansão. Uma das vantagens de reunir a poesia numa só obra é evitar a desorganização de livros e acima de tudo, apesar de serem edições mais caras, tornam-se mais baratas fazendo as contas. Uma obra para os que amam poesia.

O Surrealismo português numa edição de luxo

J.S.

Em primeiro lugar, cumpre-me felicitar o excelente trabalho da editora Assírio e Alvim pela edição conjunta da obra poética do nosso maior poeta surrealista. A edição é muitíssimo cuidada, revelando que ainda há esperança na poesia portuguesa, pois, se a obra foi levada ao prelo, é porque ainda há quem a leia. Eu, que apenas conhecia alguns poemas de Cesariny - creio que da sua "Pena Capital" - posso ter agora à disposição, na minha estante dedicada à poesia, a obra completa do poeta que escreveu a sua "Homenagem a Cesário Verde", poema de que tanto gosto, e que, por conseguinte, concretizou em toda a sua obra a paixão pela poesia, pelo amor e pela liberdade artística. RECOMENDADÍSSIMO!

Antologia obrigatória

Mário Correia

Uma antologia obrigatória para o conhecimento da obra de um dos grandes autores portugueses. Mário Cesariny foi uma figura multifacetada da poesia, prosa e artes plásticas. Uma edição cuidada com um bom prefácio e notas de Perfecto Cuadrado. Recomendo.

"O Moinho à Beira do Floss", a emoção e a dignidade.

Eduardo

"Humor, polémica e tragédia" a trilogia aliada à emoção e à mulher enquanto ser humano.

Cesariny, o cidadão prepétuo e surealista?

Eduardo

Enquadra-se a obra de Cesariny numa hipérbole infinita? Cesariny, poeta e pintor, introduz na sua obra um cunho de "perpétua aurora surrealista".

Excelente

João Martins

Cesariny não é um poeta. É o Poeta.

Um livro que é também uma obra de arte.

DA

Finalmente a poesia de Mário Cesariny reunida num único volume. Imprescindível para os amantes de poesia e para os fãs do artista mais genuíno do Surrealismo em Portugal.

ABOUT THE AUTHOR

Mário Cesariny

Poeta, autor dramático, crítico, ensaísta, tradutor e artista plástico português, nasceu a 9 de agosto de 1923, em Lisboa, e morreu a 26 de novembro de 2006, também naquela cidade.
Depois de ter estudado no Liceu Gil Vicente, entrou para Arquitetura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde frequentou o primeiro ano, e mudou depois para a Escola de Artes Decorativas António Arroio. Depois de ter frequentado esta escola, prosseguiu estudos de belas-artes em Paris, tendo, ainda, estudado música com o compositor Fernando Lopes Graça.
Figura maior do surrealismo português, a influência que viria a exercer sobre as gerações poéticas reveladas nas décadas posteriores aos anos 50, período durante o qual publicou alguns dos seus títulos mais significativos, ainda não foi suficientemente avaliada. Promoveu a técnica conhecida por "cadáver esquisito", que consistia na elaboração de uma obra por um grupo de pessoas, num processo em cadeia criativa, na qual cada uma dava seguimento à criatividade da anterior, resultando numa espécie de colagem de palavras, a partir apenas de um acordo inicial quanto à estrutura frásica.
Colaborou em várias publicações periódicas como Jornal de Letras e Artes e Cadernos do Meio-Dia, entre outras. Começou por se interessar pelo movimento neorealista - ainda que essa breve incursão não tenha ultrapassado mais que uma postura irónica e paródica, firmada em Nicolau Cansado Escritor - para, em 1947, regressado de Paris, onde frequentou a Academia de La Grande Chaumière e onde conheceu André Breton, fundar o movimento surrealista português.
A sua postura polémica na defesa de um surrealismo autêntico levou-o, porém, a deixar o grupo no ano seguinte, para criar, com Pedro Oom e António Maria Lisboa, o grupo surrealista dissidente.
Como um dos principais críticos e teóricos do movimento surrealista, manteve ao longo da sua carreira inúmeras polémicas literárias, quer contra os detratores do surrealismo quer contra os que, na prática literária, o desvirtuavam.
A sua obra poética começou por refletir, em Corpo Visível ou Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano, o gosto pela observação irónica da realidade urbana que, fazendo-se eco de Cesário Verde, constitui ainda uma fase pouco significativa relativamente a volumes próximos da prática surrealista como Manual de Prestidigitação. Aí, a mordacidade e o absurdo, o recurso ao insólito, aliados a uma discursividade que raramente envereda por um nonsense radical, como ocorre na obra de António Maria Lisboa, permitem estabelecer, como nenhum outro autor da década de 50, um ponto de equilíbrio entre o primeiro modernismo e a revolução surrealista.
No domínio do teatro, em Um Auto Para Jerusalém, pastiche de um conto de Luís Pacheco, revela a influência de Pirandello ou da prática teatral de Alfred Jarry. No fim da década de 60 e início de 70, Mário de Cesariny encetou um trabalho de reposição da verdade histórica do movimento surrealista, coligindo os seus manifestos, editando a obra poética inédita de alguns dos seus representantes, e dando ao prelo textos seus datados do período de maior envolvimento com a teoria e prática do surrealismo, como 19 Projectos de Prémio Aldonso Ortigão seguidos de Poemas de Londres (1971), ou Primavera Autónoma das Estradas (1980) ou Titânia (1977).
Em 2005, recebeu a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, entregue pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, e, em novembro desse mesmo ano, foi galardoado com o Grande Prémio Vida Literária, uma homenagem à sua notável contribuição para a literatura portuguesa.

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