10% OFF

Dona Flor e os Seus Dois Maridos

by Jorge Amado
Publisher: Dom Quixote, March of 2018 ‧
24,90€
10% OFF CARD
IN STOCK -
free shipping
Florípedes, mais conhecida por dona Flor, divide o seu tempo entre a direcção da conceituada Escola de Culinária Sabor e Arte, muito apreciada pelas senhoras da sociedade, e o seu casamento com Vadinho, irremediável boémio. A sua vida muda quando Vadinho morre num domingo de Carnaval, a dançar samba mascarado de baiana. Em sete anos de casamento, dona Flor sofrera com o comportamento desregrado de Vadinho, mas amava-o.

Porém, vendo-se viúva aos trinta anos, com o desejo do corpo a incendiar-lhe o recato da alma, acaba por casar-se com o pacato e respeitável farmacêutico Teodoro Madureira, em tudo oposto ao seu defunto marido.
Cerimonioso e equilibrado, Teodoro vive para a farmácia e para os ensaios de fagote. Flor é feliz, mas sente um vazio que não sabe definir. Certa noite, para seu espanto e desassossego, dona Flor encontra Vadinho nu, deitado na cama, rindo e acenando-lhe - o seu primeiro marido tinha regressado do outro mundo para a atormentar, como sempre fizera em vida.

A partir daí, o fantasma do malandro passa a viver com o casal, formando um singular triângulo amoroso. Dividida entre os seus dois maridos, dona Flor vai travar uma espantosa batalha entre o espírito e a matéria.
LivrosComMortos_wookacontece 640.jpg

Livros com mortos

Vamos começar a bem e a seguir vamos piorando. Quem se meter nisto não diga que não avisei. A casa assombrada da minha avó Comecemos com um livro fofinho para crianças. Ainda por cima, é daqueles em que dá para destapar janelas – ainda que a capa alerte para que o leitor não o faça. Mas claro que ninguém compra um livro para lhe ler só a metade. Aqui, temos a história de um menino que visita a avó uma vez por mês. A casa é cor-de-rosa, contrastando com o ambiente de outono à volta, de cores apagadas. Lá dentro, o rapaz procura a avó, mas nada dela. Através de um alçapão, chega à arrecadação, e é lá que estão sombras passadas. No jardim secreto da avó, mais meia dúzia de fantasmas, todos nas vidas – mortes – deles sem chatearem ninguém. Dá gosto vê-los sossegados, ver que, na morte, não há preocupações com contas da luz e IRS. E a avó, enfim, feita bruxa, lá é encontrada verde, de chapéu pontiagudo, junto ao caldeirão. COMPRO NA WOOK! » Dona Flor e os seus dois maridos Este é mórbido – e por isso mesmo é divertido. Há coisas que só podiam vir da cabeça de Jorge Amado. Aqui, lá se começa com a vida real: dona Flor, bem comportadinha, casa com Vadinho, mal comportadão. Já se adivinha uma vida de misérias, mas, para sermos cínicos, a coisa corre bem, e Vadinho morre logo à cabeça da narrativa. Param ali os sete anos de um casamento que era um tormento: boémio, o tipo andava aqui e ali sem saber regar bem o amor em casa. Ora, viúva aos 30 anos, dona Flor lá casa com Teodoro, este sim, meio sem sal, mas melhor material para casar. Não há o perigo que havia com Vadinho, a vida é tranquila, mas isto é literatura. Por isso, num belo dia, Vadinho, regressado dos mortos, está despido na cama à espera dela. É o pior triângulo amoroso de sempre: mulher, marido vivo e o fantasma do marido morto. Espécie de necrofilia sem cadáver. COMPRO NA WOOK! » Psicopatas portugueses – livro segundo Eu avisei que isto ia piorar. Depois de 13 casos, descritos num primeiro volume, vieram mais 13. Parece que todos competem para ver qual é o pior. É coisa para não se ler à noite, em parte porque já nasce do mais escuro que há na vida. Ao ler, até custa pensar que isto existiu mesmo, que não foi devaneio autoral, que não foi imaginação sem sangue. Há muita vida ao contrário neste livro, incluindo um homem que cometeu um triplo homicídio, uma mulher que matou a mãe e queimou o corpo, duas irmãs que – santo deus, até faz doer o estômago – mataram um recém-nascido, e o assassinato brutal de Carlos Castro às mãos de Renato Seabra, estas que também lhe arrancaram os testículos. Enfim, é tudo horrendo, e a prosa é limpa, deixando o horror mais evidente. COMPRO NA WOOK! » A Minha Irmã é uma Serial Killer Um bocado de ficção só para desenrolar. É macabro na mesma, mas a ficção consegue dar um alívio cómico. Ainda por cima, lê-se como quem come batatas fritas. Neste romance, Braithwaite põe Koreda a contar a história de Ayoola, a sua irmã mais nova. Toda jeitosa, Ayoola é desejada por vários, e é ainda absolutamente fútil. Gosta de festas, de se maquilhar, da diversão rápida da música, de dormir até tarde, de seduzir homens bonitos e ricos – e de os matar a seguir. Resumindo: como pessoa, não é lá grande espingarda. Mas que pode fazer a irmã senão amá-la, se está habituada a isso desde que a viu nascer? De página em página, lá dá por si a encobrir os crimes da irmã. Talvez, a cada morto, julgue que é o último. Talvez acredite que não voltará a limpar o local de um crime. O problema – e que problema – é que um dia Ayoola começa a dar conversa ao homem por quem Korede está apaixonada. E agora? Mais um morto? COMPRO NA WOOK! »

