Hinos de Hölderlin

by Martin Heidegger
Publisher: Instituto Piaget, April of 2004 ‧

Desde as origens, a filosofia, procurando determinar a sua própria via, nunca pode afastar-se, completamente, da poesia. Platão, banindo os poetas da sua cidade ideal, foi o primeiro a servir-se dela em Homero, a alimentar de poesia o seu estilo. Os quatro textos reunidos por Heidegger obedecem a uma vontade de exploração da ligação e da relação que, para além do encontro entre uma filosofia e uma poesia ? onde a interpretação filosófica convoca a poesia a título de instrumento ao serviço de objectivos que lhe são próprios ? foram sempre estabelecidos no tecido próprio da linguagem. Presas à fonte original do sentido, a concepção teórica e a concepção poética são vizinhas e por vezes indistintas. A interpretação filosófica de Heidegger procura então encontrar na poesia de Hölderlin o que o poeta soube, mais originalmente do que o pensador, da história do ser, numa intimidade menos invadida pelo discurso da metafísica. A humildade do pensamento vê assim desenvolver-se, perante a sua paciência, a riqueza de um jorro original.

Hinos de Hölderlin

by Martin Heidegger

Property Description
ISBN: 9789727713486
Publisher: Instituto Piaget
Release Date: April of 2004
Language: Portuguese
Dimensions: 159 x 233 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 284
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Philosophy
EAN: 9789727713486
Recommended Minimum Age: Not applicable

ABOUT THE AUTHOR

Martin Heidegger

Martin Heidegger (1889-1976), filósofo alemão, nasceu em Messkirsh, uma pequena cidade católica a norte do lago de Constância, em Baden.
Na Universidade de Friburgo, de 1909 a 1913, fez estudos de Teologia, Filosofia e Ciências.
A sua dissertação de fim de curso foi sobre A doutrina do juízo no psicologismo e demonstra o seu interesse pelas Investigações lógicas de Husserl, de quem foi assistente e amigo e a quem dedicou a redação da sua obra mais célebre, Ser e Tempo, escrita na sua pequena casa de Todtnautberg, na Floresta Negra, e publicada em 1927.
Depois de suceder a Husserl na cátedra de Friburgo, em 1933, quando os nazis tomam o poder, aceita o cargo de reitor da universidade, mas demite-se um ano depois.
A sua adesão ao partido nacional-socialista é objeto de controvérsias.
Suspenso das suas funções de professor em 1945 pelas autoridades das forças de ocupação, pronuncia conferências.
Vendo a sua influência aumentar progressivamente, foi readmitido em 1951 e lecionou até 1957 como professor jubilado.

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