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O Simpatizante

by Viet Thanh Nguyen
Publisher: Elsinore, June of 2017 ‧
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«Porém, no mês em que tem início esta confissão, a minha maneira de encarar o mundo ainda se assemelhava mais a uma virtude do que a um perigo, que é como certos perigos começam por se mostrar.»

Abril de 1975: Saigão está mergulhada no caos. Na sua villa, um general do exército do Vietname do Sul bebe whisky e, com a ajuda do seu capitão de confiança, elabora uma lista com os nomes daqueles que têm permissão para apanhar os últimos voos de saída do país. Começando uma nova vida em Los Angeles, o general e os seus compatriotas desconhecem que, entre eles, existe um espião que reporta as suas atividades às instâncias superiores de comando no Viet Cong.

O Simpatizante é a história desse espião, desse capitão: um homem criado por um pai francês ausente e por uma mãe vietnamita pobre, um homem que foi para a universidade nos EUA, e que regressou ao Vietname para lutar pela causa comunista.

Na melhor tradição dos romances de espionagem, encontra-se nestas páginas a exploração de uma vida entre dois mundos, entre a amizade e a crença política, a lealdade e a identidade, revelando a herança que a Guerra do Vietname deixou na literatura, no cinema e, também, nas guerras que ainda se combatem.

«A capacidade de Nguyen ao retratar uma personalidade dividida aproxima-o de Conrad, Greene ou le Carré.»
New York Times Book Review

«O Simpatizante é inteligente, tem um ritmo furioso e é extraordinariamente divertido. A voz do narrador, o agente duplo, cáustica e de uma honestidade desarmante, fica marcada na nossa memória.»
Wall Street Journal

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Dos livros para os ecrãs: as novidades mais apetecíveis de ficção científica, romance e manga

Quando os livros dão filmes, chamam novos leitores, que neles descobrem muito mais do que aquilo que uma adaptação aos ecrãs, por fantástica que seja, consegue mostrar. Porque quando lemos criamos uma sessão que é só nossa, damos corpo às personagens da forma que mais gostamos, prolongamos as cenas que mais nos tocam, tornamo-nos amigos ou confidentes do narrador, … Mas como é bom ver aquelas histórias que conviveram connosco ganharem vida no corpo e na voz de atores, em enquadramentos que nos dão novas perspetivas, em cenários que nos fazem querer viajar!
Por isso, descubra connosco histórias que passaram – tão bem – das páginas para os ecrãs. Estas são algumas das melhores, dentro de vários géneros, que estrearam recentemente.
  O Problema dos Três Corpos Durante a Revolução Cultural na China, a jovem Ye Wenjie vê um grupo de estudantes radicais espancar o seu pai, um físico teórico, por este se recusar a atualizar as suas teorias científicas para irem de encontro à ideologia dominante. Depois de se formar, Ye tem a oportunidade de trabalhar numa base militar secreta chamada Costa Vermelha, no topo de uma grande montanha com uma antena de rádio gigante. Passadas décadas, na época presente, o cientista Wan Miao é convidado a juntar-se a um misterioso grupo chamado Frontiers of Science. No Centro de Comando de Batalha, é surpreendido ao encontrar encontrar representantes de muitas forças armadas mundiais a trabalhar em conjunto para uma causa não especificada. Trata-se de um projeto militar secreto que envia sinais para o espaço para estabelecer contacto com extraterrestres. Uma civilização alienígena à beira da destruição capta o sinal e planeia invadir a Terra. Por cá, os humanos dividem-se em dois grupos: aqueles que planeiam acolher os seres superiores e ajudá-los a dominar um mundo visto como corrupto, e os que decidem lutar contra a invasão.
Esta é uma obra-prima de ficção científica de enorme alcance e visão. A série de tv, uma adaptação dos criadores de Game of Thrones, é surpreendentemente fiel às cenas históricas, que apontam para o impacto duradouro daqueles anos dramáticos e sangrentos na China. O Problema dos Três Corpos é o primeiro da popular trilogia Remembrance of Earth’s Past. Os livros de Liu Xing são bestsellers mundiais, que lhe granjearam importantes prémios. Este, já vendeu mais de 3 milhões de exemplares no mundo anglófono, ultrapassando o total de vendas de todas as obras literárias exportadas pela China desde a fundação do país.
Data estreia/Plataforma: Já disponível (Netflix) QUERO LER!» Veja aqui o trailer de O Problema dos Três Corpos








