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Gabriela, Cravo e Canela

100 Anos - 1912-2012

by Jorge Amado
Publisher: Dom Quixote, June of 2012 ‧
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Gabriela, a mulata com a cor da canela e o cheiro do cravo, ficará na literatura como uma formosa figura de mulher, simples e espontânea, acima do Bem e do Mal. Com o seu inigualável lirismo e inspiração poética, Jorge Amado cria personagens inesquecíveis, e o comovente romance de amor do árabe Nacib e da mulata Gabriela coloca-os, sem dúvida, na galeria dos amantes da História da Literatura. Mas Gabriela, Cravo e Canela é mais do que a história de amor do árabe Nacib e da sertaneja Gabriela. É a crónica de uma pequena cidade baiana, Ilhéus, quando passava por bruscas transformações, por volta do ano de 1925. A riqueza trazida pelo cacau possibilitara o desenvolvimento urbanístico e o progresso económico, transformando profundamente a fisionomia da cidade. Pouco evoluíam, no entanto, os costumes dos habitantes, imperando, naquele cenário de violência, a lei dos mais fortes - os fazendeiros - que tendo a seu trabalho os jagunços, impunham o domínio do ódio e do terror. Sensual e inocente, sábia e pueril, a cozinheira Gabriela conquista não apenas o coração de Nacib e de uma porção de ilheenses, mas também o de leitores de vários países e gerações. Levada para a televisão, a sua história transformou-se numa das telenovelas brasileiras de maior sucesso pelo mundo fora. No cinema, o papel de Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e o de Gabriela por Sônia Braga, como já acontecera na novela.

Gabriela, Cravo e Canela

100 Anos - 1912-2012

by Jorge Amado

Property Description
ISBN: 9789722050364
Publisher: Dom Quixote
Release Date: June of 2012
Language: Portuguese
Dimensions: 155 x 236 x 28 mm
Pages: 464
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722050364

Muito bom

Sandra Chaves

Uma história que vai além de amor e sensualidade. Que sentimos como se tivéssemos sido conduzidos pela mão de Jorge Amado por entre ruas, casas, bares e praças de Ilhéus. É escutar os cochichos, os risos e escândalos locais. Este é, mais do que qualquer outra coisa, um livro sobre progresso. Essa obra é sobre um momento de ruptura da sociedade, onde não há mais espaço para o coronelismo, a violência e o moralismo que sufoca as mulheres. É uma história forte e que toca em pontos muito importantes da sociedade brasileira e como ela foi estruturada. É sobre a exploração do nordeste, sobre as dificuldades dos retirantes, sobre o papel da mulher e sobre a importância da cultura para uma sociedade ser considerada prósprera. Ao mesmo tempo que aborda tudo isso, Jorge Amado tem uma escrita absurdamente leve, engraçada e simples. É uma delícia ler esse livro e claro super indico

Cativante e envolvente

Carmen Franco

Adorei reviver esta história já conhecida das telenovelas, cativante, envolvente e muito bem disposta. Prendeu-me do inicio ao fim.

Obra a não perder

CLARINDA ROSA FARIA

Bem ao jeito de Jorge Amado, este livro mostra o realismo do quotidiano, os cheiros, as cores de toda uma realidade. A não perder!

Escrita cativante

Fernanda Paisana

Uma história interessante retratada num livro que se devora porque tem uma escrita cativante. História essa que me prendeu apesar de já a conhecer e de ter visto as duas últimas versões do livro em novela.

Leitor

José Maria Ribeiro

É muito melhor que a telenovela!

ABOUT THE AUTHOR

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética... regressando entretanto ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de "Prémio Internacional da Paz". Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano, o que vai superar a vertente política. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) em que o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, "apenas um baiano romântico, contador de histórias". "Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...", como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.

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