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Le 18 Brumaire De Louis Bonaparte

by Karl Marx
language: french
Publisher: LGF, June of 2007 ‧
7,52€
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Hegel fait quelque part cette remarque que tous les grands événements et personnages historiques se répètent pour ainsi dire deux fois. Il a oublié d'ajouter : la première fois comme tragédie, la seconde fois comme farce. Karl Marx. A chaud, Karl Marx publie, immédiatement après le coup d'Etat du 2 décembre 1851, Le 18 Brumaire de Louis Bona-parte, où il analyse comment des « circonstances étranges » ont permis à un « personnage grotesque » de faire figure de « héros ». Marx se fait ici tout à la fois journaliste, pamphlétaire et surtout théoricien, montrant comment cet événement, résultat de conßits politiques sous-tendus par des luttes économiques, doit aussi être décrypté à la lumière des puissants mécanismes de l'idéologie et des imaginaires sociaux. Ce classique de l'histoire immédiate rend éclatantes, de même que La Guerre civile en France écrite en 1871 à propos de la Commune de Paris, toute l'acuité, la fécondité et l'actualité de la méthode historique dont Marx fut le fondateur. Texte intégral, avec une introduction historique, une introduction philosophique, une chronologie et des notes par Emmanuel Barot et Jean-Numa Ducange.

Le 18 Brumaire De Louis Bonaparte

by Karl Marx

Property Description
ISBN: 9782253082415
Publisher: LGF
Release Date: June of 2007
Language: French
Dimensions: 110 x 178 x 15 mm
Pages: 281
Format: Book
Collection: Classiques De Poche
Categories: Books in French > Fiction > Romance
EAN: 9782253082415

ABOUT THE AUTHOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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