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Odas A Ricardo Reis

by Fernando Pessoa
language: spanish
Publisher: VISOR LIBROS, S.L., December of 2015 ‧
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CON sus múltiples heterónimos, Fernando Pessoa (1988-1935) no sólo crea un universo propio e inconfundible, sino también una especie de Neo-Olimpo pagano donde cada una de sus criaturas asume un rol distinto y preciso. En este contexto, el metódico y equilibrado Ricardo Reis desempeña un papel fundamental en lo que Pessoa llamaría la reconstrucción del paganismo, una de sus más sostenidas aventuras intelectuales. De sus tres principales heterónimos, acaso sea Ricardo Reis el más desconocido por el público y sin embargo su poesía constituye el núcleo central del paganismo pessoano. La obra de Reis es compleja, varia, a veces paradójica, pues al buscar el contrapunto de su propio método formal, se convierte en método ella misma. A diferencia del Caeiro que se nos aparece como una foto fija o del impetuoso Campos, cuya obra parece compuesta por una lógica de impulsos, Reis, el más metódico y esotérico de los tres, el más nihilista también, parece indicarnos un camino, un hilo en el humano laberinto de la liberación. Lo que en los demás heterónimos es naturalmente disperso, aparece en Reis como método, no por oscuro y complejo, menos visible y brillante, siendo así, que en la metódica poesía de Reis se dan algunos de los poemas más brillantes y redondos de la obra pessoana.

Odas A Ricardo Reis

by Fernando Pessoa

Property Description
ISBN: 9788498959376
Publisher: VISOR LIBROS, S.L.
Release Date: December of 2015
Language: Spanish
Cover: Softcover
Pages: 562
Format: Book
Categories: Books in Spanish > Fiction > Poetry
EAN: 9788498959376

ABOUT THE AUTHOR

Fernando Pessoa

Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa literatura, conhecido mundialmente. A sua poesia acabou por ser decisiva na evolução de toda a produção poética portuguesa do século xx. Se nele é ainda notória a herança simbolista, Pessoa foi mais longe, não só quanto à criação (e invenção) de novas tentativas artísticas e literárias, mas também no que respeita ao esforço de teorização e de crítica literária. É um poeta universal, na medida em que nos foi dando, mesmo com contradições, uma visão simultaneamente múltipla e unitária da vida. É precisamente nesta tentativa de olhar o mundo duma forma múltipla (com um forte substrato de filosofia racionalista e mesmo de influência oriental) que reside uma explicação plausível para ter criado os célebres heterónimos – Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis, sem contarmos ainda com o semi-heterónimo Bernardo Soares.
Fernando Pessoa nasceu em Lisboa em 1888 (onde virá a falecer) e aos 7 anos partiu para a África do Sul com a sua mãe e o padrasto, que foi cônsul em Durban. Aqui fez os estudos secundários, obtendo resultados brilhantes. Em fins de 1903 faz o exame de admissão à Universidade do Cabo. Com esta idade (15 anos) é já surpreendente a variedade das suas leituras literárias e filosóficas. Em 1905 regressa definitivamente a Portugal; no ano seguinte matricula-se, em Lisboa, no Curso Superior de Letras, mas abandona-o em 1907. Decide depois trabalhar como «correspondente estrangeiro». Em 1912 estreia-se na revista A Águia com artigos de natureza ensaística. 1914 é o ano da criação dos três conhecidos heterónimos e em 1915 lança, com Mário de Sá-Carneiro, José de Almada Negreiros e outros, a revista Orpheu, que dá origem ao Modernismo. Entre a fundação de algumas revistas, a colaboração poética noutras, a publicação de alguns opúsculos e o discreto convívio com amigos, divide-se a vida pública e literária deste poeta.
Pessoa marcou profundamente o movimento modernista português, quer pela produção teórica em torno do sensacionismo, quer pelo arrojo vanguardista de algumas das suas poesias, quer ainda pela animação que imprimiu à revista Orpheu (1915). No entanto, quase toda a sua vida decorreu no anonimato. Quando morreu, em 1935, publicara apenas um livro em português, Mensagem (no qual exprime poeticamente a sua visão mítica e nacionalista de Portugal), e deixou a sua famosa arca recheada de milhares de textos inéditos.

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