Fátima

by António Botto
Publisher: Quasi Edições, June of 2008 ‧
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Em 1955, António Botto publicou Fátima. Poema do Mundo. Fê-lo no Brasil, no âmbito do XXXVI Congresso Eucarístico, o que dá a medida da profunda crise de religiosidade que o acompanhou nos últimos anos de vida. Se nos lembrarmos que a reunião dos seus contos para a infância, em 1942, assumira o beneplácito explícito da hierarquia da Igreja — «Aprovados em Portugal por Sua Eminência o Cardeal Patriarca», lê-se no frontispício do volume —, Fátima surge como corolário dessa revisão de vida e obra. Com efeito, neste poema, o esteta sensualista de Pequenas Esculturas (1925) dá lugar ao crente face à expiação, alguém que, vamos supor, tendo lido Heidegger, sabe que o homem «não está apenas carregado de erros, está em falta». Também do ponto de vista formal a mudança foi nítida, uma vez que Fátima cede às exigências da métrica tradicional. Refira-se, a título de curiosidade, que o autor assinou a obra como António Boto, com supressão do duplo t, como optara por fazer desde que em 1947 se expatriou no Brasil.
Edição e cronologia de Eduardo Pitta.

Fátima

by António Botto

Property Description
ISBN: 9789895523306
Publisher: Quasi Edições
Release Date: June of 2008
Language: Portuguese
Dimensions: 159 x 235 x 7 mm
Cover: Softcover
Pages: 76
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789895523306

ABOUT THE AUTHOR

António Botto

António Botto nasceu em 1897, na Concavada (Abrantes), e faleceu em 1959, no Rio de Janeiro (Brasil).
Ainda muito novo, foi viver para Lisboa com os seus pais e foi aí que cresceu e viveu grande parte da sua vida.
Botto foi aspirante a ator, ajudante de livraria e escriturário da Função Pública, de onde foi despedido por razões que no fundo tinham que ver com a sua homossexualidade assumida.
Escreveu poesia, contos e teatro, tendo publicado inúmeras obras, sendo a mais conhecida – e também a mais controversa – Canções, obra de poesia homoerótica publicada em 1921 que causou grande agitação nos meios conservadores da época, ficando associada à polémica da chamada «literatura de sodoma», e que veio a ser proibida.
Fernando Pessoa era seu amigo e António Botto foi o autor sobre quem Pessoa mais escreveu e elogiou, tendo sido seu prefaciador, crítico literário, tradutor e editor.
António Botto teve um papel fundamental na História da poesia portuguesa do seu tempo, marcando-a com um lirismo poético muito próprio.

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