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O Mocho Cego

by Sadeq Hedayat
Publisher: E-primatur, February of 2020 ‧
13,90€
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Um dos grandes livros de culto do século XX comparado a Kafka ou Sartre.
O Mocho Cego é um texto incategorizável. Uma poderosa novela que acompanha a imersão de um ser humano na loucura.

Predominantemente uma história de amor que envolve um trio: um jovem, um homem mais velho e uma bela jovem. Esta história de amor desenrola-se através de visões e pesadelos que se impõem aos olhos do narrador e do leitor. das profundezas do subconsciente vai-se construindo um ritual de destruição à medida que se constrói um sentido das imagens e leitor e narrador fecham um puzzle de congruência.

Entre o existencialismo e um surrealismo de clara influência psicológica, esta história está imbuída se um agudo e claustrofóbico sentido de pânico e alucinação infinitamente contemporâneos.
No moderno Irão e no mundo islâmico, este pequeno romance encabeça várias listas de obras proibidas. Os discursos oficiais de reprovação atribuíram-lhe uma maldição: quem leia este livro suicida-se.

«Mas os seus cativantes retratos da alienação transcendem a especificidade do seu contexto sociocultural: fazem-no de forma universal como os escritos de Hamsun ou Kafka quando retratam a fragilidade da psique humana.»
Houman Barekat in Asynptote Journal

O Mocho Cego

by Sadeq Hedayat

Property Description
ISBN: 9789898872494
Publisher: E-primatur
Release Date: February of 2020
Language: Portuguese
Dimensions: 131 x 199 x 11 mm
Cover: Softcover
Pages: 140
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789898872494

O delírio do Mocho.

Moisés Pampim.

Um livro estranhamente bom. Sinceramente, é a melhor maneira que tenho de qualificar esta obra.

Viagem à loucura

Luís Mendes

Acompanhamos a personagem, através de relatos quase hipnóticos, a um estado que parece estar muito perto da loucura.

Eu vi.

Bruno Lamarosa

Mais uma excelente edição da E-Primatur. Quanto ao conteúdo, um livro especial, no sentido em que a experiência que proporciona nos aproxima, e muito, da vivência descrita. Ou será vice-versa?! Depende da experiência de cada um. Sem comparações, encontrei em Sadeq algo que já tinha encontrado em Cossery.

ABOUT THE AUTHOR

Sadeq Hedayat

Sadeq Hedayat (1903-1951) é o pai da literatura moderna persa cujas obras tiveram impacto a nível mundial. Sadeq Hedayat, nascido em Teerão a 17 de fevereiro de 1903, numa importante família aristocrática, é considerado o mais importante escritor iraniano do século XX e o introdutor do modernismo na língua e literatura do seu país.
Revelando desde muito novo um carácter introvertido e solitário, estudou em Teerão, em França e na Bélgica e cultivou o interesse pelas obras de Edgar Allan Poe, Guy de Maupassant, Anton Chekov, Fyodor Dostoyevsky, Rainer Maria Rilke e Franz Kafka. Traduziu várias obras de autores europeus, sendo de destacar A Metamorfose, de Kafka, tendo também escrito uma introdução intitulada Payam-e Kafka (A Mensagem de Kafka) para uma tradução persa de Na Colónia Penal. Quando regressou ao Irão, em 1930, após quatro anos de ausência, publicou o seu primeiro livro de contos breves, Zendeh be gur (Enterrado Vivo), ao mesmo tempo que surgia a sua primeira peça de teatro, Parvin dokhtar-e Sasan (Parvin, 3lha de Sasan). Em 1932, aparecia Se qatreh-khun (Três Gotas de Sangue), seguido de Sayeh Rowshan (Claro-escuro, 1933) e um pequeno romance intitulado Alaviyeh Khanum (Dona Alaviyeh, 1934). Interessou-se igualmente pelo folclore iraniano, tendo publicado Osaneh (1931), uma compilação de canções populares, e Neyrangestan (1932), e pela história da Pérsia Antiga, começando com o período Sassânida (224-651) e língua pahlavi (ou persa médio), ou seja, a Pérsia imediatamente anterior à conquista árabe e à respetiva islamização posterior. Foi a figura central nos círculos intelectuais progressistas de Teerão, conotados com sentimentos antimonárquicos e contra o novo governo do Xá Reza Palehvi, a partir dos quais alguns viriam a criar o Partido Tudeh (Comunista). Hedayat vivia em constante conflito entre a ansiedade que o impelia para uma modernidade europeia e as raízes tradicionalistas da sua família e do seu país. De modo a escapar às atenções do regime e aprofundar o seu conhecimento da antiga religião iraniana, entre 1936 e 1939 Hedayat viveu na comunidade pársi zoroastriana de Bombaim e foi na Índia que publicou a sua obra mais importante, Buf-a Kur (O Mocho Cego, 1937), com indicações expressas para que não fosse vendida no Irão (apenas foi publicado após a queda do regime político opressor para, anos mais, tarde voltar a ser proibido), para onde regressou, passando depois a maior parte do resto da sua vida em Teerão, decaindo física e mentalmente e viciando-se nas drogas e álcool. Em finais de 1950, esmagado pelo desespero, partiu para Paris e a 4 de abril de 1951 deixou o gás aberto, suicidando-se.

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