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As Variedades da Experiência Religiosa

by William James
Publisher: Relógio D'Água, December of 2018 ‧
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Em As Variedades da Experiência Religiosa, William James aplica o método científico aos fenómenos religiosos, abordando o misticismo e a religião através do pragmatismo e da psicologia experimental. O livro, nascido das Conferências Gifford apresentadas na Universidade de Aberdeen a partir da primavera de 1901, coloca o acento no estudo das formas exteriores de religião e nos estados mentais a elas associados.

Para ilustrar as suas teorias, William James cita as suas próprias experiências, as dos seus próximos, e também pensadores como Voltaire, Whitman, Emerson, Lutero, Tolstoi, John Bunyan e Jonathan Edwards. Este ensaio, de um psicólogo que se tornou filósofo, é de uma extrema atualidade num tempo marcado pela afirmação das religiões e pelos seus conflitos.

As Variedades da Experiência Religiosa

by William James

Property Description
ISBN: 9789896415884
Publisher: Relógio D'Água
Release Date: December of 2018
Language: Portuguese
Dimensions: 157 x 235 x 28 mm
Cover: Softcover
Pages: 416
Format: Book
Collection: Antropos
Categories: Books in Portuguese > Social Sciences and Humanities > Others
EAN: 9789896415884

William James, um perspectiva intemporal

Nuno Arrais de Castro

Como é apanágio dos textos de William James, à forma grega, a moderação é a melhor medida, foi neste sentido, que li o maravilhoso livro de "As Variedades da Experiência Religiosa". É um livro que introduz a psicologia à religião, a par de outros autores em que a abordagem parte do contexto, William James parte do Homem, da neurologia, de um conjunto de argumentos nada consensuais, onde existe uma religião não sexualizada, ou seja, uma psicologia não freudiana. Contudo, é excitante, na medida em que sai da psicologia para se tornar filósofo, através das experiências religiosas.

ABOUT THE AUTHOR

William James

Psicólogo e filósofo norte-americano, William James, irmão do romancista Henry James, nasceu a 11 de janeiro de 1842, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Começou por se interessar pelo estudo da arte mas cedo se desmotivou, entrando posteriormente para a Lawrence Scientific School da Universidade de Harvard. Frequentou cursos de química, anatomia, até se dedicar ao estudo da medicina na Escola Médica de Harvard. Em 1867 foi para a Alemanha para tirar um curso com o fisiologista Hermann von Helmholtz, autor que formulou a lei da conservação da energia, e com Claude Bernard, um experimentalista. Nesta altura, William James começou a sofrer influências de Charles Renouvier, um idealista e relativista da época. Em julho de 1869 terminou a sua licenciatura na Escola Médica e nos anos seguintes, até 1872, viveu um período de individualismo, refugiando-se na casa do seu pai, dedicando-se somente à leitura e à escrita de artigos. Posteriormente, tornou-se professor de Psicologia e Filosofia em Harvard, tendo exercido esta profissão até 1907.

William James defendeu o principio do funcionalismo na Psicologia, retirando esta disciplina do seu lugar tradicional e estabelecendo-a como uma ciência baseada no método experimental. James aplicou os seus métodos empíricos de investigação a assuntos filosóficos e religiosos e explorou questões como a existência de Deus, a imortalidade da alma, o livre arbítrio, entre outros. William James contribui também para a teoria do Pragmatismo, termo inicialmente utilizado pelo lógico C. S. Peirce. James generalizou o método pragmático, desenvolvendo-o através de uma crítica à lógica base das ciências. Defendeu a hipótese de que o significado das ideias é encontrado apenas em termos das suas possíveis consequências. Se as consequências não aparecem as ideias não têm sentido. James opôs-se fortemente ao sistema metafísico absoluto e advogou que a verdadeira psicologia devia ser prática, útil e eficaz. Esta conceção dinâmica manifestou-se também no domínio da pedagogia. A atitude do educador para a criança deve ser concreta e viva. Neste sentido, James opõe-se à abordagem abstrata e analítica da psicologia. William James realizou ainda experiências de Psicologia animal e edificou uma teoria psicofisiológica das emoções que se revelou muito controversa. Afirmou que as emoções não são produto dos sentimentos mas sim provocados pela tomada de consciência de reações orgânicas. Nesta perspetiva os acontecimentos psíquicos não seriam mais do que a conciencialização de variações fisiológicas. Wiliam James morreu em Chocorua em 26 de agosto de 1910.

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