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Cantares da Minha Terra

by Cláudio Carneiro
Publisher: Chiado Books, February of 2018 ‧
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"Uma Família Judaica/Chacinense

A antiquíssima povoação de Santa Comba, com a expulsão maometana tornada Chacim, da chacina causada aos agarenos, atraía, pela sua prosperidade, Povos do mundo então conhecido, contribuindo para o desenvolvimento da Região. Entre esses Povos, pela cultura e sapiência, um se destacou - o Judaico.

Desde o século XV se dá conta da existência em Chacim, de uma família deste Povo judeu, ligada ao comércio, naturalmente, porque em Chacim, no curtimento e na feitura da seda, de seu nome Abraão Rodrigues Pereira, muito distinta, empreendedora e culta.

Com a expulsão dos judeus e a instauração do Santo Ofício, esta família viu-se obrigada a fugir aos horrores da fogueira, refugiando-se, segundo a Verbo, Enciclopédia Luso-Brasileira, em Berlanga, Badajós - Espanha. Em Berlanga teria nascido o filho Jacob Rodrigues Pereira. Emigrado em França, Jacob Rodrigues Pereira neste País se doutorou, exerceu a docência e criou um novo método de ensino aos surdos-mudos. Alcançou fama e glória, que perdura.

Outra versão dá a família fugida para Peniche (Berlengas) onde nasceria o filho Jacob Rodrigues Pereira, em 1715 e baptizado na igreja católica, com o nome de Francisco António Rodrigues. Berlanga ou Berlengas, a este descendente de Chacim ergueram-lhe uma estátua, para quem o quiser ver, num jardim de Peniche, preservando a sua memória (e eu já o contemplei) suposto que é natural desta pitoresca e turística vila, aonde a terra acaba e o mar começa.

Acabo de ter conhecimento por um casal amigo e conterrâneo, doutores Leontina Trigo e Artur Fernandes, naturais de Vinhais, Bragança, que por obras valorosas criadas em prol da França, este País glorificara dois netos de Jacob Rodrigues Pereira - Isaac Pereire e Émile Pereire, dando os seus nomes a uma estação de Metro, a uma estação de RER, a um Boulevard de Paris e a outros monumentos.

Isaac e Émile, notabilizaram-se nos negócios dos Transportes, na Finança, na Saúde, na Construção, na Política... e, se mais houvera, la chegara.

Foi com Homens desta natureza, esculpidos na pedra dura a cinzel, com Letra Maiúscula, denodados, propensos à grandeza de Alma e de Ideias, de mente audaz e vivacidade no olhar, e por isso mesmo odiados e sempre perseguidos, deste Povo maravilhoso, culto e criador, que se formou e firmou, A Civilização Ocidental, de que nos orgulhamos - Judaico/Cristã!
Cláudio Carneiro"

Cantares da Minha Terra

by Cláudio Carneiro

Property Description
ISBN: 9789895220694
Publisher: Chiado Books
Release Date: February of 2018
Language: Portuguese
Dimensions: 142 x 217 x 18 mm
Cover: Softcover
Pages: 242
Format: Book
Collection: Prazeres Poéticos
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Poetry
EAN: 9789895220694

ABOUT THE AUTHOR

Cláudio Carneiro

Nasceu em Chacim, concelho de Macedo de Cavaleiros, em 08.05.1931. Aí viveu até aos 30 anos, com excepção do tempo militar. Desde de criança, teve que repartir o tempo entre a guarda dos vitelos e outros trabalhos campestres.
Companheiro mais velho de sete irmãos (cinco rapazes e duas raparigas) partilhou com eles a alegria da vida rural. Pastor e boieiro, foi também lavrador. Dormiu no campo e aprendeu a auscultar os segredos da terra-mãe.
Por falta de tempo, não teve disponibilidade total para a escola primária. Terminou-a já homem, quando militar em Bragança, na Escola Regimental. Sonhador e destemido, conheceu as paragens longínquas de Goa (1955). Aqui colabora nos jornais Heraldo e Diário. Conheceu os limites orientais do Império. Embarca em Mormugão de regresso à Pátria (23.05.1957).
Em Abril de 1961, radica-se em Lisboa, chamado pelo Senhor General Paulo Bénard Guedes, penúltimo Governador do Estado Português da Índia, ao serviço de quem esteve como guarda-costas, terminada a escola de cabos em Velha Goa e promovido a 1.º cabo.

Recupera agora o tempo que lhe faltou em criança para estudar. Faz o Curso Geral dos Liceus e frequenta o Curso de Direito que não termina. No Liceu teve como professor, no antigo 7.º ano do Liceu, em português e francês, o Dr. Altino Moreira Cardoso, conterrâneo, natural de Loureiro – Peso da Régua, escritor, compositor, jornalista, informático… e, no ano seguinte, colega na faculdade de Direito de Lisboa. Colaborou e foi Administrador do jornal Poetas & Trovadores, escreveu nas revistas Mosaicos, Notícias Metrópole, Notícias Zurich, na revista O Bi-Tó-Rô, da Associação Cultural e Recreativa de Soutelo – Mogadouro, da qual foi sócio, sócio da Trasald – Cooperativa dos Criadores e Produtores de Trás-os-Montes e Alto Douro – Porto, sócio do Centro Cultural de Balsamão – Chacim, está inscrito no Grémio Literário Vila-Realense é sócio da Academia de Letras de Trás-os-Montes, Bragança e fez parte dos seus Corpos Sociais, de Junho de 2015/2017.

Tem escrito em vários jornais regionais – Amadora/Sintra, Voz do Tua – Mirandela, A Voz do Nordeste – Bragança, O Coura – Paredes de Coura, Notícias da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa, de cuja Casa Regional foi membro da Direcção como vogal e Conselheiro Regional, pelo seu concelho, Macedo de Cavaleiros, escreveu e foi sócio da revista Unearta- União dos Escritores e Artistas Trasmontanos e Alto Durienses e escreveu na Revista Brigantia.
Está inscrito na S.P.A - Sociedade Portuguesa de Autores com o n.º 18797, e consta no Dicionário dos Mais Ilustres Trasmontanos e Alto Durienses, de J. Barroso da Fonte – volume II, 2001 e em Bibliografia do Distrito de Bragança , de Hirondino Fernandes - volume II, C, 2012.

Escreveu e publicou: Relíquias do Nordeste Trasmontano – poemas; A Serra de Bornes Chacim e Balsamão – poemas, edição do autor; Pelo Nordeste de Trás-os-Montes – contos; Vivências Inesquecíveis – romance biográfico, edição editora Amadora Sintra; Reminiscências de Olvido – contos e Viagens, edição Chiado Editora. O Sacerdote Adriano Botelho – romance, edição Chiado Editora, O Despertar da Alma Portuguesa in sonetos, edição Chiado Editora. É co-autor de duas colectâneas – Poetas de Sempre, III e IV volumes, 2002 e 2003, de J. Barroso da Fonte.

Prontos para edição: Diálogos com Deus, Evocações, Dramas de um Povo. Contas da Minha Aldea – contos.
Procura cultivar o regionalismo trasmontano, sem descurar o gosto pela cultura em geral.
Viúvo desde 17 de Fevereiro de 2017, sente no seu lar e no de sua filha a riqueza dos valores familiares, expressos na alegria e inocência de dois netos que lhe enchem a casa de vida.
Regressa às suas preocupações. Escreve e lê.

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