Paraíso Perdido

by John Milton
Publisher: Cotovia, May of 2006 ‧
Depois da publicação de clássicos como a Odisseia e a Ilíada, eis que os Livros Cotovia continuam com o lançamento de obras imprescindíveis e apresentam Paradise Lost de John Milton, parente épico de Homero e de Virgílio, traduzido em verso decassílabo, heróico e branco. Três séculos depois das primeiras traduções portuguesas deste clássico, os Livros Cotovia apresentam uma edição bilingue, espantosamente traduzida por Daniel Jonas, na qual cada verso inglês corresponde a um verso português.


«Uma das mais importantes, profundas e influentes criações literárias de todos os tempos - e "a grande narrativa da Queda do Homem".»
Humberto Brito

" 'Obra fundamental', 'obra-prima', de 'referência'... Todos os epítetos foram aplicados a Paradise Lost, O Paraíso Perdido do inglês John Milton, alvo de uma tradução que recupera o poema para os leitores portugueses. [...] Foi a resposta de Milton aos clássicos de Homero e de Virgílio, seus grandes inspiradores. Um épico onde o poeta seiscentista dá a sua visão do universo seguindo a tradição cristã. Deus e o homem no centro do mundo."
Isabel Lucas, Diário de Notícias

"Um grande livro numa rara edição de qualidade que facilita a visita repetida, para desfrutar verso a verso[...]."
Luís M. Faria, Expresso, Actual


Da rebelia adâmica, e o fruto
Da árvore interdita, e mortal prova
Que ao mundo trouxe morte e toda a dor,
Com perda do Éden, 'té que homem maior
Nos restaure, e o lugar feliz nos ganhe,
Canta, celestial Musa, que no cume
Do Orebe, ou do Sinai lá, inspiraste
O pastor que ensinou a casta eleita,
De como no princípio céus e terra
Se ergueram do Caos; (…)

Paraíso Perdido

by John Milton

Property Description
ISBN: 9789727951581
Publisher: Cotovia
Release Date: May of 2006
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 238 x 41 mm
Cover: Softcover
Pages: 638
Format: Book
Collection: Clássicos
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Other Literary Forms
EAN: 9789727951581
Recommended Minimum Age: Not applicable

tradutor

como é possível que não se veja referência ao tradutor, ainda por cima num texto desta natureza? em romances mainstream ainda vá que não vá, agora em obras clássicas, em textos académicos, ensaio, etc., é totalmente incompreensível que o público não tenha como saber quem é o AUTOR da tradução, uma vez que a própria tradução é um produto intelectual distinto da obra original, apesar da conexão entre ambos.

ABOUT THE AUTHOR

John Milton

John Milton (1608-1674) é considerado um dos maiores poetas do Renascimento inglês e um dos nomes mais marcantes da literatura universal. Filho de um escrivão bem-sucedido que se mudara para Londres e se dedicava com igual êxito à composição musical, Milton teve uma educação esmerada com um tutor particular que o preparou para um percurso de reconhecimento nos vários estabelecimentos de ensino que frequentou. Inclusivamente, lia e escrevia em grego e latim. Completou um curso com distinção na Universidade de Cambridge com o propósito de se tornar padre da Igreja Anglicana. Desde os 15 anos que se lhe conheciam poemas escritos em latim e, ao longo do seu percurso académico, a sua produção foi sempre continuada. Tendo concluído a universidade, Milton iniciou um programa de estudo particular que durou vários anos. Leu grandes clássicos de teologia, literatura, filosofia, política, história, etc. Era fluente na escrita e na leitura de latim, grego, hebraico, francês, espanhol, italiano e inglês antigo. Ao mesmo tempo continuou a sua produção literária e poética. No final deste período, viajou por França durante mais de um ano e partiu seguidamente para Itália Nas suas viagens conheceu os grandes nomes da cultura e da ciência da época. Personalidades como Hugo Grotius ou Galileu foram seus amigos e correspondentes. As notícias da Guerra Civil em Inglaterra interromperam as suas viagens, mas acabou por permanecer no continente partindo para a Suíça e de novo para Itália, onde esteve em várias cidades-estado. Envolveu-se na Guerra Civil escrevendo vários panfletos. Durante esse mesmo período, Milton casa-se com Mary Powell, mas a mulher não se adapta ao seu estilo de vida austero e as suas opiniões políticas são divergentes. Mary regressa rapidamente à sua casa de família e nos meses seguintes Milton escreve vários panfletos sobre a legalização dos processos de divórcio, bem como acerca dos mais variados temas: política, história, legislação e muitos outros. Surge também nessa altura o texto Areopagitica – uma das mais notáveis e pioneiras defesas da liberdade de expressão, ainda hoje tremendamente influente. Por essa altura, Milton terá cortejado uma mulher, o que incitou o regresso de Mary Powell. Reconciliados, têm dois filhos praticamente seguidos. Tendo defendido Oliver Cromwell, Milton é convidado a exercer o cargo de Secretário para as Línguas Estrangeiras no Concelho da Commonwealth. Durante esse período, cegou completamente, por razões que se desconhecem. Depois deste acontecimento, o seu trabalho passou a ser ditado e executado pelos seus vários ajudantes e assistentes. Após a Restauração, Milton escondeu-se, mas acabou por ser preso. As suas obras foram queimadas por ordem judicial. Contudo, a influência de amigos e de personalidades culturais de toda a Europa levaram a um perdão. Milton viveu a última década da sua vida de forma recatada e tranquila, tendo produzido obras menores.

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