  O Simpatizante Contada em flashback, e frequentemente rebobinada para preencher detalhes, esta história centra-se no “capitão”, um jovem oficial da polícia secreta. Filho de mãe vietnamita e pai francês, estudou nos EUA e regressou ao Vietname para lutar pela causa comunista. Na caótica Saigão de 1975, trabalha sub-repticiamente para os norte-vietnamitas, contra o governo apoiado pelos americanos. Apesar de figurar sem nome atribuído, este protagonista-narrador é uma personagem extraordinária, que se debate com um coração e uma mente divididos, até na sua relação com dois amigos inseparáveis.É a receita para traições e acontecimentos trágicos – e estes sucedem-se vertiginosamente, um após outro.
Segundo o The New York Times, o livro «preenche uma lacuna na literatura, dando voz aos que anteriormente não tinham voz, ao mesmo tempo que nos obriga a olhar para os acontecimentos de há 40 anos sob uma nova luz», diferente da visão destes como drama exclusicamente americano.
Data estreia/Plataforma: 15 de abril (HBO Max) QUERO LER!» Veja aqui o trailer da série baseada em O Simpatizante Pobres Criaturas Se o filme, que até ganhou quatro Óscares, é um pouco bizarro, o livro é consegue ser muito mais rocambolesco. Já viu o filme? Ainda bem. Agora, leia o livro! Veja porquê.
Godwin Baxter, que sonhava criar a companheira perfeita, consegue o prodígio – muito ao estilo de Frankenstein – de trazer de volta à vida o corpo da jovem Bella, que se suicidara, afogando-se. Estava grávida, e Godwin reanima o seu corpo com o cérebro do bebé por nascer. Bella Baxter é bonita mas, dada a forma como foi “concebida”, é estranhamente infantil para uma mulher adulta. Nada que não se resolva com uma dose de vida, que faz as suas capacidades cerebrais evoluírem a um ritmo galopante. Pouco depois de apresentar Bella a um antigo colega seu da escola de medicina, Archie McCandless, Bella aceita o pedido de casamento deste, deixando o cientista exasperado. Mas não foi ele o único porque, pouco depois, a jovem decide fugir com Duncan Wedderburn, o advogado de Godwin. Mesmo sabendo que este não tem carácter moral, Bella quer ver o mundo com ele, e embarcam juntos numa grande viagem. A sua estadia no estrangeiro ensina-lhe coisas novas sobre si própria e sobre o mundo que a rodeia. Entre Gibraltar, Odessa e Paris, frequenta casas de jogo, trabalha com entusiasmo num bordel parisiense, mas também sofre momentos difíceis. Tudo nesta história orbita, com surpresa e deslumbre, em torno da personalidade singular e desarmante de Bella, numa Escócia novecentista imbuída do conservadorismo vitoriano. Em camadas de horror gótico, ficção científica e comédia, esta história é um deleite.
Data estreia/Plataforma: Já disponível (Disney +) QUERO LER!» Veja aqui o trailer do filme Pobres Criaturas Fabricante de Lágrimas Entre as paredes do Grave, o orfanato onde Nica e Rigel cresceram, habita uma lenda: a do Ferreiro das Lágrimas, um misterioso artesão, aterrador e com olhos claros como vidro, que forja todos os medos e ansiedades que habitam o coração das pessoas.
Mas, aos dezassete anos, chegou o momento de deixarem os contos de fadas para trás e encontrarem a coragem de aceitar essa força que os separa e une ao mesmo tempo, que se chama amor. Mas eis que, aos 17 anos, Nica é adotada pelo casal Milligan juntamente com… Rigel, um órfão inquieto e misterioso e a última pessoa que Nica desejaria como irmão adotivo. Ela, que sempre sobreviveu indo buscar forças a um universo de contos de fadas, parecer estar prestes a entrar no seu próprio conto, mas este é muito mais sombrio do que poderia imaginar. É que a aparência angelical de Rigel contrasta com o seu temperamento problemático e misterioso. Poderá ele ser o Fabricante de Lágrimas? Corajosa e doce, Nica não vai desistir dos seus sonhos, nem que para isso tenha de enfrentar os seus piores pesadelos…
Data estreia/Plataforma: Já disponível (Netflix) QUERO LER!» Veja aqui o trailer do filme. Eu e os Rapazes da Família Walter O livro que acaba de chegar às estantes das nossas livrarias. A série televisiva estreou no ano passado e fez suspirar muitos corações.
Depois de perder os pais e a irmã num trágico acidente, Jackie, de 15 anos, é forçada a deixar a sua vida privilegiada em Manhattan e a ir viver com os Walters, uma família numerosa e turbulenta na zona rural do Colorado. Entre os 11 filhos do simpático casal que a acolhe, há dois que são mesmo lindos de morrer – um moreno, e um loiro, para que não haja dúvidas nem falta de escolha. Ela, que sempre foi a menina perfeita, vai ter de se adaptar à mudança e à vida no campo. As montanhas do Colorado podem não ter o glow de Nova Iorque, mas o que não falta por lá são emoções e muitas, muitas distrações. Estava-se mesmo a ver, não estava? A rapariga acaba por se ver envolvida num triângulo amoroso com aqueles dois irresistíveis irmãos Walter. E agora? Quem vai ela escolher?
Data estreia/Plataforma: Já disponível (Netflix) QUERO LER!» Veja aqui o trailer da série. Kaiju N.º 8 E não podia faltar aqui um livro de Manga. Os monstros mortíferos estão a atacar todo o Japão a um ritmo nunca antes visto. Kafka Hibino, um homem que limpa das ruas os corpos de kaiju, sempre teve o sonho de entrar para a Força de Defesa do Japão, uma organização militar encarregada de neutralizar estes monstros. Mas, inesperadamente, sofre uma transformação e torna-se ele próprio um kaiju. Mas isso não o impede de alcançar o seu sonho: o homem que se tornou um kaiju faz agora parte da Força de Defesa – o seu nome de código: Kaiju N.º 8. Ele trabalha para ganhar a confiança dos seus companheiros de equipa humanos, derrotar monstros kaiju cada vez mais poderosos e manter o mundo seguro. Parte humano e parte kaiju, Kafka reconhece que a criatura começa a assumir o controlo com mais frequência e tem de lutar para manter o que o torna humano.
Ação e aventura preenchem as páginas desta saga que é uma sensação a nível global e acaba de chegar aos ecrãs.
Data estreia/Plataforma: Novos episódios semanalmente (Crunchyroll) QUERO LER!» Veja aqui o trailer da série.

