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Ano Comum

by Joaquim Pessoa
Publisher: Litexa Editora, October of 2011 ‧
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«Determo-nos em Ano Comum é irmos ao encontro dum projecto de modelação do humano em comprometimento com o mundo, projecto que Joaquim Pessoa urde há quase quarenta anos. Tendo a escrita como forma de experiência do mundo e atrevimento sobre o mundo, a palavra de Joaquim Pessoa revela a consciência no real, motivando uma poesia de engendramento antropológico, social e politico, num pacto solar e apolíneo com a vida, solitário e fraterno: “convoco a vida para a tua vida. Convoco a tua vida para a minha vida. E convoco as nossas vidas para todas as vidas que soubermos convocar.”
(…)
Em Joaquim Pessoa, “tudo é material de poesia”, porque as palavras dos poetas juntam-se a outras palavras para procurarem um caminho, e porque “o azul tem sempre a cor que nós quisermos.”. Todavia, na obra do autor, há aqueloutro Tudo unificador, onde se reúnem todas as outras coisas: o Amor, “sempre o amor, sempre o soluçante líquido da vida”, na formulação de Walt Whitman, o amor cujo mel “tem o esforço da abelha”, e que, ávido, pede para ser construído todos os dias ou dito assim em Ano Comum: “Tenho sede quando te beijo. Quando não te beijo tenho sede.”
(…)
“Sou apenas um escritor. Um cultivador. Um jardineiro. Um florista. A minha felicidade flutua entre o estrume que deponho na raiz das palavras e o aroma que me excita quando acabo de as colher”, diz-nos o eu numa sábia relação com o mundo empírico que o suporta para definir o seu lugar no Mundo, ao mesmo tempo que, aludindo à imortalidade dos escritores, se projecta na eternidade: a sua idade “é a mesma do lobo, do alce, da andorinha”, que não conhecem o tempo, não conhecem a morte e por isso são imortais: “E não sei que idade tenho. Talvez sessenta anos. Talvez o tempo do amor. Ou o tempo que falta para salvar o amor.”»
Teresa Sá Couto

«De Joaquim Pessoa dá para esperar uma constante e perpétua mudança até para pontos de começo e de surpreendentes transformações, do poeta social dos anos 70, até aos 80, e o encontro com a epistemologia mística e a fusão das diferentes tendências temáticas na síntese dos anos 90 e da primeira década do presente século. É desta perspectiva que apresento a ideia de que esta sua mais recente obra poética, Ano Comum, serve como a continuação de passagem à síntese que o autor tem perseguido nos últimos anos. Surgem-nos temas como o amor, a morte, a intransigência do corpo alheio e do espírito em aproximação da verdade, ou seja, aquele que se acha quase em paz. A uma antiga direcção na sua obra junta-se então uma direcção nova. A voz mística, a retrospecção, a análise do lugar do poeta iluminado no mundo, a voz poética/política.
(…)
A felicidade da vida e da condição de pertencer ao mundo e à experiência do “ser” no mundo, aparece igualmente em certos momentos de decisão vital imprescindíveis, nos quais a tensão entre o bem e o mal é convertida numa outra, entre a aceitação do discurso do bem e o desejo do indivíduo prosseguir numa irónica harmonia consigo próprio.
(…)
O fim do livro reúne os temas presentes nos anteriores poemas, de uma maneira sintética e audaz. O amor intensifica-se entre os objectos cuja realização simbólica abrange todas as formas ortográficas, formando assim as palavras poéticas e as suas ressonâncias desconstrutivas. Entre os elegantes versos de Joaquim Pessoa, encontramos uma subtil e fascinante realidade: a de que a primeira fase da sua vida já terminou, mas a segunda só agora começa a ser vivida.
Robert Simon

Ano Comum

by Joaquim Pessoa

Property Description
ISBN: 9789725781845
Publisher: Litexa Editora
Release Date: October of 2011
Language: Portuguese
Dimensions: 159 x 231 x 24 mm
Cover: Softcover
Pages: 386
Format: Book
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Essays
EAN: 9789725781845

365 dias de humanidade!

CG

Um livro que fala de amor, de vida, de morte, de angustia, de integridade, de tudo e de nada. Uma escrita soberba... um livro a ler!

ABOUT THE AUTHOR

Joaquim Pessoa

Joaquim Maria Pessoa (Barreiro, 22 de fevereiro de 1948 – 17 de abril de 2023), conhecido por Joaquim Pessoa, foi poeta, artista plástico, publicitário e estudioso de arte pré-histórica português.

Com formação na área de marketing e da publicidade, foi diretor criativo e diretor-geral de várias agências de publicidade e autor ou coautor de diversos programas de televisão (1000 Imagens, Rua Sésamo, 45 Anos de Publicidade em Portugal, etc.). Foi diretor pedagógico e professor da cadeira de Publicidade no Instituto de Marketing e Publicidade, em Lisboa, e professor no Instituto Dom Afonso III, em Loulé.

Desempenhou durante seis anos (1988-1994) o cargo de diretor da Sociedade Portuguesa de Autores. em colaboração com Luís Machado, organizou em 1983 o I Encontro Peninsular de Poesia, que reuniu prestigiados nomes da poesia ibérica. Conta com mais de 600 recitais da sua poesia, realizados em Portugal e no estrangeiro. Foi diretor literário da Litexa Editora, diretor do jornal Poetas & Trovadores, colaborador das revistas Sílex e Vértice e do jornal a Bola.

Foi um dos fundadores da cooperativa artística Toma Lá Disco, com Ary dos Santos, Fernando Tordo, Carlos Mendes, Paulo de Carvalho e Luiz Villas-Boas, entre outros. Viu o seu nome ser atribuído a arruamentos na Baixa da Banheira (concelho da Moita) e no Poceirão (concelho de Palmela).

«Um mundo de palavras. Língua que lambe o universo para espanto da imobilidade das estrelas.»

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