Expropriation Originelle (L')

by Karl Marx
language: french
Publisher: NUITS ROUGES, November of 2001 ‧
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Les fameux derniers chapitres du livre i du capital, consacrés à l'accumulation initiale et à la théorie de la colonisation, qui forment un véritable traité de la violence par laquelle le capitalisme s'est assuré la position dominante sur les ruines de la féodalité, sont publiés ici sous l'intitulé, suggéré par marx lui-même, de l'expropriation originelle. Pour en faciliter la lecture, on a intégré dans le corps du texte la plupart des nombreuses notes de bas de page. Ce surgissement du capitalisme, marx le situe dès avant le pillage des métaux précieux de l'amérique par les puissances hispaniques, au xve siècle. le processus aurait débuté en fait à la fin du moyen age avec l'accaparement des terres par la noblesse et la bourgeoisie, alliées pour arracher aux travailleurs les maigres outils de production dont ils disposaient. Opération " menée avec un terrorisme impitoyable ". une chose est sûre : hier comme aujourd'hui, ici comme partout, si " la propriété, c'est le vol ", le capital, c'est le crime.

Expropriation Originelle (L')

by Karl Marx

Property Description
ISBN: 9782913112155
Publisher: NUITS ROUGES
Release Date: November of 2001
Language: French
Pages: 120
Format: Book
Collection: Chemins De Traverse Nuits Rouges
Categories: Books in French > Social Sciences and Humanities > Philosophy
EAN: 9782913112155

ABOUT THE AUTHOR

Karl Marx

Filósofo alemão nascido em Trèves (Renânia) em 1818. Acerca dele se afirmou: «No século dezanove foi o pensador que teve, de longe, a influência mais direta, deliberada e poderosa sobre a Humanidade» (Isaiah Berlin). Sensível aos problemas sociais da época, foi influenciado pelas doutrinas do socialismo utópico de Saint-Simon, Charles Fourier e Robert Owen e pelas teorias da economia política de Adam Smith e David Ricardo, que tentou superar.
O pensamento de Marx define-se essencialmente em oposição ao idealismo hegeliano, embora dele retome a conceção dinâmica da realidade e os princípios da dialética, reinterpretando-os à luz de uma conceção materialista. A crítica fundamental que faz a Hegel é a de que este apenas se apercebeu do desenvolvimento espiritual abstrato, quando a ideia não é mais que «a matéria, trasladada e transformada na cabeça do homem», provocando, simultaneamente, uma inflexão no agir filosófico, afastando-o do domínio puramente teorético para o inserir na esfera da intervenção prática - «até ao presente, os filósofos só se têm preocupado com a interpretação do mundo segundo várias óticas. Todavia, o problema está em ser capaz de o transformar».

Recusando a transposição hegeliana do facto empírico para o plano metafísico, defende que não é a consciência do homem que determina o seu ser, mas o seu ser social que determina a consciência. É a partir dessa premissa que Marx constitui o sistema do materialismo histórico, segundo o qual os processos económicos estão na base de toda a evolução da humanidade, considerando todas as restantes manifestações socioculturais como meras superestruturas ideológicas, estritamente determinadas pelas relações de produção vigentes.
A história das sociedades é encarada como um longo processo dialético em que as classes oprimidas, vítimas de relações de produção desiguais, se revoltam contra as classes dominantes, instaurando uma nova ordem económica. A luta de classes percorre, portanto, todo o devir da humanidade, desde a antiguidade (sociedade esclavagista em que se opõe ao homem livre o escravo), passando pela sociedade feudal (oposição entre suserano e servo), até à sociedade capitalista, na qual a revolução do proletariado, através da abolição da propriedade privada e da coletivização dos meios de produção, suprimirá todos os antagonismos, instaurando o comunismo e a sociedade sem classes.

Marx debruçou-se em particular sobre a formação e a essência do capitalismo considerando que este se fundamenta numa apropriação indevida da mais-valia gerada pelo trabalho numa lógica de acumulação e concentração de riqueza que deixa completamente de lado a função social do trabalho e reduz o proletariado a um estado de alienação em que o trabalho deixa de ser um fator de realização pessoal. A religião, que classifica como «ópio do povo», associa-se a esse processo de alienação, prometendo aos proletários uma satisfação extramundana em troca da sua submissão à ordem estabelecida.
Marx morreu em Berlim em 1883. O seu sistema, desenvolvido em grande parte em colaboração com Friedrich Engels (1820-1895) e imbuído de objetivos sociais reformistas e emancipadores, marcou decisivamente toda a filosofia política contemporânea.

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