Pingue-Pongue no Terraço
Publisher:
Companhia das Ilhas, July of 2023 ‧
see product details
9,60€
20%
OFF +
10%
CARD
WVdGUVJ6TjRaMDlUTkdWc1VqbFhPRGt2UVVOSkwyd3ZUbVZPVmpKUVlUaGllaXRuT1ZObmVuQk5UemhKYkd4TVduUjZjM040UTFab1pUSlBNVmM1TmpKVWJWaG9WekYzV2k4NWRFRklNMkpVYTNsV2JFaFhUVUo1TjJ4WVZXMUhSazlYYUhKb1kzRjRkMHAzVDFoaVpUZzFVRk14V1VoaU5EaHFaMlExVlVSek9YQjRUMkZuYUhWc1FXUlFkazUzZFVoMFFWWkpkakZaT0ZaS1lWQmFRbGx0WVhZeFoxbEJNV0VyYTFKU05FMTZValZ5UXpoT1pGQXhkMHhaV0djNVIyZ3JZM04zVFc5ek5WSjFVVE5CZG05eVMxZDZVVkJOWW5WNlJrUktRbXhhUkRkRFpYbG1NM1E0ZVcxbU5sTjZabGw1VUU1QkswRnhUMDk0ZDNkS04ydFBaRFJaUldwaVVXeDRaMVUyTkdoNVFqRlJXRGt6UWpsR1lsY3dhRnBzV2paYU5HNHlaMnhUWVROd2JqaFNkVkpzTkhNckwzTmhSazE0UzIxclNrSkRjSFZUUkV4WFl6ZzRZbFV3YlhkNEsyZEdiMHhRWmtoc2IwdHdjbFU1WTJSdGFHSmtka1JHU1haWlVFVnhTVGd4Y1doT1NucHRaMjlKUW5Ga1RrNHdka055WlROWGNubGlUVWhOWmpCMFQxUnJkalo0WTFGeWRuWlFVR1Z3UjBOTGF6UmlURlU0TDFFMFVGTjNPWEZaVFVWS1dXVlhMM1ZaZUZwUFdWTnZhMncyZVV0dWEyTk5OamMyV1U1cE1YUjZVSEJ5VEdOdUwybDBRU3R1TVhoMlYzVmtPRFl6VUhGTmVHSk1ZbGRVWlc0ME5XZG5Ra3RYTldsUmVWRk1Xbk4zTkRVemJraHdaa3d6ZDB4d2VYaFhTV3BPVkRabWJHUlNhRTVoTkVvMEsxSnlSMk4xYzNKTmEzTTJXV2RoZVZGS1psQkZhbEpvZUZKdFRWQTRSamxzTHpGV1ZrSlRjVkJzWVVkdlprOWpWalYwUzBJclRUTXlNRU42YkZCVFdUSlZTRGxyUm5GdlRubEhTa2M0TlM5NVpWcDZVRUZJV0hGV1l6RkZNMmRYTkUxNWMybDNTMFZZZG1odVZEUlFja2RqVFZRMlRHNHhaSHBtZVUxV2IzUTNjMUV3U205dU1VTjFVamMwVkZSdE5tWlBPREZIYVVVM0szTkVPR2Q1UXpkT2VXRlBVVEJFTVZwQll6SjBOa1Z6UTNkSVIyUkRkRTVWY1VkdVFVZzFVR05XWnpaNFZtMUNLM0ZSUFE9PTpEWmlYS0RxZ3JPRGxoeTVqMkIwSFF3PT0=
IN STOCK
-
SYNOPSIS
Neste novo livro de Luís Serra (Évora, 1970) arrisca: «não é um caminho / é uma cicatriz.». A poesia, por exemplo.
