O Rapaz À Porta
SYNOPSIS
Annika Lucasson vive uma vida sombria com o namorado abusivo e traficante de drogas. Já perdeu tudo muitas vezes e agora tem uma última oportunidade de se salvar, graças a Cecilia. Mas, Annika conhece o seu segredo e o que Cecilia está disposta a fazer para que tudo acabe.
Então aparece Tobias, um rapaz de oito anos, sozinho e sem amigos. Mas que ameaça fazer desmoronar o mundo de Cecilia.
O que quer ele de Cecília?
REVIEWS
«Atmosférico e muitíssimo bem escrito... combina personagens complexas e credíveis com um enredo de partir o coração e de nos levar ao limite.»
Mary Torjussen
«Suspense, vívido e de nos fazer gelar, O Rapaz à Porta mostra-nos habilmente que as coisas nunca são o que parecem.»
Amy Engel, autora da série Roxane Weary
PRESS REVIEWS
«Uma teia emaranhada, magistralmente construída e a receita certa para os fãs do género.»
Booklist
«Dahl delineia sem piedade o preço de viver numa sociedade que insiste em que as mulheres devem apenas tentar ser mulheres e mães perfeitas e paralelamente com carreiras de êxito também, ou serão levadas a sentir que nunca são boas o suficiente.»
Publishers Weekly
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789897771248 |
| Publisher: | Planeta |
| Release Date: | October of 2018 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 154 x 234 x 24 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 336 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Police and Thriller
|
| EAN: | 9789897771248 |
REVIEWS
Vidas tristes de uns, vidas ocas de outros
Marta Segão
Este é um daqueles livros que comecei a ler, e não me estava a inspirar nada. Parecia uma história aborrecida, como um dos dias passados em Sandefjord, onde se desenrola a trama, em que o sol nasce depois das 9 para logo desaparecer, ainda antes das 16h, em que a chuva e o frio eram uma constante. Mas depois, à medida que o fui lendo, é como se, lentamente, o inverno desse lugar ao verão, e os dias escuros, aos dias em que o sol está presente até depois das 22h! Porque nascemos, e vivemos, para depois morrermos e desaparecermos? O que é suposto andarmos nós, aqui, a fazer? Terá Annika feito essa mesma pergunta? Para ela, a vida não foi assim tão simples, tão generosa, tão simpática. Annika fez muitas coisas erradas na vida. Escolhas dela. Decisões dela. Nada as desculpa. Ainda que tenha tido pessoas boas na sua vida, que lhe deram várias oportunidades de se tornar uma pessoa diferente, havia sempre algo, ou alguém que, de certa forma, a puxava de volta ao abismo, a desviava do caminho, e lhe devolvia a velha vida de miséria. Que, no fundo, ela acreditava ser aquela em que melhor se encaixava, em que melhor se sentia, em que mais se esquecia do quão duro, e complicado, era viver. Annika era aquela jovem, depois mulher, a quem foi tirado tudo, quando já nada tinha. Cecília, ao contrário de Annika, parecia saber para o que estava a viver. Parecia saber quem era, o que queria, o que estava disposta a fazer para manter o que tinha e, sobretudo, o que estava disposta a fazer, para não deixar de o ter. Até ao momento em que os alicerces da sua vida perfeita, mas de fachada, ameaçam fazer ruir tudo o que construiu até ali. É nesse momento que começa a perder o controlo. Que começa a ver tudo a escapar-lhe pelas mãos. E, numa última, e desesperada, tentativa de se agarrar como pode àquilo que a segura, vai tecendo a sua teia de mentiras sobre mentiras, em que já poucos acreditam, e que lhe mostrará que, também ela, é tão frágil que a deixará cair, na realidade, a qualquer momento. Se Annika nos desperta alguma compaixão, Cecília, nem por isso. A primeira, assume os erros. A segunda, esconde-os, ignora-os, finge que nunca existiram. A primeira, tem a “desculpa” das drogas, da dependência. A segunda, apenas a de que o seu coração é frio, calculista, manipulador. Ou, se necessário for, a de que está louca. Entre as duas, há o Tobias. Que esteve na origem de tudo. E é ele que mais importa. Ainda que tudo o resto desmorone.
uma historia com uma má personagem
rita dias
A história tem tudo para cativar os leitores, mas há qualquer coisa numa das personagens principais que me leva a não gostar do livro. uma falta de empatia. e por isso a personagem não se torna real, tornando difícil aceitar a historia.
Genial
Eduarda Bandeira
Uma história contada a três vozes em que todos mentem: uma senhora bem, uma senhora "mal" e uma criança. Um enredo extraordinário, a informação é convenientemente doseada, tudo parece credível até... E o rapaz à porta nem sequer é o protagonista.
Estranho
https://livrosgosto.blogspot.com/ ou https://youtu.be/mNttl_OHGQA
O rapaz à porta é o primeiro livro publicado em Portugal da autora Alex Dahl. Este foi mais um daqueles livros em que a leitura é célere e o final acaba com o entusiasmo e com a emoção. O livro conta a história de Cecília que tem uma vida perfeita: um marido rico, um emprego para se mostrar moderna e autónoma, uma boa casa num bairro de prestígio, duas filhas lindas… Está socialmente bem integrada, dando-se com as pessoas certas. Eis que uma tarde, na piscina onde as filhas vão, lhe pedem que deixe em casa o rapaz que está à porta e que ninguém veio buscar. Ela assim faz, mas quando chega ao local verifica que ninguém habita a casa, havendo, apenas, indícios de que o jovem tem lá dormido, mas sem a companhia de um adulto. Assim sendo, resolve levá-lo para casa, onde dorme, sem que ela avise a polícia. No dia seguinte, deixa o Rapaz na escola até que recebe um telefonema avisando-a de que tem de ir à referida escola pois a polícia está a aguardá-la, visto que o rapaz não é lá aluno. Até aqui a história é linear, mas a partir desta premissa a autora acaba por construir um jogo de espelhos, onde o leitor oscila entre a verdade e a mentira, que por vezes se torna, por força do discurso, dois objetos diferentes. A verdade é que depois de perceber esse jogo da cabra cega que a Cecília faz com toda a gente e que lhe permitiu construir uma falsa vida exemplar, o livro fica bastante interessante. Assim sendo, a obra é uma ilusão, construída pela personagem principal, que nós, leitores, vamos conhecendo ao mesmo tempo que as outras personagens, e que se desmorona e acaba por cair como se de uma pirâmide de cartas se tratasse. Neste, entretanto, o livro ganha ritmo e mais interesse, funcionando como um tratado psicológico, uma visão da mente de pessoas como a protagonista. Até que chegamos ao final. E desilusão. Não era o desfecho que estava à espera e, penso mesmo, que não será o final mais correto, mais moral ou mais coerente que a autora poderia encontrar. Para mim, o fim deveria ter sido outro, mais forte, menos morno. Como se na última página pensássemos: É só isto? De qualquer forma, e não sendo para mim, um livro fantástico é uma obra que se lê, sem grande dificuldade.
Boa leitura
C. Santos
Com um final não tão previsível assim, acompanhamos a vida perfeita de Cecilia até que aparece um menino, Tobias, e essa perfeição desmorona. Aconselho a leitura aos amantes de thrillers psicológicos com algumas reviravoltas.
Emocionante
Vanessa Ferrão
Um livro que mexe connosco. A história de um rapaz que finalmente encontra o caminho para ser amado tal como merece mas até o poder ser, o desenrolar de cada uma das personagens envolventes, é surpreendente. Sem dúvida, fiquei fã do livro. Terminei-o e fiquei dias a pensar no que tinha lido.
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