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A Morte dos Outros

by Paulo da Costa Domingos
Publisher: Companhia das Ilhas, January of 2014 ‧
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Finalmente reunidas em livro prosas dispersas que o poeta Paulo da Costa Domingos publicou nos anos 80-90 na imprensa periódica, sob a ideia estilística genérica de "apócrifos", exercício literário em que, com a necessária humildade e sem ilusões, são imitados autores como Vincent Van Gogh, Andrei Tarkovskii, Arsenii Tarkovski, Jorge Luis Borges, Mikahil Bakunine, Carlos de Oliveira e Vitorino Nemésio. Ou talvez não...

«Neste volume curto mas denso, Paulo da Costa Domingos recupera seis textos publicados na revista Ler, no início da década de 90. São exercícios de escrita austeros, em que o autor se coloca no lugar das figuras de quem se aproxima: Vincent Van Gogh, Andrei Tarkovskii, Jorge Luis Borges, Mikhail Bakunine, Carlos de Oliveira e Vitorino Nemésio. Evitando a artificialidade do pastiche, PCD procura tocar o que há de carne viva nas palavras dos outros. (…) A prosa de PCD procura os nódulos da matéria, a pedra bruta, uma certa aridez. Única excepção: o conto “nemesiano”, relato épico do naufrágio de um navio com “lastro” humano.»
José Mário Silva, Expresso/Atual, 6 de Dezembro de 2014

A Morte dos Outros

by Paulo da Costa Domingos

Property Description
ISBN: 9789898592521
Publisher: Companhia das Ilhas
Release Date: January of 2014
Language: Portuguese
Dimensions: 141 x 222 x 3 mm
Cover: Softcover
Pages: 48
Format: Book
Collection: Azulcobalto
Categories: Books in Portuguese > Fiction > Romance
EAN: 9789898592521

ABOUT THE AUTHOR

Paulo da Costa Domingos

Começa a publicar versos aos dezanove anos de idade, ainda durante a ditadura. Da pouco mais de meia centena de títulos (não nobiliárquicos, apesar do seu espírito aristocrático) que se lhe conhecem, pode ler-se no livro Carmina [carmes], de 1995, um friso de vida literária entre surrealistas, relapsos e desertores. A sua conflituosa passagem, quer pela imprensa periódica, ficando registada no livro Vaga (1990), quer pela estupidez crónica, com registo nos livros Judicearias e Corrida de Galgos com Lebre Mecânica (ambos de 2000), de par com os tumultos suscitados pela sua condução dos trabalhos de co-organizar e fazer imprimir a antologia poética Sião (1987), cobriram-no por um estigma público de "mau feitio" somente clarificado aquando da publicação do panegírico Narrativa, em 2009.
Paralelamente, é conhecido como editor da Frenesi, e aí - autodidata filho de seu pai desenhador cartográfico - fez das artes gráficas uma girândola implacável no seio do nojo estético que pulula pelos escaparates das livrarias. Mas como filho de peixe para saber nadar precisa de seguir o cardume, cedo (logo em 1972) procurou e encontrou no mentor da casa & etc a esteira para os seus destino e deriva, de que deu há pouco notícia pessoal no livro de homenagem a Vitor Silva Tavares, & etc uma editora no subterrâneo.
De-novo-de-novo, há a assinalar os títulos das suas obras mais recentes (entre 2004 e 2012): novas versões de Gogh Uma Orelha Sem Mestre e de Asfalto, e Nas Alturas e O Homem Quase Novo, que fecham o ciclo-frenesi; de regresso aos velhos hábitos, publica consecutivamente na & etc A Escrita (2010), Averbamento (2011) e Versos Abrasileirados (2012).
Por último: contra a vontade governamental, continuará a escrever na língua portuguesa.

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