A Grande Guerra em África
Os que inovam, os que se adaptam e os outros
Publisher:
Gradiva, December of 2018 ‧
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SYNOPSIS
Portugal, em resumo, enviou para África em 1914-1918 uma força que era mais de dez vezes maior que a normalmente envolvida nas campanhas de soberania, mas mais de dez vezes menor que a dos seus aliados. Comprovou-se desde o primeiro momento a completa falta de uma base económica ou industrial para sustentar a força enviada. O normal nas anteriores campanhas de soberania era a força ser projetada em navios fretados e, antes de partir, comprar-se no estrangeiro tudo o que faltava, sabendo-se que se poderia sempre contar com o mercado da África do Sul para as aquisições de última hora, fossem elas de cavalos ou de munições.
Na Grande Guerra tudo isto faltou: era quase impossível fretar navios, comprar o que faltava no estrangeiro ou obter créditos para o fazer. Tudo isto com uma administração amplamente renovada por razões políticas, onde abundavam os funcionários que a GB classificava de incompetentes e corruptos, colocados pelas amizades com partidos débeis.
É isto que explica que Portugal, que tinha organizado dezenas de pequenas expedições para o Norte de Moçambique nas décadas anteriores em que as baixas por razões de saúde não excediam os 10%, de repente passe a ter 50% de baixas na mesma região, sem qualquer contacto com o inimigo. O clima ou a geografia não tinham mudado, nem as estradas eram piores ou os rios menos navegáveis; a dimensão do esforço nacional, a sua falta de apoio internacional, a eficácia da máquina administrativa, a corrupção e o ambiente político, esses é que tinham mudado.
Em África, tal como acontecia na Flandres, prevalecia um colossal irrealismo, não se hesitando em projetar uma força imensa à escala nacional, sem assegurar previamente a sua sustentação local.
Com a diferença que na Flandres ainda lá estava a GB para garantir minimamente a logística, o treino, as munições e o enquadramento mais geral. Em África não.
Na Grande Guerra tudo isto faltou: era quase impossível fretar navios, comprar o que faltava no estrangeiro ou obter créditos para o fazer. Tudo isto com uma administração amplamente renovada por razões políticas, onde abundavam os funcionários que a GB classificava de incompetentes e corruptos, colocados pelas amizades com partidos débeis.
É isto que explica que Portugal, que tinha organizado dezenas de pequenas expedições para o Norte de Moçambique nas décadas anteriores em que as baixas por razões de saúde não excediam os 10%, de repente passe a ter 50% de baixas na mesma região, sem qualquer contacto com o inimigo. O clima ou a geografia não tinham mudado, nem as estradas eram piores ou os rios menos navegáveis; a dimensão do esforço nacional, a sua falta de apoio internacional, a eficácia da máquina administrativa, a corrupção e o ambiente político, esses é que tinham mudado.
Em África, tal como acontecia na Flandres, prevalecia um colossal irrealismo, não se hesitando em projetar uma força imensa à escala nacional, sem assegurar previamente a sua sustentação local.
Com a diferença que na Flandres ainda lá estava a GB para garantir minimamente a logística, o treino, as munições e o enquadramento mais geral. Em África não.
DETAILS
| Property | Description |
|---|---|
| ISBN: | 9789898647993 |
| Publisher: | Gradiva |
| Release Date: | December of 2018 |
| Language: | Portuguese |
| Dimensions: | 195 x 271 x 24 mm |
| Cover: | Softcover |
| Pages: | 321 |
| Format: | Book |
| Categories: |
Books in Portuguese
>
History
>
Military History
|
| EAN: | 9789898647993 |
REVIEWS
A guerra esquecida
Francisco Pereira
A Grande Guerra para Portugal começou em África muito antes do CEP ir para a Flandres facto que obscureceu as campanhas africanas, que foram uma sucessão de desastres, caindo no esquecimento. Para resgatar essa memória temos este excelente relato, imprescindível com a qualidade superlativa que os seus autores já nos habituaram.
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