EXCERPTS
Quero que se foda o sublime. A minuciosa construção do absoluto literário. Assim sem emendas e em rigoroso vernáculo, parece-me mais exacto. Quero que se foda o sublime (desculpem-me a repetição). Prefiro portas fechadas, casas destruídas, chaves de pouco ou nenhum uso para gestos de pouca ou nenhuma glória que são o absoluto onde me posso sentar para beber mais um copo deste vinho que te pinta os lábios e te acende nos olhos esse fulgor de luz, esse pulsar de salto, onde me lanço para voltar ou não voltar, mas ter cumprido do sangue o impulso. Quero que se foda o sublime (começa a saber-me bem repeti-lo, o ritmo sincopado conjugado com a limpidez expressiva). Estou a falar contigo, a viver contigo, a morrer contigo. Estou a dizer-te ama comigo, sofre comigo, morre comigo um pouco mais devagar.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 0000009685480 |
| Publisher: | Averno |
| Release Date: | September of 2012 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 146 x 176 x 4 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 44 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
Fiction
>
Poetry
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| EAN: | 0000009685480 |
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