Deste poeta avesso a luzes de ribalta (e a outras patifarias), disse António Guerreiro, em 4 de Julho de 2009, no jornal Expresso, a propósito de Brinquedos de Latão e Sarampo:
Um livro que alarga horizontes na poesia portuguesa actual
«É bom saber que há vias fecundas e interessantes na poesia publicada por cá que escapam às cartografias que, mais ou menos informalmente, vão sendo traçadas. Este livrinho de um autor - Luís Serra - que, tanto quanto é possível saber, faz aqui a sua primeira aparição, nesta colecção chamada Literatralhas Nobelizáveis, de uma editora chamada Apenas Livros, oferece-se a uma leitura que apreenda a sua relativa novidade (ou, melhor dizendo, o uso de certos recursos que não estão hoje na ordem do dia), a sua atitude pouco respeitosa relativamente aos protocolos mais comuns da poesia actual. Antes de mais, importa dizer que estamos perante uma poesia que recusa a lógica discursiva. Todo o seu trabalho insiste noutro lado: nos jogos de sentido, nas ligações inusitadas, nos sentidos imagéticos que explodem por concentração vocabular e através da exploração de absurdos semânticos. É bem visível aquilo que a poesia de Luís Serra deve à imagem surrealista, mais do que ao surrealismo em geral. Eis um poema que se chama ‘Inverno’: "Improviso uma época balnear;/ línguas/ estrangeiras marcam encontros lúbricos." E outro, baseado num processo de enumeração: "Uma mosca no resto doce do prato de veneno/ um rumo porno e cor de corrida/ um motor imóvel a dar um baile/ uma vontade de foder." Veja-se como esta poesia, mesmo na enumeração, não tem nada de descritivo (e, por conseguinte, também nada de confessional: ela desvia-se, aliás, da asserção subjectiva, não há uma única ocorrência do Eu). Toda a sua força está na instauração de sentido, na abertura de horizontes insuspeitados: "Formigas de asas em revoada: concerto para enforcados."»
Deste poeta avesso a luzes de ribalta (e a outras patifarias), disse António Guerreiro, em 4 de Julho de 2009, no jornal Expresso, a propósito de Brinquedos de Latão e Sarampo:
Um livro que alarga horizontes na poesia portuguesa actual
«É bom saber que há vias fecundas e interessantes na poesia publicada por cá que escapam às cartografias que, mais ou menos informalmente, vão sendo traçadas. Este livrinho de um autor - Luís Serra - que, tanto quanto é possível saber, faz aqui a sua primeira aparição, nesta colecção chamada Literatralhas Nobelizáveis, de uma editora chamada Apenas Livros, oferece-se a uma leitura que apreenda a sua relativa novidade (ou, melhor dizendo, o uso de certos recursos que não estão hoje na ordem do dia), a sua atitude pouco respeitosa relativamente aos protocolos mais comuns da poesia actual. Antes de mais, importa dizer que estamos perante uma poesia que recusa a lógica discursiva. Todo o seu trabalho insiste noutro lado: nos jogos de sentido, nas ligações inusitadas, nos sentidos imagéticos que explodem por concentração vocabular e através da exploração de absurdos semânticos. É bem visível aquilo que a poesia de Luís Serra deve à imagem surrealista, mais do que ao surrealismo em geral. Eis um poema que se chama ‘Inverno’: "Improviso uma época balnear;/ línguas/ estrangeiras marcam encontros lúbricos." E outro, baseado num processo de enumeração: "Uma mosca no resto doce do prato de veneno/ um rumo porno e cor de corrida/ um motor imóvel a dar um baile/ uma vontade de foder." Veja-se como esta poesia, mesmo na enumeração, não tem nada de descritivo (e, por conseguinte, também nada de confessional: ela desvia-se, aliás, da asserção subjectiva, não há uma única ocorrência do Eu). Toda a sua força está na instauração de sentido, na abertura de horizontes insuspeitados: "Formigas de asas em revoada: concerto para enforcados."»
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789899154100 |
| Publisher: | Companhia das Ilhas |
| Release Date: | July of 2023 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 128 x 183 x 5 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 38 |
| Format: | Book |
| Collection: | Azulcobalto |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
|
| EAN: | 9789899154100 |
PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT
-
30%Suor Sem RostoChiado Books7,20€ 20% + 10% CARTÃO
-
30%20 Marias em um Grito Brasil, PortugalEditora Ser Poeta11,20€ 20% + 10% CARTÃO