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Filho da Mãe

by Hugo Gonçalves
Book eBook
Publisher: Companhia das Letras, March of 2022 ‧
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Um texto autobiográfico, tão comovente quanto surpreendente, sobre o que é crescer sem mãe. Lê-se como um romance mas é feito de vida.

Perto de fazer quarenta anos, Hugo Gonçalves recebeu o testamento do avô materno dentro de um saco de plástico. Iniciava-se nesse dia uma viagem, geográfica e pela memória, adiada há décadas. o primeiro e principal destino: a tarde em que recebeu a notícia da morte da mãe, a 13 de Março de 1985, quando regressava da escola primária.

Durante mais de um ano, o escritor procurou pessoas e lugares, resgatando aquilo que o tempo e a fuga o tinham feito esquecer ou o que nem sequer sabia sobre a mãe. Das férias algarvias da sua infância aos desgovernados anos de Nova Iorque, foi em busca dos estilhaços do luto a cada paragem: as cassetes com a voz da mãe, os corredores do hospital, o colégio de padres, uma cicatriz na perna, o escape do amor romântico, do sexo e das drogas ou uma road trip com o pai e o irmão. Sem saber o que iria encontrar na viagem, o autor percebeu, pelo menos, uma coisa: quem quer escrever sobre a morte acaba a escrever sobre a vida.

Esta é uma investigação pessoal, feita através do ofício da escrita, sobre os efeitos da perda na identidade e no caráter. É um relato biográfico —tão íntimo quanto universal —sobre o afeto, as origens, a família e as dores de crescimento, quando já passámos o arco da existência em que deixamos de fantasiar apenas com o futuro e precisamos de enfrentar o passado. É também, inevitavelmente, uma homenagem à figura da mãe, ineludível presença ou ausência nas nossas vidas.

Finalista dos Prémios Literários PEN Clube e Fernando Namora.
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O amor também se lê: 7 Livros para celebrar as mães

