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Onde o Sol Castiga Mais

by António Castro
Publisher: Europa Editora, February of 2023 ‧
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«Enquanto mirava aqueles corpos pálidos, franzinos e seminus, sentia no ar uma desagradável atmosfera de Dachau e Auschwitz; estavam todos condenados. Tentava perceber como é que tantos pais, por temor e respeito a um ‘Deus omnipotente’, chamado Pátria, entregavam, quase sem ripostar, os seus próprios filhos a um destino que se adivinhava sórdido e cruel.
No palco da guerra, a morte não se comprazia com carne doente e estafada. Exigia, sobretudo, corpos tenros e saudáveis para as suas orgias de sangue, e o homem apressava-se a fornecer-lha, como se de um tributo se tratasse. Era um processo que Daniel assimilava com muito custo. - É uma verdadeira perda de tempo. - Insistia o Rebelo pessimista. - Vamos todos ser chamados… - … e lixados com F grande! - Rematou Daniel.» Na guerra do ultramar, Portugal sofreu 3455 baixas (militares) em Angola, 3136 em Moçambique e 2240 na Guiné, num total de 8831 vidas; tantas como toda a população do atual município de Aljustrel, por exemplo.

Onde o Sol Castiga Mais

by António Castro

Property Description
ISBN: 9791220130233
Publisher: Europa Editora
Release Date: February of 2023
Language: Portuguese
Dimensions: 140 x 214 x 38 mm
Cover: Softcover
Pages: 683
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9791220130233

ABOUT THE AUTHOR

António Castro

António Manuel Gonçalves Castro, Técnico de Informática (grau 2, nível 2), reformado, nasceu em 3 de maio de 1951, em Lisboa, na freguesia dos Anjos.
Licenciado pela Universidade da Vida, Diretor do Instituto das Suas Próprias Ideias, não foi Correspondente de Guerra mas na guerra esteve, e desde sempre Ministro da Administração Interna (na sua própria casa). Começou desde muito cedo a desenvolver o gosto pela leitura e pela escrita (quando começou a ler e a escrever). Compreendeu então que, ao longo dos anos, evoluía nesta área porque, assim que escrevia cada novo texto destruía o anterior (por achá-lo ingénuo, e por vezes demagógico, comprovando deste modo que também evoluía em relação à idade e ao temperamento). A ter guardado tudo o que escreveu (de ótimo ou de péssimo), ao longo de 68 anos, seria considerado hoje em dia um autor, quase tão prolífico como Corin Tellado ou Lope de Vega.
Autodidata, como António Aleixo, Machado de Assis, Charles Dickens, William Faulkner (e tantos outros, com os quais não se pretende comparar), viveu cerca de 25 anos em Moçambique, onde publicou os seus primeiros textos no jornal de Notícias, de Lourenço Marques (Maputo), no suplemento Coluna em Marcha, durante a sua vida militar, de 1972 a 1974, no tempo da guerra colonial. Antes de se falar no 25 de Abril, já tinha projetado partir, à procura de novos horizontes, mas o fim da guerra apressou o seu regresso a Portugal. Chegou a publicar um texto humorístico, no Reader’s Digest mas, contingências da vida impediram-no de prosseguir.

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