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Não era suposto ser assim

Crescemos a ouvir que somos únicos, que a vida nos reserva algo maior, que há uma versão mais intensa e luminosa de nós à espera de ser descoberta. Depois, a rotina instala-se, o trabalho ocupa os dias e o mundo revela-se menos moldável do que parecia. É nesse intervalo entre promessa e realidade que nascem muitas das personagens mais inquietas da literatura contemporânea. Personagens que recusam a banalidade e querem ser mais do que comuns, mesmo quando não sabem exatamente o que isso significa. Mártir, de Kaveh Akbar Em Mártir!, a necessidade de significado molda o fascínio de Cyrus Shams pela ideia de martírio. Nascido no Irão, perde muito cedo a mãe, morta quando o avião em que seguia é abatido por um míssil da marinha norte-americana. Após a tragédia, o pai emigra com ele para os Estados Unidos, à procura de uma nova vida. A partir daí, Cyrus cresce entre geografias, línguas e versões da própria história que nunca controla por completo. Sente-se deslocado, suspenso entre culturas, sempre a tentar perceber onde começa e onde termina a sua identidade. Não deseja propriamente a morte, deseja densidade e intensidade. Quer que a sua vida tenha peso, que não se dilua numa narrativa coletiva. Torna-se alcoólico e toxicodependente, e a sua obsessão pelo martírio cresce em paralelo com essa autodestruição. Entre recaídas e tentativas de redenção, Cyrus procura histórias de mártires, convencido de que existe uma forma de transformar o sofrimento em significado. Ser mártir surge como promessa de coerência e transcendência, como a possibilidade de transformar dor, culpa e desorientação num gesto absoluto que justifique tudo. Ao explorar essa fantasia de grandeza, o romance revela algo mais íntimo e inquietante: a vontade de ser excecional pode nascer do medo de ser irrelevante. Para Cyrus, o martírio não é tanto um impulso religioso, mas uma tentativa desesperada de garantir que a sua existência deixa rasto. COMPRO NA WOOK! » O Homem que Via Tudo, de Deborah Levy Ler O Homem que Via Tudo, de Deborah Levy, é como montar um puzzle em que cada peça, por mais pequena que pareça, altera o resultado final. Em 1988, Saul Adler, um jovem historiador britânico, viaja para Berlim Oriental com a intenção de escrever sobre o quotidiano na República Democrática Alemã. Confiante na sua superioridade intelectual, acredita observar aquele regime com distância crítica, como se estivesse acima das suas contradições políticas e morais. Pouco antes da viagem, porém, é atropelado em Londres ao atravessar a famosa passadeira de Abbey Road e, a partir desse momento, abre-se uma fratura na narrativa. Passado e presente começam a confundir-se e a memória de Saul revela-se muito pouco fiável. Entre a Berlim anterior à queda do Muro e a Londres dos dias de hoje, o romance acompanha as relações de Saul com Jennifer, que confronta o seu narcisismo, e com Walter, que introduz fissuras na sua leitura do mundo. Aos poucos, vai-se revelando a fragilidade da imagem de homem lúcido que construiu de si próprio. Saul acredita que vê tudo: as falhas do capitalismo, as hipocrisias do socialismo, as fragilidades dos outros. O que parece incapaz de ver é a sua própria vulnerabilidade, bem como a forma como transforma as pessoas à sua volta em extensões do seu ego. Deborah Levy constrói uma história sobre memória, identidade e vaidade intelectual, mostrando como o desejo de ser excecional pode esconder um medo mais profundo e banal: o de ser apenas mais um, falível e comum. COMPRO NA WOOK! » As Partículas Elementares, de