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Imaginário Júlio Dinis

12 de Setembro de 2021 - 31 de Dezembro de 2022

by Júlio Dinis
Publisher: Documenta, September of 2021 ‧
21,00€
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Dentre os escritores portugueses esquecidos, Júlio Dinis é, possivelmente, o mais famoso. A publicação que temos em mãos, simples, delicada e leve, dá corpo a um apaixonado e refinado trabalho de investigação e de edição, e consubstanciou-se da forma mais eficaz até hoje inventada para se conhecer a obra de um autor: a leitura. Melhor dizendo, a leitura amorosa.

À medida que vamos folheando as mais de 800 páginas deste Imaginário — que preferencialmente deverá ser percorrido dia-após-dia, respeitando a sua organização em forma de diário, mas que também podemos ler de um jacto ou guiados pelo acaso da abertura de página —, vamos (re)descobrindo fragmentos dos sucessivos romances de Júlio Dinis (cujos títulos nos soam sempre estranhamente familiares, como se nos pertencessem), permeados de poemas, trechos de cartas, reflexões do autor e, como se não bastasse, de imagens de pranchas do seu inesperado Herbário, de objectos que possuiu em vida e que velavam a sua escrita, mas também de citações, desenhos ou pinturas de outros autores aparentados em estilo ou em espírito. A organização em palimpsesto desta edição activa, de facto, todo um conjunto de ressonâncias ou de fulgurações que, fatalmente, estimulam a nossa curiosidade de leitor e nos revelam a generosidade e a complexidade de um autor sempre atento àquilo que o rodeava: ávido de viver e de sorver o mundo, desejoso de todas as formas de existência. Joaquim Guilherme Gomes Coelho, conhecido por gerações inteiras e sucessivas de leitores e de não-leitores como Júlio Dinis — e desconhecido de tantos enquanto Diana de Aveleda, o seu pseudónimo de género feminino —, desaparecido aos 32 anos incompletos, deixou-nos fiéis depositários de uma obra extensa que se declina em múltiplos formatos, que se estilhaça em muitos fragmentos — romance, poesia, cartas, crónicas, teatro, um herbário. Mas é nos intervalos desses escritos que reside verdadeiramente o segredo, a magia do seu pensamento e do seu compromisso com o mundo e com os outros, com as pessoas, com os animais e com as plantas; naquilo que liga mas que não se vê, que não se evidencia em positivo mas em negativo: o fôlego, o ânimo. Que possamos agora respirar por ele, reanimando a sua obra. [Nuno Faria]

Imaginário Júlio Dinis

12 de Setembro de 2021 - 31 de Dezembro de 2022

by Júlio Dinis

Property Description
ISBN: 9789899006966
Publisher: Documenta
Release Date: September of 2021
Language: Portuguese
Dimensions: 122 x 173 x 36 mm
Cover: Softcover
Pages: 832
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Other Literary Forms
EAN: 9789899006966

Bom para recordar Júlio Dinis

Fátima L.

Sendo Júlio Dinis o meu autor português favorito, tinha de ter este imaginário com citações das obras dele e outros pensamentos. Acho que este imaginário só peca por não ser perpétuo, mas sim, cingido a um determinado período de tempo.

ABOUT THE AUTHOR

Júlio Dinis

Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu em 1839 no Porto, onde cursou Medicina. Em 1862, diagnosticado com tuberculose, suspende o exercício da profissão e retira-se, durante vários anos, para Ovar e, mais tarde, para a Madeira. Descoberto o encanto da vida rural, mas nunca esquecendo o afã da cidade e a sua burguesia nascente, publica o seu primeiro romance em volume, As Pupilas do Senhor Reitor, em 1867, seguindo-se-lhe Uma Família Inglesa (ambos lançados previamente em folhetins, no Jornal do Porto) e A Morgadinha dos Canaviais, ambos em 1868. No ano seguinte conclui o seu quarto romance, Os Fidalgos da Casa Mourisca, cujas provas tipográficas já não acabará de rever. Marcando a transição entre romantismo e realismo, e influenciado pela leitura dos grandes autores ingleses, como Jane Austen ou Charles Dickens, Júlio Dinis cultiva na sua obra o tratamento cuidado de temas familiares e quotidianos, numa estrutura de desenvolvimento lento, mas de resolução engenhosa. Após uma longa batalha contra a doença, morre prematuramente, aos 31 anos, na cidade que o viu nascer, em 1871.

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