Era Uma Vez em Goa
SYNOPSIS
Graham é um cidadão britânico que chega a Goa com escassos recursos e por meios pouco ortodoxos, antecipando-se às ondas hippies que encontrarão na Índia o reduto místico por excelência. Sistematicamente confundido com um perigoso infiltrado português, Graham terá de sofrer rocambolescos encontros, desencontros e aventuras até vislumbrar os sentidos possíveis da complexa cultura goesa. De caminho, cruza-se com personagens de origens contrastantes, desde o inusitado «hoteleiro» da praia de Anjuna até ao grande escritor e outrora espião britânico, o seu homónimo Graham Greene.
EXCERPTS
«Houve uns poucos de anos em que
a minha vida foi invulgar. No dia
28 de Outubro de 1963, mais ou
menos no princípio
desse período,
cheguei à fronteira norte do território
de Goa e depois de passar pela
habitual confusão atabalhoada com
passaporte e visto comecei a ver as
coisas
complicarem-se porque havia
soldados e metralhadoras por todos
os lados. Pensei em revoluções,
em guerras civis e no facto de que
alguém podia ter feito o favor de me
avisar disso em Bombay, onde tinha
apanhado o autocarro para Goa. [...]
É disto que eu me vou recordar melhor
em Goa: a voz em concanim a contar
histórias estranhas, o uivo dos cães
selvagens a descer dos montes, a
luz dourada do poente no arrozal, o
sentimento de profunda paz campestre.
A industrialização acabará por chegar.
Abriu um departamento
do turismo
em Pangim e há grandes praias à espera de grandes hotéis enquanto
mesmo do outro lado das montanhas
reina a enorme pobreza do
subcontinente, pronta para se espalhar
por toda a costa logo que as barreiras
sejam levantadas.
Portugal ajudou a formar o carácter
especial de Goa e este pode sobreviver
a Portugal durante um ano ou dois.
Mas não é possível pendurar um
crânio na entrada de Goa para afastar
o mau-olhado. Não admira que até nas
grandes
casas da Goa jesuíta tenhamos
uma sensação de impermanência.
Há pó
sobre a mobília, nos melhores quartos
empilham-se malas no chão com um
pequeno saco de viagem
em cima. É
como se a família não tivesse tido tempo
de desfazer as malas e já se aproximasse a
hora de partir.»
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789896712457 |
| Publisher: | Tinta da China |
| Release Date: | February of 2015 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 147 x 203 x 21 mm |
| Cover: | Hardcover |
| Pages: | 360 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Travel Literature
|
| EAN: | 9789896712457 |
REVIEWS
Goa
Luís
Um livro que nos faz mergulhar pela essência de Goa. Um maravilhoso pedaço literário.
Estar em Goa
Ana Martins
Para conhecer ou reconhecer as vivências de um viajante na magia da Índia Portuguesa.
Sociedade Goesa
Maria Amado
obra de ficção que faz a ligação de um passado, em que o autor era ainda muito criança, para uma vida de adulto, talvez muito imaginada na vida do seu próprio pai, em época diferentes da sociedade e da política, com ênfase na sociedade Goesa e a sua relação com os Colonos Portugueses. Aconselho a sua leitura!
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