Uma mãe é mãe toda a vida e todos os dias da semana. Por isso, para assinalar a data que celebra as mães, agarre já nestes 7 livros que lhe sugerimos. Para si, e para todas as mães! Birras de Mãe, de Isabel Stilwell e Ana Stilwell Isabel e Ana Stilwell, mãe e filha respetivamente, estão de volta para refletir sobre educação, parentalidade e os inevitáveis choques entre gerações. Em Birras de Mãe, uma avó/mãe (que também é sogra) e uma mãe/filha trocam cartas francas e divertidas, onde partilham medos, irritações, mal-entendidos, raivas… e, de vez em quando, momentos de perfeita sintonia. São retratos francos das guerras de uma avó e uma mãe, que nada devem ao politicamente correto. Lançaram este livro na esperança de que quem as leia, avó, mãe ou filha adulta, sinta que é de si que falam. Leia, e vai ver que como alcançaram tão bem este objetivo. QUERO LER! » As Cinco Mães de Serafim, de Rodrigo Guedes de Carvalho Em 1923, numa casa de elite da Foz do Douro, nasce Maria Virgínia Landim da Silva, que desde cedo revela uma personalidade forte. Cem anos depois, em 2023, o maestro Miguel Serafim, seu filho, prepara-se para reencontrar um amigo de juventude que não vê há décadas. O reencontro é emotivo — juntos, vão organizar uma celebração muito especial. A narrativa desenrola-se ao longo de um século, entrelaçando paixões, fé e mentiras, com personagens marcantes envolvidas em juras, traições e segredos profundos. Entre o Porto, Minho, Galiza e Trás-os-Montes, a história atravessa memórias dolorosas e a força da amizade de três amigos de infância, mostrando a amizade pode ser outra forma de amor, ou de família. QUERO LER! » Mãe, Contas-me a Tua História?, de Elma van Vliet Quando a mãe de Elma van Vliet adoeceu, ela percebeu o quanto ainda desconhecia sobre a vida dela. Decidiu então criar um caderno com perguntas, para que a mãe pudesse partilhar as suas memórias e histórias marcantes. E daí nasceu este livro, que é uma forma de cada um conhecer melhor a sua mãe. Com espaço para escrever, colar fotografias e guardar o que quiser, torna-se um presente verdadeiramente especial que, na verdade, é feito para ser devolvido. Entregue-lho em branco, para que o preencha, e depois lho devolva, cheio dos verdadeiros tesouros de família: as memórias partilhadas. QUERO LER! » Filho da Mãe, de Hugo Gonçalves Perto dos quarenta anos, Hugo Gonçalves recebe o testamento do avô materno e inicia uma viagem há muito adiada — à memória, ao luto, e à tarde em que soube da morte da mãe, em 1985, quando regressava da primária. Ao longo de um ano, percorre lugares e reencontra vozes, objetos e recordações perdidas. Entre férias de infância, Nova Iorque, cassetes antigas e viagens com o pai e o irmão, esta busca íntima mostra que escrever sobre a morte é, no fundo, escrever sobre a vida. Um texto autobiográfico comovente e surpreendente sobre crescer sem mãe, que se lê como um romance mas nasce da vida real. Um relato pessoal e universal sobre identidade, perda, afeto e a figura da mãe. QUERO LER! » Tu Não És como as Outras Mães, de Angelika Schrobsdorff Quando jovem, Else prometeu viver intensamente e ter um filho com cada homem que amasse. Tu Não És Como as Outras Mães acompanha os homens da sua vida — maridos, amantes, companheiros — e os seus três filhos: Peter, Bettina e Angelika, a autora deste livro. Entre a Primeira Guerra Mundial, os anos vinte e o exílio na Bulgária, Else vive uma vida marcada por relações pouco convencionais e experiências fora das normas. Figura central e arrebatadora, acaba por cometer um erro trágico ao tentar proteger os filhos escondendo-lhes a verdade — e, sem querer, desencadeia a ruína da sua família. QUERO LER! » Todos estes livros oferecem mais do que histórias. Desafiam os limites impostos por géneros e pela estrutura tradicional do romance, e abrem caminho a novas formas de ler e de escrever. Afinal de contas, é bom existirem livros que nos obrigam a reorganizar prateleiras. Há Mães Muito Piores do que Tu, de Glenn Boozan Um livro hilariante e reconfortante para todos, porque todos nós estamos a fazer o melhor que podemos, e o mundo natural está cheio de mães piores do que tu! Veja-se a mãe girafa: parece muito querida, mas mal o bebé nasce dá-lhe logo um empurrão. E o que dão as mães coaas aos seus fihotes? Cocó, literalmente. Já a mãe panda, se tiver gémeos, provavelmente escolhe só um para criar. E a mãe hámster? Bom… às vezes tem demasiada fome e come os filhos. Um livro recheado de histórias verídicas do mundo animal que vão fazer-te rir, arregalar os olhos e, acima de tudo, perceber que estás a ser uma mãe espetacular. QUERO LER! » Mãe Fora da Caixa, de Thaís Vilarinho Ser mãe é estar sempre ocupada, ouvir choros imaginários, cuidar do filho antes de ir à casa de banho e andar com o cabelo num carrapito eterno. Thaís Vilarinho escreve, em Mãe Fora da Caixa, um retrato realista e sem filtros da maternidade — noites mal dormidas, pijamas com nódoas e pouco tempo para tudo. Entre textos íntimos e partilhas de convidados, há espaço para colo, empatia e humor. Ser mãe não é fácil, mas é mais leve quando não nos sentimos sozinhas. Uma visão sem filtros que estará em breve no cinema. QUERO LER! »

Filho da Mãe

by Hugo Gonçalves

Property Description
ISBN: 9789897845352
Publisher: Companhia das Letras
Release Date: March of 2022
Language: Portuguese
Dimensions: 147 x 234 x 17 mm
Cover: Softcover
Pages: 240
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789897845352

Mãe: nome da paixão da ausência

José Vieira

Hugo Gonçalves é uma das melhores e mais consistentes vozes da literatura portuguesa atual. Este romance autoficcional retrata - sem condescendências e sentimentalismos - a morte da mãe e o longo processo de luto. A escrita deste livro torna-se, assim, uma outra forma de o protagonista tentar compreender melhor o seu passado aos olhos do presente, sendo a ausência da mãe a mais garrida das presenças.