Dona Flor e os Seus Dois Maridos

by Jorge Amado

Property Description
ISBN: 9789722064583
Publisher: Dom Quixote
Release Date: March of 2018
Language: Portuguese
Dimensions: 157 x 241 x 32 mm
Cover: Softcover
Pages: 512
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789722064583

Romance delicioso.

Filipa Allen

Com um ambiente tão típico de Jorge Amado, um romance repleto de momentos divertidos e personagens inesquecíveis. Gostei muito!

um livro eterno

rita dias

sendo talvez menos conhecido que a famosa "Gabriela", este livro é delicioso não só pela história caricata como pelas personagens sempre divertidas e muito malandras!aconselho vivamente para quem quer passar uma boa tarde e relembrar esta escrita tão fluída de Jorge Amado.

Clássico

CP

Um clássico, bom de reviver

ABOUT THE AUTHOR

Jorge Amado

Jorge Amado nasceu em Pirangi, Baía, em 1912 e faleceu a 6 de agosto de 2001. Viveu uma adolescência agitada, primeiro, na Baía, no início dos seus estudos, depois no Rio de Janeiro, onde se formou em Direito e começou a dedicar-se ao jornalismo. Em 1935 já se tinha estreado como romancista com O País do Carnaval (1931), Cacau (1933), Suor (1934), seguindo-se Terras do Sem Fim (1943) e S. Jorge dos Ilhéus (1944). Politicamente de esquerda, foi obrigado a emigrar, passando por Buenos Aires, onde escreveu O Cavaleiro da Esperança (1942), biografia de Carlos Prestes, depois pela França, pela União Soviética... regressando entretanto ao Brasil depois de ter estado na Ásia e no Médio Oriente. Em 1951 recebeu o Prémio Estaline, com a designação de "Prémio Internacional da Paz". Os problemas sociais orientam a sua obra, mas o seu talento de escritor afirma-se numa linguagem rica de elementos populares e folclóricos e de grande conteúdo humano, o que vai superar a vertente política. A sua obra tem toques de picaresco, sem perder a essência crítica e a poética. Além das já citadas, referimos, na sua vasta produção: Jubiabá (1935), Mar Morto (1936), Capitães da Areia (1937), Seara Vermelha (1946), Os Subterrâneos da Liberdade (1952). Mas é com Gabriela, Cravo e Canela (1958), Os Velhos Marinheiros (1961), Os Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e os Seus Dois Maridos (1966) em que o romancista põe de parte a faceta politizante inicial e se volta para temas como a infância, a música, o misticismo popular, a turbulência popular e a vagabundagem, numa linguagem de sabor poético, humorista, renovada com recursos da tradição clássica ligados aos processos da novela picaresca. O seu sentimento humano e o amor à terra natal inspiram textos onde é evidente a beleza da paisagem, a tradição cultural e popular, os problemas humanos e sociais - uma infância abandonada e culpada de delitos, o cais com as suas misérias, a vida difícil do negro da cidade, a seca, o cangaço, o trabalhador explorado da cidade e do campo, o "coronelismo" feudal latifundiário perpassam significativamente na obra deste romancista dos maiores do Brasil e dos mais conhecidos no mundo. Fecundo contador de histórias regionais, Jorge Amado definiu-se, um dia, "apenas um baiano romântico, contador de histórias". "Definição justa, pois resume o carácter do romancista voltado para exemplos de atitudes vitais: românticas e sensuais... a que, uma vez por outra, empresta matizes políticos...", como diz Alfredo Bosi em História Concisa da Literatura Brasileira. Foi-lhe atribuído o Prémio Camões em 1994.

(see more)

BY THE AUTHOR

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT