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Memória da Terra

by José Martins Garcia
Publisher: Companhia das Ilhas, December of 2018 ‧
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«Memória da Terra foi escrito em finais da década de 80 do século passado, e publicado em primeira edição em 1990 exatamente seis anos antes do seu último livro de poesia No Crescer dos Dias (1996) e nove anos antecedendo o (Quase) Teóricos e Malditos (1999), o seu derradeiro livro publicado em vida.
E me pergunto: o que teria motivado José Martins Garcia a abrir sua alma para a criação de um romance cujo tema já serviu de mote a grandes escritores desde o Gênesis bíblico? O amor, certamente.
A princípio, dedicação compulsiva à escrita, à criação literária, à necessidade de ocupação do seu tempo; talvez o aproveitamento da sua inclinação intelectual; quiçá a descoberta de um amor serôdio... em todos os casos, a sensação de magia no transporte para o imaginário dos sentimentos que avultam no peito, principalmente se for a concretização de mais um ideal literário: o romance.
Mas nada do que envolve a vida particular do escritor tem relação com a sua obra, assim dizem os teóricos. e eu pergunto, será?»

Vilca Marlene Merízio (do Prefácio)

Memória da Terra

by José Martins Garcia

Property Description
ISBN: 9789898828590
Publisher: Companhia das Ilhas
Release Date: December of 2018
Language: Portuguese
Dimensions: 137 x 218 x 13 mm
Cover: Softcover
Pages: 232
Format: Book
Collection: Obras de José Martins Garcia
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789898828590

ABOUT THE AUTHOR

José Martins Garcia

José Martins Garcia nasceu na Criação Velha, ilha do Pico, a 17 de fevereiro de 1941. No então Liceu Nacional da Horta fez uma parte dos seus estudos. Os bons resultados escolares deram-lhe acesso a uma bolsa da Junta Geral, o que lhe permitiu completar o curso liceal no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, cidade onde se licenciou em Filologia Românica pela Faculdade de Letras.

No ano letivo de 1964-65 foi professor eventual no Liceu da Horta. Chamado a cumprir serviço militar, em 1965, foi mobilizado para a Guiné, aí permanecendo de 1966 a 1968, experiência que se projeta em Lugar de Massacre (1975), um dos primeiros romances portugueses a abordar a guerra em África, incluído por Rui de Azevedo Teixeira no grupo dos oito romances obrigatórios, canónicos, da literatura da Guerra Colonial. Essa experiência acabaria por pontuar, sob diversas formas e em diferentes circunstâncias, o conjunto da sua obra.

Entre 1969 e 1971 foi leitor de Português na Universidade Católica de Paris. De regresso a Portugal, lecionou na Faculdade de Letras de Lisboa entre 1971 e 1979. Neste ano rumou aos Estados Unidos como professor visitante da Brown University (Providence), aí permanecendo até 1984; o rasto desse tempo americano é detetável em Imitação da morte e no livro de poemas Temporal.

De seguida ingressou na Universidade dos Açores, onde se doutorou com uma tese sobre Fernando Pessoa, Fernando Pessoa: coração despedaçado, escrito precisamente durante a sua permanência nos Estados Unidos e graças às condições de investigação aí encontradas, como o próprio autor confessa na apresentação da obra; a tese representa a sucessiva expansão de um projeto inicial de recensão crítica a um livro sobre o poeta dos heterónimos. Na Universidade dos Açores foi o responsável pela introdução da cadeira de Literatura Açoriana nos planos curriculares das licenciaturas em Línguas e Literaturas Modernas, da qual foi docente durante alguns anos, e ocupou os cargos de Vice-Reitor e diretor da revista Arquipélago-Línguas e Literaturas, tendo terminado a sua carreira académica como Professor Catedrático.

A sua relação com a imprensa de Lisboa está atestada pela colaboração no suplemento Letras e Artes do jornal República (1972-1974), onde publicou uma boa parte das críticas e ensaios reunidos em Linguagem e Criação (1973), bem como as crónicas de Katafaraum é numa nação (1974). Entre 1973 e 1974 foi ainda crítico literário da Vida Mundial; colaborou igualmente n’A Capital e no Diário de Notícias, prolongando-se a colaboração neste último até fevereiro do ano seguinte. Em fevereiro de 1976 passou a exercer as funções de diretor-adjunto do Jornal Novo.

A partir do início dos anos setenta, como refere Ricardo Jorge, José Martins Garcia torna-se «um dos mais assíduos colaboradores de Fernando Ribeiro de Mello nas Edições Afrodite», onde, aliás, publicou parte da sua obra, a começar por Alecrim, alecrim aos molhos (1974) e a prolongar-se em obras de referência como Lugar de Massacre (1975), A fome (1977) e Revolucionários e Querubins (1977). Além disso, a sua colaboração com Fernando Ribeiro de Mello traduziu-se na escrita de prefácios, na organização de antologias e na tradução, substituindo, com as devidas distâncias, «a conterrânea Natália Correia como referência literária da Afrodite», na opinião de Pedro Piedade Marques.

José Martins Garcia faleceu em Ponta Delgada a 3 de Novembro de 2002.

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