Crónicas do Sul

by Luis Sepúlveda
Publisher: Edições Asa, January of 2008 ‧
"Os mortos estorvam, as vítimas estorvam, são incomodativas, e os que clamam por justiça são mais incómodos ainda."
Mas no silêncio que rodeia os perseguidos, há alguém como Luis Sepúlveda que não hesita em colocar a sua pena ao serviço de uma legítima demanda pela igualdade.
Nestes breves e intensos textos, escritos entre a Primavera de 2005 e Dezembro de 2006, quando Pinochet morre, Sepúlveda debruça-se sobre uma longa galeria de horrores.
A sombra do General e da sua família predadora paira ainda sobre o Chile e sobre as memórias de quem sentiu na pele a crueldade do tirano e assiste agora à sua morte. Até na civilizada França os fantasmas da intolerância serpenteiam pelas ruas e levam aos protestos dos imigrantes, provando que nenhum país tem a exclusividade da prevaricação.
Mas há sempre uma esperança de que as coisas podem mudar - encarnada pela mulher que preside agora aos destinos do Chile, Michelle Bachelet; pelos estudantes que lutam por um sistema de educação baseado na qualidade do ensino; pelos chilenos que, mesmo nas mais recônditas regiões do país, exerceram o seu direito de voto, dando provas de maturidade e civismo. Um livro em que vibra de novo a paixão implacável de um grande escritor, capaz de fazer com que a denúncia e a indignação se transformem em matéria da mais alta qualidade literária.

Crónicas do Sul

by Luis Sepúlveda

Property Description
ISBN: 9789892300160
Publisher: Edições Asa
Release Date: January of 2008
Language: Portuguese
Dimensions: 124 x 193 x 9 mm
Cover: Softcover
Pages: 128
Format: Book
Collection: Pequenos Prazeres
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Memories and Testimonies
EAN: 9789892300160

Interessante q.b.

José B.

Boa forma de compreender parte da vida chilena pós Pinochet. No entanto, é preciso tomar cuidado, pois o autor escreve de um ponto de vista vincadamente ideológico e acaba por vezes por recorrer à falácia ou à contradição, pelo que se deve estar atento a estes pormenores.

Inquietante

Luciana Ramos

Um olhar nu e cru sobre a ditadura chilena. Sem rodeios Luis Sepúlveda critica os problemas políticos e sociais do chile e todos os autores envolvidos. É um livro que clama à justiça

Crónicas de Liberdade

Teresa Maria

Qual matriz que percorre toda a sua obra, as narrativas deliciosamente oferendadas página a página, são pelos seus leitores deliciosamente degustadas, nunca repetitivas, sem contudo abdicar de despertar consciências numa fé inabalável no ser humano. Numa sociedade frequentemente denominada como sendo "líquida", fluida e fugaz no que verdadeiramente importa e que se alimenta de somatórios despidos do essencial, da capacidade e coragem de pensar e agir criticamente, o sucesso da obra de Sepúlveda vem provar inequivocamente que há esperança, que o valor das pequenas (grandes) coisas importa, ainda que no anonimato de fragmentos de histórias de vida que optam por não ter medo do exercício de cidadania e de liberdade. Com uma escrita rica e bela sem deixar de ser exposta e real, Sepúlveda demonstra uma fé inabalável no ser humano.

sepulveda no seu melhor

teresa nascimento

luis sepulveda sempre nos habituou a excelente narrativas, temos mais um magnifico exercicio de expressão magica e latina das palavras cativantes de sepulveda

Viajar pela liberdade

Helena Fernandes

Histórias que despertam a nossa atenção para uma realidade que não se pode ignorar

Um exercício de liberdade

Carlos Manuel da Costa Teixeira

Este livro é de facto um exercício de liberdade, é a opinião de quem foi oprimido durante uma vida. Luis Sepúlveda é um defensor da liberdade de expressão, da identidade cultural, e neste livro em particular dá voz às vítimas de uma ditadura. Este livro é um conjunto de ideias acesas sobre o passado e o presente do Chile. É uma posição política que aqui é assumida. Um livro essencial pelas opiniões expressas com clareza.