Michel Houellebecq Michel Houellebecq apresenta, em As Partículas Elementares, um romance cru e desconfortável que o consagrou como enfant terrible da literatura francesa. Michel e Bruno, meios-irmãos criados à margem de uma geração que prometia liberdade absoluta, são produtos de uma sociedade que transformou o desejo em negócio. Ambos querem escapar à mediocridade, mas os seus caminhos revelam o vazio por trás da promessa de emancipação. Bruno procura validação sexual incessante, enquanto Michel se refugia na ciência, sonhando com uma transformação radical da própria condição humana. Nesta obra, a ambição de querer ser extraordinário não é apenas pessoal, é quase civilizacional. Houellebecq sugere que a recusa da banalidade pode conduzir tanto à inovação quanto à desumanização. O desejo de ser mais do que comum transforma-se numa crítica feroz à cultura contemporânea, onde a singularidade é vendida como produto e a solidão deixa de ser acidente para se tornar regra. O que sobra, no fim, é a sensação de que a busca pela superação pode acabar por eliminar aquilo que nos torna humanos. COMPRO NA WOOK! » Clube de Combate, de Chuck Palahniuk Antes de ser adaptado ao cinema por David Fincher, Clube de Combate já era um romance onde a revolta contra a normalidade assume a sua forma mais crua. O narrador, sem nome, vive aprisionado a uma existência corporativa que o anestesia. Entre catálogos, mobílias padronizadas e reuniões intermináveis, tudo parece pensado para apagar qualquer vestígio de individualidade. É nesse vazio que surge Tyler Durden, carismático e imprevisível, como resposta radical ao tédio e à sensação de insignificância. Juntos fundam clubes de combate clandestinos onde homens comuns trocam a apatia pela violência. Mas os murros são apenas o início. O que começa como libertação física transforma-se num movimento organizado que procura destruir as estruturas que sustentam a sociedade de consumo. A violência não é apenas física, é também simbólica, uma tentativa de recuperar a sensação de estar vivo e de sentir dor para confirmar a própria existência. O romance tornou-se emblemático por captar um profundo mal-estar geracional. A promessa de que todos podem ser especiais entra em conflito com sistemas que produzem vidas previsíveis. COMPRO NA WOOK! » O Simpatizante, de Viet Thanh Nguyen Por fim, em O Simpatizante, de Viet Thanh Nguyen, a ambição de ser mais do que comum cruza-se diretamente com identidade, memória e política. O narrador é um agente comunista infiltrado entre os exilados vietnamitas nos Estados Unidos após a queda de Saigão. Filho de mãe vietnamita e de um padre francês, cresce com uma identidade dividida, habituado a mover-se entre privilégios coloniais e ressentimentos revolucionários. Ao acompanhar um general sul-vietnamita no exílio e instalar-se na Califórnia, passa a viver uma vida dupla. Integra-se na comunidade refugiada enquanto envia relatórios secretos para os seus superiores. Trabalha como consultor num filme de guerra de Hollywood, testemunha tentativas desesperadas de reconquista e participa em decisões moralmente ambíguas. Em cada contexto, adapta-se, observa, dissimula. Escrito sob a forma de confissão, o romance deixa claro que a sua ambição ultrapassa a fidelidade ideológica. Não quer ser apenas instrumento de uma causa, quer controlar a versão dos acontecimentos e recusa ser reduzido a figurante na narrativa americana ou revolucionária. Entre lealdade e autonomia, a sua vontade de protagonismo confronta-se com o peso da História, que tende a transformar indivíduos em peças substituíveis. COMPRO NA WOOK! »