Incrível

Joana Lírio

Li este livro numa época particularmente complicada para mim e apesar do tema ser denso e pesado, este livro consegue evitar armadilhas de dramatismos e lugares-comuns, e elevar esta obra a uma coleção de memórias em busca da mãe, morta prematuramente com um cancro. O Hugo Gonçalves tem o condão de nos apresentar o seu ponto de vista, as suas recordações imperfeitas e os esforços olvidados para conhecer melhor a mãe, mas de alguma forma, consegue deixar-nos uma impressão duradoura dela, sem no entanto nos contar muito sobre ela. É a memória que prevalece, o amor, o carinho. Há algo quase de sobrenatural nestas páginas. Não podia recomendar mais

Comovente

Rita Oliveira

Gostei muito deste livro. Um relato na primeira pessoa sobre o que é crescer sem mãe desde os 8 anos de idade. E também uma busca pelas suas memórias, tentando reconstruir uma imagem que era frágil e que com os anos se foi esfumando mais. Comovente.

Um livro muito forte!

Tiago Ribeiro

Um livro lindíssimo e muito forte, uma história biográfica trágica e bonita ao mesmo tempo.

Um relato honesto em busca de uma memória perdida

Joana Lírio

Não sei como definir o quanto adorei este livro. Num relato cru e intenso, mas desprovido de sentimentalismo, Hugo Gonçalves mergulha nas memórias da família e tenta reconstruir a história da sua mãe, Rosa Maria, que morreu quando o autor tinha apenas 8 anos, e ao mesmo tempo, procurar compreensão acerca do seu próprio percurso, definido por esta tragédia tão precoce. Um testemunho intenso que nos deixa a certeza de que após a morte, transformamo-nos em histórias. Não poderia recomendar mais.

Um murro no estômago

Catarina

Comprei este livro pela sinopse, pois achei que seria interessante e intenso e realmente foi. Aborda temas sensíveis, como o luto e a perda, e mostra-nos a realidade do autor. Confesso que houveram páginas de cortar a respiração e com descrições muito intensas. Sem dúvida, um livro e leitura obrigatória onde se o autor se questiona sobre quem é depois da morte mãe e onde vivemos com ele a sua viagem de autodescoberta.

O silêncio da ausência

Susana

O autor demonstra uma sensibilidade incrível ao abordar um tema delicado. O livro não é apenas sobre a perda da mãe, mas também sobre a jornada de autoconhecimento do autor. É uma reflexão profunda sobre a identidade, as memórias e o significado da vida. Um convite a valorizar as nossas memórias, mesmo as mais dolorosas.

A ausência de uma mãe… quem sou eu?

Mari Gio

O autor do livro, Hugo Gonçalves, por volta dos quarenta anos, sente a necessidade de escrever sobre o seu passado para parar de fugir à ausência de sua mãe desde os seus oito anos de idade… quer lembrar-se da sua voz mas não consegue… crê que o amor deverá ter existido na mesma e condena-se a si próprio por não se ter despedido… nessas memórias descobre que a alegria também foi possível ser encontrada nos momentos difíceis… escutei algures que os vivos fecham os olhos aos mortos e que os mortos abrem os olhos aos vivos… valorizar a vida é essencial porque ela é finita… gostei muito da história e da escrita :)

ABOUT THE AUTHOR

Hugo Gonçalves

Hugo Gonçalves (1976) é autor de vários romances.
Na Companhia das Letras, estão publicados Revolução (vencedor do Prémio Fernando Namora e semifinalista do Prémio Oceanos), Deus Pátria Família (semifinalista do prémio Oceanos), Filho da mãe (finalista dos prémios P.E.N. Clube e Fernando Namora), O coração dos homens e Enquanto Lisboa arde o Rio de Janeiro pega fogo.
Guionista da série Rabo de Peixe (Netflix), foi correspondente de diversas publicações portuguesas em Nova Iorque, Madrid e no Rio de Janeiro, cidade onde trabalhou como editor literário.
Jornalista premiado e cronista, é um dos criadores do podcast Sem barbas na língua.

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