ABOUT THE AUTHOR

Luis Sepúlveda

Foi a 4 de outubro de 1949, na localidade chilena de Ovalle, a mais de 300 km a norte da capital, Santiago, que nasceu Luis Sepúlveda. Filho de um militante do Partido Comunista e proprietário de um restaurante, e de uma enfermeira de origens mapuche (um povo indígena da região centro-sul do Chile e do sudoeste da Argentina), Luis Sepúlveda cresceu no bairro San Miguel de Santiago e estudou no Instituto Nacional, onde começou a escrever por influência de uma professora de História.
Aos 15 anos ingressou na Juventude Comunista do Chile, da qual foi expulso em 1968. Depois disso, militou no Exército de Libertação Nacional do Partido Socialista. Após os estudos secundários, ingressou na Escola de Teatro da Universidade de Chile, da qual chegou a ser diretor. Anos mais tarde, licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha.
Da sua vasta obra – toda ela traduzida em Portugal –, destacam-se os romances O Velho Que Lia Romances de Amor e História de Uma Gaivota e do Gato Que a Ensinou a Voar. Mas todos os seus livros conquistaram em todo o mundo a admiração de milhões de leitores.
Em 2016, recebeu o Prémio Eduardo Lourenço – que visa galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica –, uma honra que definiu como «uma emoção muito especial».
Para além de romancista, foi realizador, roteirista, jornalista e ativista político. Em 1970 venceu o Prémio Casa das Américas pelo seu primeiro livro, Crónicas de Pedro Nadie, e também uma bolsa de estudo de cinco anos na Universidade Lomonosov de Moscovo. No entanto, só ficaria cinco meses na capital soviética, uma vez que foi expulso da universidade por «atentado à moral proletária». Membro ativo da Unidade Popular chilena nos anos 70, teve de abandonar o país após o golpe militar de Augusto Pinochet. Viajou e trabalhou no Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Peru. Viveu no Equador entre os índios Shuar, participando numa missão de estudo da UNESCO. Em 1979 alistou-se nas fileiras sandinistas, na Brigada Internacional Simon Bolívar, que lutava contra a ditadura de Anastácio Somoza. Depois da vitória da revolução sandinista, trabalhou como repórter.
Em 1982 rumou a Hamburgo, movido pela sua paixão pela literatura alemã. Nos catorze anos em que lá viveu, alinhou no movimento ecologista e, enquanto correspondente da Greenpeace, atravessou os mares do mundo, entre 1983 e 1988. Em 1997, instalou-se em Gijón, em Espanha, na companhia da mulher, a poetisa Carmen Yáñez. Nesta cidade fundou e dirigiu o Salão do Livro Ibero-americano, destinado a promover o encontro de escritores, editores e livreiros latino-americanos com os seus homólogos europeus.
Luis Sepúlveda vendeu mais de 18 milhões de exemplares em todo o mundo e as suas obras estão traduzidas em mais de 60 idiomas. Em Portugal, era presença assídua na Feira do Livro de Lisboa, em sessões de autógrafos onde era bem visível o carinho do público português pelos seus romances, e esteve presente em quase todas as 21 edições do Festival Correntes d’Escritas, na Póvoa de Varzim, a última das quais entre 18 e 23 de fevereiro de 2020.
A 29 de fevereiro de 2020, Luis Sepúlveda foi diagnosticado com Covid-19, naquele que seria o primeiro caso de infeção nas Astúrias, e consequentemente internado no Hospital Universitário Central de Astúrias, onde veio a falecer a 16 de abril.

(see more)

BOOKS FROM THE SAME COLLECTION

BY THE AUTHOR

PEOPLE WHO BOUGHT ALSO BOUGHT