Lanterna Mágica

by Ingmar Bergman
Publisher: Editorial Caravela, January of 1988 ‧
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Ingmar Bergman o realizador genial, o dramaturgo fantástico, o autobiográfico implacável: um abro-prima de sinceridade. Que ninguém fique chocado com certas passagens desta obra.(...) Porque, no fundo, no coração deste homem habita só um deus (bom). Lanterna Mágica comprova-o em absoluto.

Lanterna Mágica

by Ingmar Bergman

Property Description
ISBN: 9789726390084
Publisher: Editorial Caravela
Release Date: January of 1988
Language: Portuguese
Dimensions: 140 x 208 x 16 mm
Cover: Softcover
Pages: 312
Format: Book
Collection: Quase História
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Biographies
EAN: 9789726390084

Lanterna Mágica

Luís

Esta obra reflete memórias amargas do autor Ingmar Bergman, não seguindo uma cronologia e não se preocupa em respeitar uma narrativa os diferentes períodos da sua obra e vida. O cineasta Bergman escreve com sinceridade, onde se denota um espírito amargo e com este testemunho autobiográfico ficamos a conhecer melhor o autor, as seus defeitos e qualidades, suas angústias e medos, onde partilha estas condições nas várias fases da vida, dos conflitos com os pais, discussões com os irmãos, pela indiferença com os filhos e a forma como tratou as mulheres. Esta lanterna mágica Bergman filma descrevendo o abismo insuperável das pessoas.

Cinema

António R

Uma inspiradora biografia de um dos mestres do cinema mundial. Recomendo!

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Ingmar Bergman

Ingmar Bergman nasceu em Upsala, na Suécia, em 1918, filho de um pastor luterano de moral rígida - e que desde muito cedo foi pastor numa importante paróquia de Estocolmo - e de uma mãe dominadora. Criança enfermiça, de imaginação excessiva, Bergman tentou furtar-se, logo que pôde, ao jugo familiar. Consagra-se ao teatro universitário nos anos de 1937 a 1940 e é encarregado pela SF (Svensk Filmindustri) de reescrever argumentos. O seu primeiro argumento original, Tormentos, será rodado em 1944 por Alf Sjoberg, e ele próprio realiza o seu primeiro filme, Crise, em 1945. Foi director do Teatro Municipal de Helsinborg (1944-1945), depois encenador nos teatros de Goteborg (1946-1949), de Malmoe (1953-1960) e, finalmente, no Teatro Dramático de Estocolmo, o teatro nacional sueco, do qual acabaria por se tornar director, entre 1963 e 1966.

Continuando a trabalhar no teatro, filma de preferência no verão, obras como: A Prisão (1948-1949), Monika ou o Desejo (1952), A Noite dos Feirantes (1953), Sorrisos de uma Noite de Verão (1955) - que obtém o Prémio especial do Júri no Festival de Cannes em 1956 - O Sétimo Selo (1956), O Rosto (1958), Através do Espelho (1961), Os Comungantes (1961-1962), O Silêncio (1962), Persona (1965), Gritos e Murmúrios (1971), uma série impressionante de filmes que contêm a sua marca muito pessoal e praticamente todos escritos pelo seu punho. O seu primeiro grande trabalho para a televisão, Cenas da Vida Conjugal (1972), fascina toda a Suécia; desse trabalho foi feita uma versão para cinema em 1974, ao mesmo tempo que Bergman rodava para a televisão a ópera de Mozart, A Flauta Mágica, a que se seguiu Face a Face (1975).

Na sequência de um conflito com o fisco, inutilmente transformado em caso judicial pelas autoridades, Bergman abandona temporariamente a Suécia e instala-se em Munique onde roda O Ovo da Serpente (1976), e depois Da Vida das Marionetas (1979-1980). Na Noruega filma Sonata de Outono (1977). Regressado à Suécia, filma Fanny e Alexandre (1981-1982; obteve seis nomeações para os Óscares de Hollywood e venceu quatro, o que é pouco comum num filme não falado em inglês), que será, anuncia na altura, a sua última criação para o cinema. No entanto, fará ainda alguns trabalhos para a televisão, dos quais Depois do Ensaio (1983) e um pequeno filme consagrado às fotografias feitas a sua mãe, O Rosto de Karin (1986). Continua a trabalhar no teatro como encenador.

Em 1987 publica um ensaio autobiográfico, Lanterna Mágica, seguido, em 1990, de uma análise dos seus filmes: Imagens. Escreve finalmente o romance-argumento As Melhores Intenções, consagrado à vida de seus pais; não é ele quem acaba por realizar esta série para a televisão, mas o realizador dinamarquês Bille August, que obterá, com o filme que foi feito da série, a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1992.

Ingmar Bergman habita actualmente na pequena ilha sueca de Faro, onde vive em quase reclusão, desde a morte da mulher, Ingrid. O actor sueco Erland Josephson, que participou em vários dos seus filmes, é o seu contacto mais regular, mas por telefone. O realizador/encenador/argumentista tem-se dedicado a escrever e encenar peças teatrais ou argumentos para outros filmarem, como foi o caso de "Faithless / Infidelidade", dirigido pela sua actriz-fétiche e também ex-mulher, Liv Ullman, e que estreou no ano passado em Portugal.

Recentemente, dirigiu a peça "Maria Stuart", de Friedrich Schiler. Anuncia-se para Setembro deste ano a rodagem de um filme para televisão, com o título provisório de Anna, que contará com a participação de Liv Ullman e consiste em dez diálogos interligados, recuperando as personagens de Johan e Marianne do clássico "Cenas de um Casamento", que realizou há 30 anos.

Como atrás se disse, o realizador tinha decidido deixar de filmar após a conclusão de "Fanny e Alexandre", mas reconsiderou quando traduzia a peça "Espectros", do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen. Este novo filme vem responder a um desejo inesperado de voltar à realização, e Bergman disse em entrevista ter-se sentido como "Sara, a mulher de Abrãao que se vê grávida na velhice" ao ser dominado por um desejo "estarrecedor e instigante" de voltar a filmar.

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