O Simpatizante

by Viet Thanh Nguyen

Property Description
ISBN: 9789898864123
Publisher: Elsinore
Release Date: June of 2017
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 239 x 22 mm
Cover: Softcover
Pages: 448
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789898864123

Leitura a não perder

Maria Silva

Escrita fascinante. O pós guerra Vietname e a vida dos que fugiram para EUA e a adaptação a uma nova realidade e feita com mestria.

"Simpatizo bastante"

Dom José Soprano

Um tema actual: refugiados. Neste livro o retrato dos vietnamitas que abandonaram o país após a "Guerra do Vietname", Abril de 1975. Escrita fácil, divertida, uma história que combina vários elementos: cinismo, espionagem, guerra, cinema e personagens bem construídas. O começar a fazer parte de uma nova nação e o nunca esquecer (ou abandonar) a que ficou para trás. Bom livro.

ABOUT THE AUTHOR

Viet Thanh Nguyen

Viet Thanh Nguyen nasceu no Vietname e, com a queda de Saigão, radicou-se nos Estados Unidos com a família. É autor do romance O Simpatizante (Elsinore, 2017), livro vencedor do Prémio Pulitzer em 2016, além de muitas outras distinções, como o Dayton Literary Peace Prize, o Edgar Award para Melhor Primeiro Romance, a Medalha Andrew Carnegie de Excelência na Ficção ou o Asian/Pacific American Literature Award, bem como da sequela O Comprometido (Elsinore, 2021). É igualmente autor do livro de contos Refugiados (Elsinore, 2018) e das obras de não-ficção Nothing Ever Dies (2016), Race and Resistance: Literature and Politics in Asian America (2022) e Um Homem de Duas Caras - Um Livro de Memórias, uma História, um Memorial (Elsinore, 2024), livro selecionado para o National Book Award e considerado melhor livro do ano por inúmeras publicações internacionais. É professor catedrático de Inglês, Estudos Americanos e Etnicidade, e Literatura Comparada na Universidade do Sul da Califórnia. Foi distinguido com as bolsas Guggenheim e MacArthur.

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