O Absoluto que Pertence à Terra
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Edições do Saguão, September of 2020 ‧
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SYNOPSIS
Este livro reúne um conjunto de ensaios sobre e a partir de Herman Broch, cruzando-o com autores como Wittgenstein, Walter Benjamin ou Goethe. Trata-se de uma reedição, revista pela autora, da edição original na editora vendaval, em 2005.
«Se a desmedida é o traço que, absorvendo todos os outros, marca o rosto de qualquer herói, entre os modernos esse traço conheceu com Nietzsche uma fixação inédita: a inactualidade, uma forma de inadaptação engendrada pelo litígio entre um historicismo sem freio e o desejo torturante de fazer frente ao dia, de recolher as suas cinzas. A cidade já não pode cantar os seus heróis. Encontramos em Hermann Broch um caso particular de inactualidade, que se apresenta na sua expressão mais exacta e concisa como O Absoluto Que Pertence à Terra (Das Irdisch Absolute). Trata-se de, habitando a terra, converter o peso, a impenetrabilidade, a dureza, a opacidade, que cabem aos homens que a habitam, em reflexo transcendente, desde os movimentos que as pernas fazem ao subir para o estribo de um comboio aos jogos nocturnos do insone. Nada há na terra que não possa engendrar a ultrapassagem de si em si, unindo o homem a si próprio, unindo o homem a cada coisa, unindo o homem e cada coisa ao todo, ao coração da vida, ao batimento cósmico primeiro. O absoluto solta-se do carácter inexorável da vida e do seu elemento empírico (o sangue que corre nas veias, o sangue que corre da ferida, o sangue do meu sangue, a respiração que faz subir e descer o peito, a porta que range e cujos sussurros se misturam com os segredos que as profundezas do corpo da criança, abandonado à modorra na hora do adormecer, lhe enviam: o dentro dos ouvidos, o dentro do ventre, o atrás da cabeça, e por aí adiante), a potência cujos limites se descobrem sempre limiares daquilo que é assim, daquilo que acaba de se dar, que acaba de passar, que se precipita, que cai. Como diz Broch: o que é infinito acontece uma única vez, e a sua repetição não o invalida, pois em cada outra vez o infinito muda de escala.»
Da introdução
«Se a desmedida é o traço que, absorvendo todos os outros, marca o rosto de qualquer herói, entre os modernos esse traço conheceu com Nietzsche uma fixação inédita: a inactualidade, uma forma de inadaptação engendrada pelo litígio entre um historicismo sem freio e o desejo torturante de fazer frente ao dia, de recolher as suas cinzas. A cidade já não pode cantar os seus heróis. Encontramos em Hermann Broch um caso particular de inactualidade, que se apresenta na sua expressão mais exacta e concisa como O Absoluto Que Pertence à Terra (Das Irdisch Absolute). Trata-se de, habitando a terra, converter o peso, a impenetrabilidade, a dureza, a opacidade, que cabem aos homens que a habitam, em reflexo transcendente, desde os movimentos que as pernas fazem ao subir para o estribo de um comboio aos jogos nocturnos do insone. Nada há na terra que não possa engendrar a ultrapassagem de si em si, unindo o homem a si próprio, unindo o homem a cada coisa, unindo o homem e cada coisa ao todo, ao coração da vida, ao batimento cósmico primeiro. O absoluto solta-se do carácter inexorável da vida e do seu elemento empírico (o sangue que corre nas veias, o sangue que corre da ferida, o sangue do meu sangue, a respiração que faz subir e descer o peito, a porta que range e cujos sussurros se misturam com os segredos que as profundezas do corpo da criança, abandonado à modorra na hora do adormecer, lhe enviam: o dentro dos ouvidos, o dentro do ventre, o atrás da cabeça, e por aí adiante), a potência cujos limites se descobrem sempre limiares daquilo que é assim, daquilo que acaba de se dar, que acaba de passar, que se precipita, que cai. Como diz Broch: o que é infinito acontece uma única vez, e a sua repetição não o invalida, pois em cada outra vez o infinito muda de escala.»
Da introdução
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789895483112 |
| Publisher: | Edições do Saguão |
| Release Date: | September of 2020 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 150 x 223 x 11 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 128 |
| Format: | Book |
| Collection: | Sagaz |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Social Sciences and Humanities
>
Philosophy
|
| EAN: | 9789895483112 |
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