O Salteador

by Robert Walser
Publisher: Relógio D'Água, April of 2003 ‧
Robert Walser, escritor suíço de língua alemã, foi, durante muito tempo, praticamente desconhecido do público leitor (não tanto de alguns dos escritores seus contemporâneos, nomeadamente Kafka, Benjamin ou Musil, que tinham grande apreço pela sua escrita). Walser passou as últimas duas décadas da sua vida num hospital psiquiátrico perto de Berna, e aí viria a morrer, num solitário passeio pela neve. E a maior parte da sua obra só muito depois disso veria a luz (e alguma só agora está a ser conhecida).
Por cá, Walser foi descoberto, digamos assim porque antes pouco ou nada dele se falava, depois da polémica à volta da sua "Branca de Neve", que o cineasta João César Monteiro levou ao cinema.
Este livro que agora se publica em edição portuguesa, "O Salteador" é, no dizer de António Guerreiro (Expresso/Actual, 26/7/03), " um dos títulos mais representativos da arte narrativa de Walser, tão pouco respeitadora dos códigos de género, mesmo quando se apresenta como 'romance'. O que é que se narra neste romance? Nada mais que o próprio acto de narrar. Por isso, narrador e personagem principal acabam por ser o desdobramento de uma mesma figura."
Uma obra de uma "ironia desconcertante" (ainda palavras de A. G., ib, que voltamos a citar) "[que veio a contribuir para a evidência de que] tanto no modo de se dissolver em fragmentos como na recusa de toda a síntese própria do 'grande estilo' [Walser] acede à constelação dos grandes nomes da literatura moderna."

O Salteador

by Robert Walser

Property Description
ISBN: 9789727087167
Publisher: Relógio D'Água
Release Date: April of 2003
Language: Portuguese
Dimensions: 207 x 137 x 24 mm
Cover: Softcover
Pages: 196
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789727087167
Recommended Minimum Age: Not applicable

ABOUT THE AUTHOR

Robert Walser

Robert Walser nasceu em Biel, na Suíça, em 1878 e viveu em Berna e Zurique, Estugarda e Berlim. Escreveu uma obra desdobrada em quinze livros, «estranho e fascinante espelho da vida», admirada por Musil, Kafka e Walter Benjamin. Morreu quando dava um dos seus passeios solitários no dia de Natal de 1956, perto do manicómio de Herisau, onde passou os últimos anos.

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