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Entrevistas

by André Breton
Publisher: Antígona, July of 2022 ‧
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Em 1952, a voz de André Breton entrava ao serão nos lares franceses pelas ondas da rádio. No rescaldo do seu regresso dos EUA, onde se refugiara até 1946, durante a invasão nazi do seu país, concedia ao jornalista André Parinaud, da RTF, as dezasseis entrevistas radiofónicas aqui reunidas, a par de outras dadas à imprensa mundial entre 1941 e 1952.

Nelas um inventor fala da sua invenção - o surrealismo como uma das aventuras mais fascinantes na marcha do tempo, que influenciou a literatura, as artes e a nossa visão do mundo -, reavivando-lhe a história, sopesando-lhe as muitas rupturas e aspirações, vicissitudes e figuras-chave, entre as quais Tristan Tzara, Paul Éluard e Louis Aragon.

Em plena Guerra Fria, quando a arte comprometida e as inquietações do tempo sufocavam a vida intelectual europeia e reivindicavam o monopólio da revolução social, sem deixar vir à tona formas emancipadoras de criação, André Breton defendia a actualidade, a pertinência e a vitalidade (e até a salutar necessidade) do surrealismo, contra quem ciclicamente lhe anunciava a morte e o hostilizava.

Entrevistas

by André Breton

Property Description
ISBN: 9789726084181
Publisher: Antígona
Release Date: July of 2022
Language: Portuguese
Dimensions: 135 x 212 x 20 mm
Cover: Softcover
Pages: 378
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789726084181

ABOUT THE AUTHOR

André Breton

«Papa do surrealismo» para muitos dos seus detratores e um dos principais teorizadores desta corrente, André Breton (1896-1966) sempre se norteou pelo desdém pelas convenções literárias e sociais. Constrangido a estudar Medicina quando a poesia já se apoderara do seu coração, foi influenciado por Guillaume Apollinaire, Louis Aragon e Paul Éluard. O inconsciente e a loucura interessaram-lhe como fontes criadoras e bebeu de Freud para desenvolver a técnica da escrita automática, que viria a experimentar em Les Champs magnétiques (1920). Em 1924, publicou o Manifesto Surrealista, assumindo no ano seguinte a direção da revista La Révolution surréaliste. Após o exílio nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, regressou a Paris, onde se opôs ao colonialismo francês.

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